12 de outubro de 2014
por Esmael Morais
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Os 15 dias que irão decidir o futuro político do PT e do país

do Brasil 247
Numa eleição que já experimentou todo o tipo de reviravolta, o tempo de 15 dias que separa o Brasil das urnas de 26 de outubro é mais que suficiente para a provocação de mais uma virada. A rigor, o presidenciável tucano Aécio Neves superou a adversária Marina Silva, do PSB, nos quatro dias anteriores ao pleito de primeiro turno, em velocidade impressionante. Antes, assim que apresentou seu nome à  disputa, a própria Marina foi catapultada para uma segunda posição que parecia lhe garantir a passagem para o segundo turno. No curso da disputa, a presidente Dilma Rousseff nunca havia experimentado o segundo lugar nas pesquisas e sempre teve a situação sob controle. Agora, porém, a situação é outra.

O prazo é suficiente, a pergunta que se faz é a respeito das condições objetivas de provocar uma nova, e definitiva, mudança nos prognósticos. Seguida da divulgação maciça da delação premiada de viva voz do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, a pesquisa Sensus que informou uma vantagem de 17 pontos percentuais a favor do presidenciável Aécio Neves foi, como só se poderia esperar, um banho de água gelada nos ânimos do PT.

O partido mal teve tempo para assimilar as boas notícias dadas pelo Ibope e o Datafolha, que demarcaram, na quinta-feira 9, uma situação de empate técnico entre os adversários. Praticamente no mesmo momento, porém, todos os veículos das grandes famílias da mídia exploraram o vazamento do depoimento à  Justiça Federal, em Curitiba, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Medido pelo Sensus, o efeito das denúncias, mesmo que sem provas, de que o PT recebera 3% sobre contratos superfaturados na Petrobras, parece ter se espraiado. à‰ a única justificativa, salvo barbeiragem técnica, para explicar a abertura de vantagem, como nunca vista, de Aécio sobre Dilma.

FOCO NA DESCONSTRUà‡àƒO – Neste domingo 12, o PT pareceu mostrar que se recuperou do “golpe”, prosseguindo na linha de campanha de desconstruir o PSDB e seu candidato. Após cerrar baterias, por meio de seus comerciais na televisão, contra o ex-presidente do BC Armínio Fraga, o partido dirigido por Rui Falcão mirou o próprio Aécio. Passaram a ser veiculadas propagandas mostrando que o adversário perdeu para o PT na sua própria Minas Gerais !“ e em primeiro turno. “Quem conhece o Aécio, não vota no Aécio”, dizem os comerciais.

A própria presidente Dilma está empenhada nesta linha, acentuando em seus discursos os privilégios que o adversário teve em sua carreira na elite política. Lembrou, em tom de crítica, que Aécio foi diretor da Caixa Econômica Federal aos 25 anos de idade, enquanto na tevê frisa-se que o governo dele em Minas ostentou o 2!º maior ICMS do País. As declarações do ex-presidente Fernando Henrique, segundo as quais os eleitores que escolhem o PT o fazem por falta de informação, igualmente foram Leia mais

12 de outubro de 2014
por Esmael Morais
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Marina Silva dribla a Rede e anuncia: “Votarei em Aécio e o apoiarei”

Com informações do Brasil 247
Marina Silva declarou finalmente seu apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno das eleições, contra a reeleição de Dilma Rousseff. “Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à  sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à  sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos”, disse Marina.

Em declaração feita em São Paulo ao lado de seu candidato a vice na eleição presidencial, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), neste domingo, ela afirmou ainda que a “chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do país e do bem comum”.

A guinada de Marina rumo à  velha política não é consenso na Rede Sustentabilidade, que ontem (11) divulgou “nota de orientação” liderando a militância para escolher a mudança qualificada e independência do partido em relação ao eleito no segundo turno (clique aqui). Na prática, a presidenciável desceu do muro para tucanar. Essa decisão poderá custar caro a seu futuro político.

A ex-senadora ficou em terceiro lugar na disputa pela Presidência, com 22.176.619 votos – ou 21,32% dos válidos.

Aécio Neves conquistou pessoalmente Pernambuco neste sábado, ao aparecer em foto com a família de Eduardo Campos, que anunciou apoio formal ao candidato. Ele ainda divulgou carta de compromissos com ações defendidas pelo PSB, que se sustentam em três eixos: o cuidado com a natureza, a atenção à s pessoas e a adoção de políticas macroeconômicas que possibilitem uma “sociedade mais justa” para todos.

Leia a nota da ex-senadora:

Minha posição

Ontem, em Recife, o candidato Aécio Neves apresentou o documento Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável!.

Quero, de início, deixar claro que entendo esse documento como uma carta compromisso com os brasileiros, com a nação.

Rejeito qualquer interpretação de que seja dirigida a mim, em busca de apoio.

Seria um amesquinhamento dos propósitos manifestados por Aécio imaginar que eles se dirigem a uma pessoa e não aos cidadãos e cidadãs brasileiros.

E seria um equívoco absoluto e uma ofensa imaginar que me tomo por detentora de poderes que são do povo ou que poderia vir a ser individualmente destinatária de promessas ou compromissos.

Os compromissos explicitados e assinados por Aécio tem como única destinatária a nação e a ela deve ser dada satisfação sobre seu cumprimento.

E é apenas nessa condição que os avaliei para orientar minha posição neste segundo turno das eleições presidenciais.

Estamos vivendo nestas eleições uma experiência intensa dos desafios da política.

Para mim eles começaram há um ano, quando fiz com Eduardo Campos a aliança que nos trouxe até aqui.

Pela primeira vez, a coligação de partidos se dava exclusivamente por meio de um programa, colocando as soluções para o país acima dos interesses específicos de cada um.

Em curto espaço de tempo, e sofrendo os ataques destrutivos de uma política patrimonialista, atrasada e movida por projetos de poder pelo poder, mantivemos nosso rumo, amadurecemos, fizemos a nova política na prática.

Os partidos de nossa aliança tomaram suas decisões e as anunciaram.

Hoje estou diante de minha decisão como cidadã e como parte do debate que está estabelecido na sociedade brasileira.

Me posicionarei.

Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito ser o melhor para o Brasil do que me tornar prisioneira do labirinto da defesa do meu interesse próprio, onde todos os caminhos e portas que percorresse e passasse só me levariam ao abismo de meus interesses pessoais.

A política para mim não pode ser apenas, como diz Bauman, a arte de prometer as mesmas coisas.

Parodiando-o, eu digo que não pode ser a arte de fazer as mesmas coisas.

Ou seja, as velhas alianças pragmáticas, desqualificadas, sem o suporte de um programa a partir do qual dialogar com a nação.

Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos que fizeram bem ao Brasil e construíram a plataforma sobre a qual nos erguemos nas últimas décadas.

Ao final da Presidência de Fernando Henrique Cardoso, a sociedade brasileira demonstrou que queria a alternância de poder, mas não a perda da estabilida Leia mais

12 de outubro de 2014
por Esmael Morais
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“Milho pra bode”: PT paga o preço de ter alimentado mídia hostil

do Brasil 247
Nunca houve clareza no PT sobre como se relacionar com a mídia tradicional e familiar. A negação, a crítica, o distanciamento sempre foram as marcas mais visíveis da relação. O relacionamento que continha desprezo e até ojeriza nos primeiros tempos de formação do partido, no ABC !“ quando os jornalistas em geral eram chamados de petistas e Lula e o comando dos sindicalistas rechaçavam o diálogo com “a imprensa burguesa” – tornou-se agora de vida ou morte. Esse longo braço de ferro com a mídia tal qual ela sempre foi conhecida !“ Globo, da família Marinho, Folha, dos Frias, Estado, dos Mesquista etc etc !“ está perto de uma definição. Como nunca antes, todos os veículos de maior faturamento comercial e circulação do País estão rasgadamente contra o PT !“ e o PT definitivamente contra todos. à‰ a final da luta do século, com revanche para sabe-se lá quando houver novas eleições gerais.

Nesta eleição, o caso virou briga de rua, em que vale, expressamente, tudo. Concretamente, vale até o maior vazamento eleitoral da história do Brasil. De fato, nunca se tinha visto antes uma operação tão orquestrada, de na hora certa da eleição a voz do delator premiado Paulo Roberto Costa aparecer em todas as mídias para entregar “3% para o PT” nos contratos que ele operava na Petrobras. O espaço natural que o vazamento iria mesmo ocupar no noticiário, na abertura da reta final da eleição, em pleno empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, foi amplificado ao último volume. Neste final de semana, para completar a blitzkrieg, tratamento extra VIP é dado neste final de semana pelas revistas Veja e à‰poca, em campanha desabrida pelo candidato do PSDB.

Finalmente, agora, com a maior aliança de mídia já feita no Brasil explicitamente contra uma candidatura presidencial !“ a de Dilma, como todos sabem -, o PT sabe o que fazer. Após ter passado 12 anos no poder sem ter uma proposta consensual sequer a respeito de uma renovação, que seja, da legislação que regula os meios de comunicação no Brasil, o partido tem uma proposta de legislação para o setor de mídia.

A chamada Lei de Meios, que não foi incluída no programa oficial da candidatura Dilma por veto da presidente, o que demonstrou a falta de consenso, voltou à  baila. E pela voz da própria Dilma, que disse a blogueiros finalmente ter aderido à  ideia de mudar as normas que permitem a maior concentração de propriedade do mundo, monopólio, participações cruzadas e, é claro, autoregulamentação publicitária. Um espetáculo de privilégios que foi brindado com reserva de mercado desde os tempos do regime militar, com as leis que impedem a participação de grupos estrangeiros no controle da empresas de comunicação. Por baixo do pano, ainda nos anos 1960, a Globo quebrou essa regra, mais tarde a Abril se capitalizou com sul-africanos apresentados pela CIA, e a concentração só se fortaleceu.

O partido, conscientemente, fez sua trajetória na diagonal dos meios que encontrou implantados, quando, segundo o PT dos primeiros tempos, a história do Brasil estava começando, exatamente porque o partido surgia. Agora, porém, a aposta é alta, do tipo quem vencer leva tudo: a radicalização sem precedentes ou vai mudar tudo, em caso de vitória de Dilma, ou tende a tornar o setor ainda mais concentrado na propriedade.

O impacto de toda a mídia de um País, de uma vez só, veicular a voz BBB de Costa disparando contra o PT coroou o movimento de rasgar de fantasia da mídia. O caso virou, é claro, comentário de botequim. A Folha, que nos comerciais diz que é a favor disso, contra aquilo, que é democrática, etc, passou recibo no Facebook ao publicar um meme de Aécio em festa como se fosse do próprio jornal. “Também estamos em festa” foi o recado. De bandeja, em seguida, aparece o vídeo de Costa, com o dedo no olho do PT. E contra esse “golpe”, assim classificado pela própria Dilma, o partido se debate agora.

Será um feito não menor que o espetacular a presidente Dilma conter danos à  sua imagem eleitoral debaixo da verdadeira operação “Tempestade no Deserto” desfechada pela mídia tradicional. A presidente tem algum tempo para se recuperar, mas deve contar que novos ataques virão. Quem sabe não aparece l Leia mais

12 de outubro de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Rocha Loures: O voto no segundo turno presidencial

Rocha Loures, em sua coluna deste domingo, a duas semanas da eleição, vê amadurecimento político no país onde os eleitores serão protagonistas na escolha sobre qual modelo de desenvolvimento almejam para os próximos anos; Teremos segundo turno para a presidência da República com candidatos de históricos consistentes e que representam grupos políticos fortes. Ambos comprometidos com a democracia e o estado de direito, o que é fundamental. Hoje a democracia brasileira atingiu um patamar em que já não se imagina um cenário de golpe de Estado ou de enfraquecimento das instituições, fantasma que existia até passado recente!, escreve o colunista; leia o texto e compartilhe.

Rocha Loures, em sua coluna deste domingo, a duas semanas da eleição, vê amadurecimento político no país onde os eleitores serão protagonistas na escolha sobre qual modelo de desenvolvimento almejam para os próximos anos; Teremos segundo turno para a presidência da República com candidatos de históricos consistentes e que representam grupos políticos fortes. Ambos comprometidos com a democracia e o estado de direito, o que é fundamental. Hoje a democracia brasileira atingiu um patamar em que já não se imagina um cenário de golpe de Estado ou de enfraquecimento das instituições, fantasma que existia até passado recente!, escreve o colunista; leia o texto e compartilhe.

Rodrigo da Rocha Loures* ... 

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