No Dia da Não Violência contra a Mulher, confira ações de combate à  opressão

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Uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado e 133 milhões de mulheres e meninas sofreram mutilação genital, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Embora essas violações sejam comuns ao cotidiano de milhares de mulheres, muitas vezes elas se tornam invisíveis ou são tratadas como algo relativo à  esfera familiar. Para romper esse silêncio, desde 1981 o movimento feminista comemora, com luta, em 25 de novembro, o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher.

Em Curitiba, a Prefeitura está lançando a campanha Busão sem abuso! contra o assédio no transporte coletivo. O prefeiro Gustavo Fruet (PDT) e a secretária da mulher Roseli Isidoro (PT) participaram do lançamento.

A campanha é uma parceria da Prefeitura de Curitiba por meio da Secretaria da Mulher, Urbs e Guarda Municipal com o Sindicato das Empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) e Sindicato dos Motoristas e Cobradores de à”nibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) com apoio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID) do Tribunal de Justiça do Paraná, da Polícia Civil e do Juizado Especial Criminal.

No restante do Brasil, a programação é diversa. Hoje, no Rio de Janeiro, haverá exposição de grafite, oficina e roda de conversa sobre violência contra a mulher. Amanhã será a vez de um debate na internet sobre os compromissos assumidos pelos países para enfrentar a violência, além das políticas públicas para garantir os direitos das mulheres. Nos dias 26 e 27, serão realizadas oficinas e debates, em Brasília e João Pessoa, com juízes e outros operadores de Justiça sobre a adaptação do Protocolo Latino-Americano para Investigação das Mortes por Razões de Gênero à  legislação brasileira. A programação seguirá em dezembro e pode ser conferida no site da ONU Mulheres.

A representante da! Onu! Mulheres no Brasil, Nadine Gasman! destaca que, neste ano, a campanha também alerta para o cumprimento da Plataforma de Ação de Pequim, cuja aprovação completará 20 anos em 2015. Fruto da 4!ª Conferência Mundial sobre a Mulher, a plataforma listou 12 áreas de trabalho, como Mulheres e Pobreza e Mulheres e a Mídia, e apontou ações concretas que deveriam ser desenvolvidas pelos países signatários para promover a igualdade de gênero.

Com informações da Agência Brasil! e da Prefeitura de Curitiba.

2 Comentários

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  1. So pelo fato de a mulher parir tem de ser severamente respeitada as leis tem que funcionar, Leis foram criadas mas ainda esta longe de ser favorável a mulher.

  2. Vamos torcer para que o MPF investigue a fundo e o juiz Sérgio Moro coloque atrás das grades corruptos e corruptores, inclusive políticos envolvidos seja de que partido for.