Apoio de Cid Gomes é contemplado com o Ministério da Educação

do Brasil 247
dilma_cid_educacaoUm aliado estratégico está entrando para o Ministério do segundo governo da presidente Dilma Rousseff. Fundador do PROS que dividiu o PSB de Eduardo Campos na eleição presidencial e apoiou, no Ceará, a candidatura vitoriosa de Camilo Santana para governador do Estado, o governador Cid Gomes terá seu nome anunciado como ministro da Educação. O Palácio do Planalto já dá curso à  informação. Ele passa a ser o terceiro nome citado nesta terça-feira 23 para compor o futuro primeiro escalão, depois de Jacques Wagner, para a Defesa, e Ricardo Berzoini, para Comunicações.

Cid Gomes mostrou-se um fiel aliado de Dilma durante a campanha eleitoral. Ele criou o PROS, ao lado do irmão, o ex-governador Ciro Gomes, e, na prática, preservou seus domínios no Ceará e alcançou influência nacional, fazendo um contraponto de debate, à  esquerda, com o PSDB, e disputando com o PSD e o DEM uma boa parcela do centro. Pequeno, o PROS poderia bem ser chamado de típico partido de centro esquerda, mas com chefia.

O papel central do partido de Cid Gomes, porém, foi assumido logo à  sua fundação. A legenda obteve a adesão quadros do PSB e, fazendo do Ceará seu castelo, conseguiu barrar a penetração de Campos em toda a região, repleta de votos. Ao manter-se firme como aliado de Dilma, o novo ministro delegou-se uma missão política arrojada, e obteve sucesso. Ele tem experiência administrativa e, se não se perder em pirotecnias, pode cumprir um papel relevantíssimo para a administração. Como se sabe, os programas como ProUni e Fies foram carros chefes para a manutenção do prestigio de Dilma entre os mais pobres. Cid terá um campo enorme para trabalhar.

Com gestos fortes e palavras ácidas, muitas vezes, Cid Gomes soube se posicionar no cenário político nos últimos anos. Ele foi o oposto de seu ex-colega de Pernambuco, Eduardo Campos. Na eleição para governador, não hesitou em jogar força total a favor do candidato do PT, Camilo Santana, que venceu as eleições. Para Dilma, forneceu um palanque sólido e vitorioso.

Agora vem a recompensa. Cid deixou correr que não estava interessado em ser ministro, após um encontro com Dilma, no Palácio do Planalto, onde trataram do assunto de maneira inconclusiva. Em seguida, o alegado desinteresse de Cid serviu como uma senha para a presidente bater o martelo. Sem dúvida, ela agregou um quadro político aguerrido e lúcido, mesmo sendo um tanto personalista e estourado. Um nome que tem história como governador, grupo político e condição de fazer bem a defesa do governo !“ e também sair jogando no ataque.

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