Por Esmael Morais

“Choque de gestão”: Termina 21!ª rebelião deste ano no PR, mas terror e insegurança continuam; assista

Publicado em 15/10/2014

Modelo de gestão! para o presidenciável Aécio Neves, o governo do Paraná parece que terá um refresco diante da 21!ª rebelião do ano no sistema carcerário estadual. A Polícia Militar selou acordo com os rebelados da Penitenciária Estadual de Guarapuava (PIG), na manhã de hoje (15), e os agentes penitenciários feitos reféns devem ser liberados em poucas horas. Mas, pelos relatos dos agentes e dos familiares dos presos, é só questão de dias para que novas revoltas aconteçam. Não há como esconder que o descaso do governo Beto Richa com o sistema penitenciário é a principal causa desses eventos de terror e violência. Abaixo, assista ao vídeo com reportagem produzida pela TV a cabo G Mais, de Guarapuava.

Modelo de gestão! para o presidenciável Aécio Neves, o governo do Paraná parece que terá um refresco diante da 21!ª rebelião do ano no sistema carcerário estadual. A Polícia Militar selou acordo com os rebelados da Penitenciária Estadual de Guarapuava (PIG), na manhã de hoje (15), e os agentes penitenciários feitos reféns devem ser liberados em poucas horas. Mas, pelos relatos dos agentes e dos familiares dos presos, é só questão de dias para que novas revoltas aconteçam. Não há como esconder que o descaso do governo Beto Richa com o sistema penitenciário é a principal causa desses eventos de terror e violência. Abaixo, assista ao vídeo com reportagem produzida pela TV a cabo G Mais, de Guarapuava.

Após cerca de 48 horas, parece que a rebelião na Penitenciária Estadual de Guarapuava (PIG) está chegando ao fim. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar anunciou nesta manhã ter selado um acordo com os rebelados que prevê a transferência de 28 presos. Somente após essa transferência se concretizar, os reféns serão liberados.

Mas o saldo da rebelião é grave e se soma à s outras vinte ocorridas somente em 2014. Dezenas de agentes penitenciários ameaçados, feridos, espancados, tomados como reféns. Presos espacados e mortos. Terror e insegurança. O Jornal Gazeta do Povo relaciona as vinte rebeliões que precederam essa de Guarapuava, em matéria publicada hoje.

Segundo os agentes penitenciários, as rebeliões anteriores forçaram transferências de maneira improvisada, sem critério. Os presos oriundos de outras penitenciárias disseminam a revolta e criam novas rebeliões. Paralelo a isso, familiares dos detentos falam que a comida servida é azeda, estragada, e que não há qualquer respeito aos familiares que zelam e tentam ajudar os detentos. à‰ um ciclo vicioso que só vem se agravando nos últimos meses.

O Sindicatos dos Agentes Penitenciários tentou fazer uma greve para reivindicar mais segurança nos presídios. Eles alegam que são poucos servidores cuidando de muitos presos, entre outros problemas. A greve foi vetada por liminar do tribunal de Justiça.

A Defensoria Pública é fraca, sem estrutura para cumprir seu papel de defender os presos e zelar pelos direitos humanos. Enfim, é a barbárie.

Enquanto o barril de pólvora vai dando cada vez mais sinais de uma explosão catastrófica está por vir, o governador segue sem se manifestar e sem agir para evitar o pior. Durante a campanha, Beto Richa (PSDB) chegou a sugerir que as rebeliões seriam armação política.

Pois bem governador, será que os presos já estão em campanha para 2018?

Ou ainda: seria esse “choque de gestão” modelo para o correligionário Aécio Neves?

Confira a reportagem! da TV G Mais com imagens do segundo dia de rebelião: