Coluna do Rocha Loures: A voz das ruas e a reforma política

Rocha Loures, em sua coluna deste domingo, relembra os motivos que levaram milhares de brasileiros à s ruas em junho de 2013; colunista acredita que grande parte do descontentamento está relacionada com a representação política e o sistema eleitoral brasileiro em vigor desde 1946; ele propõe em uma reforma política que o país adote o voto distrital misto, como na Alemanha, onde metade das forças políticas é constituída em distritos devido seus fortes vínculos com suas localidades; outra metade é constituída pelas correntes mais relevantes da opinião pública, eleitos pelo voto proporcional; Rocha Loures afirma que os políticos e as forças vivas da sociedade precisam sintonizar os ouvidos com o clamor das ruas, eliminar o excessivo número de partidos sem verdadeira representação eleitoral; Vamos abraçar essa causa?!, convida; leia o texto e compartilhe.

Rocha Loures, em sua coluna deste domingo, relembra os motivos que levaram milhares de brasileiros à s ruas em junho de 2013; colunista acredita que grande parte do descontentamento está relacionada com a representação política e o sistema eleitoral brasileiro em vigor desde 1946; ele propõe em uma reforma política que o país adote o voto distrital misto, como na Alemanha, onde metade das forças políticas é constituída em distritos devido seus fortes vínculos com suas localidades; outra metade é constituída pelas correntes mais relevantes da opinião pública, eleitos pelo voto proporcional; Rocha Loures afirma que os políticos e as forças vivas da sociedade precisam sintonizar os ouvidos com o clamor das ruas, eliminar o excessivo número de partidos sem verdadeira representação eleitoral; Vamos abraçar essa causa?!, convida; leia o texto e compartilhe.

Rodrigo da Rocha Loures*

Em junho de 2013, assistimos perplexos a um movimento espontâneo da sociedade civil, um clamor cívico por mudanças e reformas políticas no Brasil, que reuniu centenas de milhares de pessoas, de todas as classes sociais, em todas as principais cidades brasileiras.

Muito já se debateu por todos os meios de comunicação, sobre quais eram as causas, motivos e objetivos desses protestos. Para mim, grande parte deste descontentamento, desta indignação nacional, está relacionada com a representação política e o sistema eleitoral, que vigora no Brasil, desde 1946, com algumas mudanças nas décadas posteriores.

O sistema de voto proporcional para os cargos de deputados e vereadores apresenta uma fadiga indisfarçável aos olhos dos eleitores, que não mais confiam nele como um meio de fazer-se representar no poder legislativo, em todos os níveis de governo. O atual sistema favorece o surgimento de um número crescente de partidos políticos e a falta de compromisso do eleito com seus eleitores, pulverizados num vasto território do estado, tornando anônima a representação eleitoral.

Em países como a Alemanha, a adoção do voto distrital misto, a partir do fim da segunda guerra mundial, mostrou-se eficaz para aumentar a representatividade e o desenvolvimento das forças políticas, uma vez que metade dela tem fortes vínculos com suas localidades ou distritos. Já, a outra metade é constituída pelas correntes mais relevantes da opinião pública, eleitos pelo voto proporcional.

Este sistema traz um equilíbrio entre a representação regional e a representação das correntes de opinião, contribuindo para uma maior estabilidade nos legislativos e para a desejável diminuição do excessivo número de partidos políticos sem verdadeira representação eleitoral.

Temos que sintonizar nossos ouvidos e consciências para ouvir o que disseram as ruas naquelas semanas de junho de 2013, procurar entender e, principalmente, agir para atendê-los.

Vamos abraçar essa causa?

*Rodrigo da Rocha Loures é empresário, ex-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

Comentários encerrados.