Um estranho caso de violência e invasão na hora do parto

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Há alguns anos vem crescendo o! movimento pela humanização do parto, e, junto com ele, surge uma série de denúncias de casos de violência obstétrica! sofridas por mulheres no momento de dar à  luz. Porém, um! caso ocorrido em Curitiba há algumas semanas chama a atenção, pois a violência não partiu de nenhum dos profissionais que assistem a paciente no parto e sim da! Justiça.

Por força de uma ordem judicial, uma pessoa estranha à  equipe médica, funcionário de um laboratório, presenciou todo o parto e, ao final, recolheu uma amostra do cordão umbilical para exame de DNA para! confirmação da paternidade da criança. Nesse caso, a violência obstétrica foi submeter a mãe, no íntimo e delicado momento do parto, à  presença de um estranho.

O caso foi relatado em uma longa matéria do jornal Gazeta do Povo, que inclui depoimentos da mulher que sofreu o constrangimento relatado, da sua mãe, e até do médico, que também se sentiu mal com a situação ao ponto de considerar a decisão judicial agressiva.

Após o exame de DNA a paternidade alegada foi confirmada, mas permanece a pergunta: qual argumento convenceu um magistrado a forçar a presença de um estranho no momento do parto?

Por certo existem maneiras seguras de se confirmar a paternidade sem que a mãe seja submetida a violência ou condição vexatória, como foi o caso relatado.

O pai da criança, que é advogado, teria ingressado com seis ações na Justiça contra mãe e avó. Por isso, elas deverão representar nos próximos dias o galalau na Comissão de à‰tica da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

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