Coluna do Marcelo Araújo: Dilma, Fruet e a “lepra” na eleição presidencial

Publicado em 13 outubro, 2014
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Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda-feira, avança o sinal para discutir o segundo turno presidencial entre Aécio e Dilma; de acordo com ele, a política o leproso é aquele que ninguém quer ter a imagem associada; colunista compara a candidata do PT a um leproso e a associa ao prefeito de Curitiba Gustavo Fruet; "O fraco desempenho no exercício do cargo para o qual foi eleito também faz [o prefeito] apresentar sintomas da doença", afirma o especialista em trânsito e multa, que não esconde sua preferência pelo candidato tucano; leia o texto e compartilhe.
Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda-feira, avança o sinal para discutir o segundo turno presidencial entre Aécio e Dilma; de acordo com ele, a política o leproso é aquele que ninguém quer ter a imagem associada; colunista compara a candidata do PT a um leproso e a associa ao prefeito de Curitiba Gustavo Fruet; “O fraco desempenho no exercício do cargo para o qual foi eleito também faz [o prefeito] apresentar sintomas da doença”, afirma o especialista em trânsito e multa, que não esconde sua preferência pelo candidato tucano; leia o texto e compartilhe.
Marcelo Araújo*

O atual momento eleitoral me inspirou a escrever sobre um assunto que não tem relação com o trânsito, a “lepra”. A hanseníase, popular e preconceituosamente chamada “lepra”. Até 1873 quando foi identificada a bactéria (micobacterium leprae), por Gerhard Armauer Hansen as marcas na carne eram associadas a desvios da alma e o diagnóstico era religioso e não médico. Aqueles que contraíam a moléstia eram banidos do convívio pela associação ao pecado, e ninguém queria um leproso por perto. As coisas mudaram muito em relação à  enfermidade, mas a política adotou a associação histórica.

Na política o leproso é aquele que ninguém quer ter a imagem associada. à‰ aquele que já foi referência num partido político ou na atuação, mas diante de um escândalo ninguém quer vê-lo nem perto de um “palanque”, e exemplos não faltam. O fraco desempenho no exercício do cargo para o qual foi eleito também faz apresentar sintomas da doença. Essa associação histórica está sendo muito evidente nessas eleições. Candidatos que procuravam não destacar a que partido pertencem, disfarçando cores e negando vínculos ou amizade à queles que já estiveram abraçados.

Nosso prefeito é uma pessoa do bem, bom coração, uma pessoa honesta, mas muito complacente com as gafes da equipe tornando pífio o desempenho da gestão que nem completou dois anos.

No trânsito é um “desastre”, que para ficar ruim tem que melhorar muito. Oficiais de alta patente na equipe do prefeito se preparam para deixar temporariamente a caserna, onde o terrorismo e pressão para o voto de cabresto já causam desconforto (como é o caso da equipe do trânsito) e partir para o confronto eleitoral. Mas vale a reflexão até que ponto isso será benéfico para a candidata Dilma Roussef, principalmente se deixa transparecer dúvida para qual time está realmente torcendo?

O prefeito Gustavo Fruet sempre foi referência quando ocupou cadeiras no legislativo, mas no executivo sofre duras críticas. Não ouso dizer que esteja “leproso”, mas antes de entrar numa piscina onde esteja a candidata de sua preferência certamente seria exigido exame dermatológico, porque algumas micoses são evidentes.

De multa eu entendo!

*Marcelo Araújo é advogado, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR. Escreve nas segundas-feiras para o Blog do Esmael.

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