Coluna do Enio Verri: A esperança venceu o ódio dos tucanos

Publicado em 4 novembro, 2014
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enio_dilmaEnio Verri*

O lamentável preconceito à s minorias brasileiras que publicamente se agrava a cada eleição presidencial parece não ter fim. Escondidos nas redes sociais ou através dos privilégios da classe social, alguns sujeitos ofendem a nortistas, nordestinos, pobres, homossexuais, entre outros grupos muitas vezes banalizados.

Os insultos impulsionados pela derrota democrática do conservadorismo expressado pela figura do candidato tucano, Aécio Neves, apenas jorra o ódio de uma elite travestida nos grandes meios de comunicação e setores tradicionais da sociedade que não aceitam a melhora de vida de milhões de brasileiros.

São ditos brasileiros que se incomodam em dividir o aeroporto com o porteiro do prédio em que moram, com a diarista que usa o mesmo perfume importado e com o carro financiado na Caixa pela sua secretária. São estes que transferem toda sua fúria sobre os programas sociais que elevaram o nosso País a um patamar respeitado mundialmente.

Uma triste notícia para esta minoria, os programas sociais funcionam. E pior! Não são compostos por vagabundos!. Um bom exemplo é o Programa Universidade para Todos (Prouni), implantado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ampliado pela presidente Dilma Rousseff.

Segundo estudo da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Ensino Superior (Abraes), os alunos das faculdades particulares com bolsa integral do Prouni são responsáveis pelas melhores notas médias no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

A pesquisa, que cruzou as notas do exame de 2010, 2011 e 2012 com os dados socioeconômicos, comprovou que o desempenho dos bolsistas integrais é superior aos mais ricos e alunos das universidades públicas, provando que a meritocracia não garante o acesso ao ensino superior aos mais pobres.

Enquanto a média nacional foi de 43,19 pontos, a dos estudantes com Prouni foi de 49,35, quase dois pontos superior aos discentes das instituições públicas que alcançaram 47,87. Desde 2005, foram concedidas quase 1,5 milhão de bolsas. Destas 70% são integrais, ou seja, destinadas a quem tem renda familiar de até 1,5 salários mínimos.

A pesquisa ainda revelou que mesmo com renda média e escolaridade menor, os bolsistas integrais do Prouni se dedicam mais aos estudos fora da sala de aula se comparados aos alunos das universidades públicas. Um total de seis horas por dia.

A pesquisa não é somente a comprovação que o Prouni é uma política pública eficiente que abriu as portas do ensino superior a milhares de brasileiros, nem apenas mais um indício que o Brasil está cada vez menos injusto. à‰ mais do que isso. à‰ uma ruptura na luta de classe que há mais de 500 anos divide o País.

Pois bem, a elite rancorosa pode até reclamar, chorar e se debater. Mas novamente, a esperança venceu o medo e o ódio e, garantiu mais quatro anos de transformações sociais e avanços de direitos a todos os brasileiros.

*Enio Verri é deputado estadual, deputado federal eleito, presidente do PT do Paraná e professor licenciado do departamento de Economia da Universidade Estadual do Paraná. Escreve nas terças sobre poder e socialismo.

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