Debate na Câmara de Cascavel: ‘Rebelião em presídio era esperada e mostra falência do governo Richa’

A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel já dura mais de 30 horas, ganhando destaque na imprensa estadual e nacional pela brutalidade das quatro mortes até o momento. Nesta segunda-feira, o assunto entrou em pauta na sessão da Câmara dos Vereadores de Cascavel. O vereador Paulo Porto (PCdoB) fez um pronunciamento afirmando que a rebelião já era esperada pela maneira como a Penitenciária vem sendo administrada pelo governo do Estado.
A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel já dura mais de 30 horas, ganhando destaque na imprensa estadual e nacional pela brutalidade das quatro mortes até o momento. Nesta segunda-feira, o assunto entrou em pauta na sessão da Câmara dos Vereadores de Cascavel. O vereador Paulo Porto (PCdoB) fez um pronunciamento afirmando que a rebelião já era esperada pela maneira como a Penitenciária vem sendo administrada pelo governo do Estado.

A rebelião na PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel) foi pauta de debates na sessão desta segunda-feira (25) na Câmara Municipal de Cascavel. Em pronunciamento, o vereador Paulo Porto (PCdoB) prestou solidariedade aos agentes penitenciários da unidade e criticou a falência do sistema penitenciário no Estado do Paraná, refletida na falta de investimentos, de estrutura e de quadro de servidores. O Blog do Esmael já havia noticiado nesta manhã a apatia do! governador Beto Richa (PSDB), que ainda não havia se pronunciado sobre a rebelião.

Segundo o vereador, o fato foi a “crônica de uma morte anunciada”, que vinha sendo alertada pelo Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná), que inclusive apontou recentemente a possibilidade de uma paralisação por más condições de trabalho e segurança.

Para Porto, a rebelião reflete a ausência de políticas públicas. “à‰ íntima a relação do crime organizado com a ausência e falência do estado. Essa política do estado mínimo, do choque de gestão é terreno propício para outras formas de organização a margem do estado”.

As más condições de trabalho e funcionamento da penitenciária também foram lembradas pelo vereador. Segundo o sindicato que representa os agentes, existe uma determinação que aponta cinco presos por servidor, enquanto que na PEC são 30 presos por agente. “Quando os detentos tomaram a unidade, havia nove servidores para mais de mil detentos, um verdadeiro barril de pólvora”, lembrou Porto.

Além da ausência de efetivo no quadro de servidores, o parlamentar apontou o quadro de superlotação na PEC, de não revisão de pena dos detentos !“ o que é direito !“ e a falta de itens básicos de higiene, como sabonete, escovas e creme dental. “Chega-se ao ponto de servidores e diretores de unidades do sistema penitenciário do Paraná terem que pedir doações destes produtos a empresários e comerciantes”.

Para terminar, o vereador prestou sua solidariedade aos agentes penitenciários do Paraná. “Fica nosso apoio público aos agentes que neste momento, enquanto estamos aqui em sessão, se encontram como reféns na PEC, assim como aqueles servidores que todo dia enfrentam não só o crime organizado, mas em especial, a ausência de políticas públicas. O crime organizado se fortalece na falência do estado, essas organizações são retroalimentado por um estado em falência!, concluiu.

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