Vídeo mostra 21!ª rebelião em presídio do Paraná. Modelo para o país?

O vídeo acima é da G + Notícias, uma emissora de TV a cabo de Guarapuava, e mostra alguns trechos da rebelião inciada ontem (13) pela manhã.

A rebelião na Penitenciária Industral de Guarapuava (PIG) completou 24 horas sem perspectiva de desfecho. Doze agentes são mantidos como reféns; pelo menos dez pessoas foram feridas, entre eles um agente penitenciário. As reivindicações dos rebelados já foi encaminhada ao governo do Estado, mas o impasse continua.

Nesta terça-feira (14), um dia depois de o presidenciável tucano Aécio Neves passar pelo estado, onde é apoiado pelo governador Beto Richa, a pergunta que não quer calar é a seguinte: à‰ esse o tipo de modelo que o Paraná quer difundir ao Brasil? Em todas as aparições conjuntas, o mineiro fez questão de frisar que pretende copiar o modelo de gestão do correligionário paranaense.

Ainda durante a campanha do primeiro turno, quando várias rebeliões ocorreram por falta de condições de higiene e comida estragada nos presídios, Richa atribuía a crise aos oposicionistas. E agora que foi reeleito, cadê o governador?

No início dessa 21!ª rebelião, eram 13 servidores penais reféns. No entanto, os rebelados jogaram produto químico em cerca de 20% do corpo de um Agente. Ele foi retirado do interior da penitenciária com a ajuda de alguns presos que impediram que a situação avançasse, foi hospitalizado e passa bem.

Pelo menos outras 10 pessoas foram feridas e encaminhadas para a emergência da cidade e seis foram jogadas do telhado. De acordo com o Samu, cinco deles tiveram ferimentos leves, enquanto um teve traumatismo craniano moderado. Os rebelados estão se concentrando no telhado da PIG e a unidade está sendo destruída.

Segundo a vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciário do Paraná (Sindarspen), Petruska Sviercoski, a unidade já foi exemplo de penitenciária para o país. “Na PIG, só entravam presos que gostariam de se ressocializar. Existia uma seleção para isso. Hoje, não existem mais critérios. Entram presos perigosos, que participaram de outras rebeliões, e que conseguem disseminar a revolta entre os outros detentos quando algo não os deixam satisfeitos lá dentro”, diz.

Com informações do Sindarspen! e vídeo do G + Notícias.

 

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