Em artigo de Roberto Requião, rechaça política tributária de Beto Richa

O senador Roberto Requião (PMDB), em artigo exclusivo para o Blog do Esmael, nesta sexta-feira (5), analisa a política de substituição tributária! do governador Beto Richa (PSDB) que reajustou ICMS de alimentos da cesta básica e de taxas estaduais como IPVA de veículos, bem como os tributos do Poder Judiciário. O peemedebista defende o corte de milhares de cargos em comissão existentes, com a diminuição sensível da folha de pessoal, para diminuir a despesa estadual e manter os preços de serviços públicos e da alimentação. Para o parlamentar, o povo paranaense não pode pagar essa conta com a anuência da Assembleia Legislativa. Abaixo, leia o artigo.

O senador Roberto Requião (PMDB), em artigo exclusivo para o Blog do Esmael, nesta sexta-feira (5), analisa a política de substituição tributária! do governador Beto Richa (PSDB) que reajustou ICMS de alimentos da cesta básica e de taxas estaduais como IPVA de veículos, bem como os tributos do Poder Judiciário. O peemedebista defende o corte de milhares de cargos em comissão existentes, com a diminuição sensível da folha de pessoal, para diminuir a despesa estadual e manter os preços de serviços públicos e da alimentação. Para o parlamentar, o povo paranaense não pode pagar essa conta com a anuência da Assembleia Legislativa. Abaixo, leia o artigo.

Roberto Requião*

A sociedade paranaense foi surpreendida com projetos de lei propondo o aumento dos impostos estaduais (ICMS e IPVA) e do Funrejus (tributo do Poder Judiciário).

Entendia-se que o Paraná já passara ao largo de práticas antigas na direção de pacotes de fim de ano, feito por Governos que não cuidaram bem de seus gastos de custeio e daí apelaram para que o povo viesse a pagar mais tributos.

No caso do ICMS, lamentavelmente anula-se uma diminuição da carga tributária sobre bens de consumo salário, que deixou nas mãos do consumidor paranaense em 2009 cerca de 315 milhões de reais (fonte: FIEP), com sensível aumento da renda privada.

Era o Paraná pioneiro em matéria de política tributária não só com a diminuição das alíquotas do ICMS, mas também na proteção da pequena e da microempresa.

Tudo isso agora é suprimido com o aumento do imposto e a progressiva introdução do sistema de antecipação de seu pagamento, com o sistema conhecido como substituição tributária!.

Além da majoração da alíquota do ICMS de 12% para 18% – atingindo um sem número de produtos de amplo consumo popular – e a gasolina de 28% para 29%, o Governo do Paraná quer um aumento de 40% no IPVA e de 25% da contribuição ao Fundo do Judiciário, outro Poder insaciável na gastança pública.

Quem vai suportar esse escárnio financeiro não são as empresas paranaenses, mas sim todo o povo do Paraná, iludido por acreditar que as finanças do Estado estavam equilibradas e dotadas de boa gestão.

Os reflexos dessas medidas, que entram em vigor a partir de abril do próximo ano, vão se espraiar pela diminuição do poder aquisitivo do paranaense e elevação dos índices inflacionários. Ao depois de 20 anos de plano Real, iniciativas do gênero põem em risco a estabilidade da moeda, bem público a ser preservado.

à‰ uma lástima que todas essas proposições não viessem de uma discussão séria e organizada com os empresários e trabalhadores, mas sim de decisões isoladas do Governo do Paraná e certamente com anuência da submissa classe política do Estado instalada na Assembléia Legislativa.

Mas, ainda há tempo para que tais propostas sejam retiradas e volte a prevalecer a boa gestão da coisa pública. Um início bem-vindo seria o corte dos milhares de cargos em comissão existentes, com a diminuição sensível da folha de pessoal, certamente o item que mais pesa na despesa estadual.

Por derradeiro, é um despropósito assistir a um governo que, no período de três anos (2011-2013), aumentou a receita de tributos (fonte: Confaz) em velocidade duas vezes superior à  da expansão do PIB paranaense (fonte: IBGE); vir agora justificar laconicamente a necessidade de ainda mais recursos para conceder maior efetividade e eficiência na prestação de serviço público! (sic), como posto na Mensagem 127/2014 dirigida à  Assembléia Legislativa.

*Roberto Requião é senador do Paraná pelo PMDB.

8 Comentários

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  1. Valeu,Senador Roberto Requião! Continue votando sempre a favor daquilo que favorece o povão paranaense e brasileiro. Pouco se me dá que os puxa-saco de plantão o critiquem por não dizer amém a quaisquer que sejam os governantes; muito menos esse (des)governador Beto Richa. Taca-le pau, Requião! Fique de olho nos paus-mandados da Assembléia Legislativa do Paraná. Continuamos acreditando no seu trabalho de peemedebista autêntico!

  2. O curioso da substituição tributária é ver a COPEL e a SANEPAR abastecendo seus almoxarifados com os fornecedores de outros estados, porque como lá a carga tributária é menor e o governo daqui não exige o recolhimento das diferenças de alíquota, seus preços acabam sendo menores que os da empresa do Paraná…

    BETO RICHA, GERANDO EMPREGOS E RIQUEZA, NOS OUTROS ESTADOS DA FEDERAÇÃO…

  3. É isso aí! O pedágio abaixa ou acaba!

  4. Após ser derrotado nas urnas ainda continua ardendo.

  5. Gostaria de saber como o senador Roberto Requião votou nesta semana? Ele foi a favor ou contra o golpe que a presidenta Dilma deu no país? É neste golpe que ele deveria se preocupar. Ele foi eleito senador para defender o estado. Ele não foi eleito para ficar aqui enchendo o saco do governador e nem da população paranaense. Para isso ele elegeu o seu sobrinho filho para deputado estadual. Vai dormir Requião!!!

    • Quer saber como o Requião votou leia no blog do Cicero Cattani. Só um senador da base votou contra, foi o sen. Waldemir Moka MS. Até o Tiririca votou NÃO desobedecendo o seu partido o PR q é da base. O Nosso SENADOR BOCUDO só fala mas votou A FAVOR do Golpe da Presidanta Dilmá. Vergonha Requião. Perdi meu voto qdo votei no sr. pro senado.

    • nao entendi,qual golpe a presidenta Dilma deu no país