Um estranho caso de violência e invasão na hora do parto

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Há alguns anos vem crescendo o! movimento pela humanização do parto, e, junto com ele, surge uma série de denúncias de casos de violência obstétrica! sofridas por mulheres no momento de dar à  luz. Porém, um! caso ocorrido em Curitiba há algumas semanas chama a atenção, pois a violência não partiu de nenhum dos profissionais que assistem a paciente no parto e sim da! Justiça.

Por força de uma ordem judicial, uma pessoa estranha à  equipe médica, funcionário de um laboratório, presenciou todo o parto e, ao final, recolheu uma amostra do cordão umbilical para exame de DNA para! confirmação da paternidade da criança. Nesse caso, a violência obstétrica foi submeter a mãe, no íntimo e delicado momento do parto, à  presença de um estranho.

O caso foi relatado em uma longa matéria do jornal Gazeta do Povo, que inclui depoimentos da mulher que sofreu o constrangimento relatado, da sua mãe, e até do médico, que também se sentiu mal com a situação ao ponto de considerar a decisão judicial agressiva.

Após o exame de DNA a paternidade alegada foi confirmada, mas permanece a pergunta: qual argumento convenceu um magistrado a forçar a presença de um estranho no momento do parto?

Por certo existem maneiras seguras de se confirmar a paternidade sem que a mãe seja submetida a violência ou condição vexatória, como foi o caso relatado.

O pai da criança, que é advogado, teria ingressado com seis ações na Justiça contra mãe e avó. Por isso, elas deverão representar nos próximos dias o galalau na Comissão de à‰tica da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

6 Comentários

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  1. processa todo mundo que ai eles nao fazem mais isso e o direitos humanos fica onde? invasao de privacidade e crime. Acresce o Artigo 146-A ao Decreto-Lei nº 2848, de 07/12/1940 (Código Penal Brasileiro), definindo como crime a invasão da esfera de privacidade ou a perturbação da tranqüilidade da pessoa, e revoga o Artigo 65 do Decreto-Lei nº 3688, de 03/10/1941 (Lei das Contravenções Penais

  2. O Brasil “somos” o país da incoerência.
    Nossos juízes não tem juízo.
    Porque pedir sabedoria, sei que já é pedir demais,
    aos nossos togados “meritíssimos”.
    Sabedoria é o conhecimento temperado pelo bom senso.
    Não seria mais civilizado o cara do laboratório
    esperar do lado de fora da sala de cirurgia, e o
    material ser entregue por um membro da equipe que
    fazia o parto?

  3. Acho que a decisão foi inusitada, mas para o juiz dar uma decisão desta natureza, algum direito das partes ou da criança estava em risco!!! Pela reportagem a mãe deveria indicar alguem para coleta do material, isso foi feito? Essa historia está mal contada …….

    • Rogério, pergunta pra mãe da criança o que ela tentou fazer para descumprir a decisão judicial…?

      Se não fosse filha de jornalista não estaria causando essa confusão toda!

      Se não concordava com a decisão judicial, deveria ter recorrido…

      E por que se negava a investigar e aceitar a figura do pai?

      Alguém já viu a decisão judicial e os fundamentos dela antes de questionar?

      Não conheço nenhuma das partes, mas tem algo que cheira muito mal nisso tudo aí, e não me parece ser a conduta do pai em querer ver seu filho reconhecido.

  4. Li está matéria, mas como dizem que a justiça é cega, não se tem muito que reclamar, não foi o pai que mandou o coletador no hospital e sim um juiz que determinou a coleta em loco, mas também o hospital errou em deixar um estranho no ninho ficar na hora do parto. Só que briga de investigação de paternidade é assim mesmo NO PAU E SEM MUITO CONVERSA.

  5. QUE VERGONHA…A OAB DEVERIA ESTAR PREOCUPADA COM A SITUAÇÃO DO PARANÁ…COM OS DESMANDOS DO GOVERNADOR.E NÃO SAIR POR AI METENDO-SE NO PARTO DE UMA CRIANÇA…SÃO TODOS UNS BABACAS,BABA OVO DE RICHA..POIS MORAM TUDO DE GRAÇA.SAFADOS.