Por Esmael Morais

Acusação de que marido de Marina Silva era traficante de madeira! pode ir para a TV; assista ao vídeo

Publicado em 04/09/2014

A coordenação da campanha da presidenta Dilma Rousseff (PT) estuda levar ao horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão um bate-boca, ocorrido no dia 12 de maio de 2012, durante votação dó Código Florestal na Câmara dos Deputados, entre o então relator do texto Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e a ex-senadora e hoje presidenciável Marina Silva (PSB).

Ela disse que eu fraudei o relatório. Quem fraudou foi o marido dela, que fez contrabando de madeira!, acusou Rebelo cujo discurso, por essas coincidências da vida, eu pude testemunhar perto no plenário da Casa.

O marido de Marina chama-se Fábio Vaz de Lima. Ele teria se beneficiado em uma transação de seis mil toras de mogno apreendidas pelo Ministério do Meio Ambiente no ano de 2004. Na época, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades em doação dessa madeira feita pelo Ibama à  ONG fase, controlada pelo marido da presidenciável do PSB que era a titular do Ministério e o Ibama era a ela subordinado.

Ainda não é consenso no PT levar a contundente denúncia de Aldo Rebelo, ex-ministro da Articulação Política no governo Lula, para a televisão.

Até metade do mês de agosto, Fábio Vaz de Lima era secretário adjunto de Desenvolvimento Florestal, Indústria, Comércio e Serviços Sustentáveis no governo do Acre. O governador é Tião Viana (PT).

Segundo o próprio Aldo, a pedido da então ministra do Meio Ambiente, ele agiu para derrubar no Congresso um requerimento de convocação de Lima para depoimento sobre a doação da madeira apreendida. O do mogno teria sido vendido pela ONG Fase a uma madeireira por R$ 3,5 milhões, mas valeria R$ 8 milhões.