Coluna do Rocha Loures: Política fiscal e crescimento econômico

à‰ preciso uma mudança radical na direção da simplificação e unificação de tributos, eliminação ou redução de impostos, para tomarmos o rumo do crescimento e do desenvolvimento econômico!, defende Rocha Loures em sua coluna deste domingo. Para o ex-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), burocracia aliada à  excessiva carga tributária retira capital de giro, diminui a taxa de retorno e inibe investimentos das empresas. Colunista defende uma Reforma Fiscal para resolver o problema da competitividade da economia brasileira, além de cobrar retorno dos impostos em forma de serviços, principalmente em saúde e educação pública de qualidade e transporte público decente, como medida para reduzir custos das empresas. Leia o texto e compartilhe.

à‰ preciso uma mudança radical na direção da simplificação e unificação de tributos, eliminação ou redução de impostos, para tomarmos o rumo do crescimento e do desenvolvimento econômico!, defende Rocha Loures em sua coluna deste domingo. Para o ex-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), burocracia aliada à  excessiva carga tributária retira capital de giro, diminui a taxa de retorno e inibe investimentos das empresas. Colunista defende uma Reforma Fiscal para resolver o problema da competitividade da economia brasileira, além de cobrar retorno dos impostos em forma de serviços, principalmente em saúde e educação pública de qualidade e transporte público decente, como medida para reduzir custos das empresas. Leia o texto e compartilhe.

Rodrigo da Rocha Loures*

O atual sistema tributário é o principal obstáculo à  retomada do crescimento econômico brasileiro. Está obsoleto, ultrapassado, e chegou a tal nível de complexidade que é praticamente impossível operar desse jeito no país sem riscos significativos. As regras não são claras e mudam constantemente. As empresas são obrigadas a contratar um exército de profissionais para lidar com as estruturas burocráticas e evitar notificações e multas. As pequenas empresas, mesmo as beneficiadas por regimes especiais, como o Simples, não escapam da burocracia excessiva e dos riscos das obrigações acessórias!.

A carga tributária elevada, e a falta de contrapartida de prestação de serviços do setor público, são fatores que agravam a situação, impõe perda de competitividade à s empresas e não podem ser compensados por elementos como câmbio e juros. Uma carga tributária elevada retira capital de giro das organizações, reduz a taxa de retorno dos investimentos e inibe o apetite empresarial para a tomada de risco em novos empreendimentos.

A falta de retorno em serviços, principalmente em saúde e educação pública de qualidade, ou transporte público decente, aumenta os custos diretos e indiretos das empresas, impacta na qualidade e na oferta da mão de obra e, em alguns casos, obriga os investidores a arcar com esses custos diretamente.

Outro fator fundamental decorrente do atual sistema fiscal, mas que tem impactos mais amplos, é a burocracia. As inúmeras regras e exigências geram efeitos semelhantes em outras áreas de governo, que passam a exigir comprovantes e certidões negativas de débitos tributários para que as empresas possam continuar a operar, participar de licitações, obter financiamentos e incentivos. Ou seja, todo o sistema de incentivos fiscais, que deveria estar voltado a ampliar a competitividade empresarial, fica condicionado ao pagamento de tributos e ao cumprimento de obrigações menores.

Outras medidas no campo econômico, como um ajuste cambial ou a redução da taxa de juros, apesar de positivas, não terão o mesmo impacto econômico do que uma Reforma fiscal, porque não resolverão o problema estrutural que afeta a base da competitividade da nossa economia. Ainda mais se compararmos nossa estrutura fiscal com países que adotam estratégias agressivas de crescimento, como a China ou a Coreia de Sul.

à‰ preciso uma mudança radical na direção da simplificação e unificação de tributos, eliminação ou redução de impostos, para tomarmos o rumo do crescimento e do desenvolvimento econômico.

*Rodrigo da Rocha Loures é presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade !“ IBQP e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná !“ Fiep (2003/2011). Escreve nos domingos.

10 Comentários

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  1. Blá blá blá blá blá …. por favor, é o mesmo discurso do Instituto Liberal que eu escuto desde que a desgraça do neoliberalismo chegou ao Brasil. Troca o disco meu amigo! FALA A VERDADE: SÓ PÉ DE CHINELO PAGA IMPOSTO NO BRASIL! EMPRESÁRIO OU SONEGA OU REPASSA PARA PREÇO! A ÚLTIMA COISA QUE EMPRESÁRIO QUER É JUSTIÇA TRIBUTÁRIA! E pior que tem ainda uns idiotas leigos que não sabem nada do assunto e compram estas balelas neoliberais!

  2. Quanto custa a campanha de um Deputado? Senador? Presidente da República? Acredito que milhões (em doações, claro!! KKKKKKKK; a empresa ou pessoa física vai doar R$ e não vai receber nada em troca… KKKKKK). Aí o cara fica questionando a falta de contraprestação para o setor público (saúde, educação, segurança, transporte, moradia e por aí vai). O que precisamos, na verdade, é a moralização na política partidária. Enquanto persistir essa roubalheira do dinheiro público e a falta de vergonha do eleitor que vota nesses fdp ladrões, o baile vai continuar. Neste Brasil varonil, apesar da carga tributária altíssima, todos sonegam, caso contrário não sobrevivem, exceto o coitado do assalariado que o imposto já é retido na fonte e o leão não tira os olhos dele. Mais: Quando houver a famigerada REFORMA TRIBUTÁRIA (se houver), o governo vai dar com uma mão e tirar com a outra, ninguém faz reforma para perder receitas, quem pensa o contrário é demagogo. No Brasil, a burocracia é perniciosa, mas é necessária, por aqui todos tentam aplicar a “lei do Gerson”, não há respeito.

  3. O atual sistema tributário ESTÁ LITERALMENTE DESTRUINDO A PRODUTIVIDADE DAS EMPRESAS NO PAÍS E INIBINDO AS AÇÕES EMPREENDEDORAS.

    Beto Richa lançou o Paraná em uma política fiscal suicida, colocou muitos e muitos itens recolhendo ICMS via substituição tributária; INVENTOU CADEIAS DE PRODUTOS IMAGINÁRIAS, elevando os índices de MVA, elevando preços de produtos, sobretaxando, maltratando povo e empresários. Literalmente tabelou impostos e esfolou todo mundo.
    Beto Richa e sua equipe, inimigos do povo e do trabalho; o ANTI-POVO PARANAENSE..

    • Falou a voz da classe média Udenista, que nunca foi trabalhador! Ingênuo, compra o discurso neoliberal sobre tributos e fica repetindo como papagaio. Dá pena … pobre coitado!

      • A voz de quem trabalha duro e sabe a verdadeira face ingrata do estado brasileiro; a voz de quem gera riquezas e a vê escoando para o ralo chamado tributação; a voz de quem muito trabalha e mantém a mordomia de muitos, entre os muitos, os ocupantes dos cabides de emprego, os políticos, os sindicalistas, os folgados, os imprudutivos Rolesbleison Ferreira, que nada tem a acrescentar no discurso político do país…

        Rolesbleison Ferreira tenho é pena da sua mãe pór ter parido uma criatura como você…

  4. Capa da Gazeta do Povo deste domingo:
    Apenas 5% dos gastos do governo estadual vão para investimentos

    O Paraná é o segundo estado que menos priorizou obras e compra de equipamentos em relação ao total das despesas, na média entre 2009 e 2013, aponta levantamento exclusivo da Gazeta do Povo. A cada R$ 100 empenhados pela administração estadual no período, somente R$ 4,90 foram destinados a investimentos. A proporção corresponde à metade da média das demais unidades da federação, de R$100 para R$ 9,7, e é superior apenas à do Rio Grande do Sul, de R$ 100 para R$ 3,1.
    Tem que ser muito ingenuo, ou muito cara de pau, para defender o desgoverno Richa!

    • A oposição critica o Governo Federal, entretanto, nos governos da Federação que administram apresentam um crescimento econômico pífio. Aécio ao visitar o Paraná revelou que seu suposto futuro governo frente a presidência da República teria como exemplo o choque de gestão do governador Beto Richa, o penúltimo colocado em investimentos de obras de infraestrutura e compra de equipamentos, parece mentira, porém, o candidato da oposição que seguir o exemplo do 26º num universo de 27 estados federados em investimentos.

    • Tadeu, um governo incompetente, quebrado, que investe milhões em propaganda enganosa e sustenta um exército comissionado, não sobra $$ para investir em infraestrutura, compra de equipamentos, saúde, educação e segurança.