Justiça determina intervenção no Hospital e na Faculdade Evangélica

evang.jpgA Justiça do Trabalho do Paraná determinou nesta quarta feira (17) uma intervenção judicial no Hospital Evangélico de Curitiba e na Faculdade Evangélica do Paraná. O Juiz Eduardo Milléo Baracat indicou como interventor o médico Fabrício Carcardo Hito, diretor do Hospital Ipiranga, em São Paulo.

O pedido de intervenção foi feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que justificou o requerimento com base no descumprimento de pagamentos de salários no prazo legal, recolhimentos de FGTS e indenizações a empregados.

Segundo o MPT, tramitam atualmente mais de 1,3 mil processos trabalhistas contra a Sociedade Beneficente Evangélica (SEB), responsável pela administração do hospital e da faculdade. Além disso, a SEB teria descumprido um acordo em que havia se comprometido a cumprir com diversas obrigações trabalhistas.

Na decisão, o Juiz argumenta que a SEB continua a descumprir com o pagamento de funcionários e ex-funcionários alegando que os problemas são fruto de atrasos nos repasses de verbas públicas do SUS. Contudo, o MPT apresentou um estudo mostrando que existem pelo menos 250 empregados desnecessários na estrutura do hospital, como capelães.

Diante da situação, a Justiça do Trabalho entendeu que o problema dos sucessivos descumprimentos de acordos judiciais e de atrasos salariais seriam fruto de disputas internas ou por má gestão, sendo necessária uma providência de forma urgente, a fim de permitir a reestruturação administrativa e financeira da instituição.

A decisão afasta a SEB e seus representantes de qualquer participação na gestão do Hospital Evangélico e da Faculdade Evangélica.

Com informações do Portal Bem Paraná

7 Comentários

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  1. nao sao 250capeloes e sim 250 funcionarios inclusive capeloes…

  2. São Paulo Apóstolo tem um recado a esses “capelães”
    chegados a um ócio rentável, à moda de políticos
    chegados a uma mordomia:
    2Ts 3,7-12
    Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses:
    Irmãos: Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados
    a ninguém. Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo
    a ser imitado.

  3. Muito capelão e muito profissional terceirizado. Muitos médicos por especialidade.

  4. Pô meu 250 capelães?! Com certeza trabalhavam de graça! Segundo a Bíblia se recebeu de graça deve entregar de graça. Agora se eram assalariados … é muito capelão para um só hospital

  5. Chamem o André Zakarov, ele não se elegeu deputado,
    e assim, perdeu aquela imunidade macetosa.
    Novesfora o “cabidódromo” de emprego religioso, ele
    deve ter muita coisa + para explicar.

  6. E agora como vão ficar os sanguessugas que sugavam o “sangue” e os recursos do Hospital Evangélico? Vai ter muito CAPELÃO tendo que se explicar.

  7. Missão espinhosa para quem se dispôs a administrar esse hospital. Mas com o respaldo judicial quem sabe consegue pelo menos fazer um planejamento de longo prazo, que seja viável e executá-lo. Se é verdade que existem 250 capelães ganhando da instituição realmente é uma situação de fim mundo. Se for uma questão de fé, que o façam graciosamente, em horários que não atrapalhem a sua vida profissional. Força para o Interventor, que vai precisar.