Richa despreza aliados na composição do secretariado pensando na cadeira da presidenta Dilma; será que vira?

richa_ugt_rossi.jpgO segundo mandato do governador Beto Richa (PSDB), que oficialmente começará após a posse na tarde de hoje (1), poderá ser ‘muito pior’ que os primeiros 4 anos, haja vista que o tucano “terceirizou” as pastas mais estratégicas como Fazenda, Educação e Energia (Copel) para pessoas de fora ou atoladas em compromissos com o setor privado.

Ao delegar a gestão para forasteiros com interesses difusos aos do Estado, talvez a ambição do governador tenha “diminuído” para o Senado ou mesmo “aumentado” pensando na Presidência da República em 2018. Em ambas as hipóteses, Richa erra ao desprezar aliados que o ajudaram na reeleição.

O governador que toma posse hoje, à s 17 horas, por exemplo, deixou o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Paulo Rossi, chupando os dedos, mesmo sendo a única central sindical a apoiá-lo abertamente na eleição. Mais: na contramão, extinguiu a Secretaria do Trabalho.

Se o companheirismo não é o forte de Richa, o mesmo não pode se dizer do colega paulista e correligionário de ninho Geraldo Alckmin.

De olho na sucessão da presidenta Dilma Rousseff, Alckmin convidou dois sindicalistas ligados à  UGT para assumirem secretarias em seu governo. O deputado federal Roberto de Lucena (PV) assumirá o Turismo e João Dado (SD) ficará na pasta do Trabalho e Emprego.

Na corrida presidencial, que começa hoje mesmo, depois das posses, Alckmin sairá em vantagem no PSDB. Ele pretende deixar para trás o senador e ex-presidenciável Aécio Neves (MG) e impedir que Richa entre na pista. Aliás, o tucano paranaense já deu várias derrapadas antes mesmo da largada…

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