Por Esmael Morais

Capa da Veja é a “bala de prata” das eleições de 2014?

Publicado em 06/09/2014

O esquema partia de grandes empresas !“ a maior citada por ele é a Camargo Corrêa !“ que, para fechar contratos milionários com a Petrobras, transferiam parte do lucro a funcionários da estatal, a partidos da base do governo e a políticos. Estes, antes de receber, tinham o dinheiro lavado por doleiros. Por envolver nomes que, na Justiça, teriam foro privilegiado, o assunto passou a ser acompanhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas mais de 40 horas de depoimento à  Polícia Federal, Paulo Roberto Costa menciona, segundo a revista, governadores, como Sergio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e o falecido Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco; seis senadores, o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, e pelo menos 25 deputados federais como parte do esquema. Nesta sexta-feira 5, a imprensa divulgou que o número de deputados poderia chegar a 62.

Entre os deputados estão Cândido Vanccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC); entre os senadores, Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR). O ex-ministro das Cidades e ex-deputado federal Mário Negromonte, do PP, é citado como destinatário da propina.

O texto de Veja compara o esquema atual com o chamado mensalão !“ “lembrará em muito outro grande escândalo recente da política” !“ e envolve o ex-presidente Lula, que teria conversas diretas com Paulo Roberto Costa. A verdade é que, como um diretor importante da maior estatal do País, nada há de anormal em tratar com o presidente da República. E apesar dos depoimentos, nenhuma prova do envolvimento dos políticos mencionados foi apresentada até aqui.