Coluna do Ricardo Mac Donald: Laranjice e aridez das eleições

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta, observa que nas eleições paranaense sempre se se repete um fenômeno: tem um pelotão de frente! que dispara na frente; outro que entra para marcar uma posição ideológica, e um terceiro, usando siglas que ninguém conhece, apresenta uma pseudocandidatura e transforma seu tempo de TV e rádio em eco de forças ocultas! !“ o popular candidato laranja; colunista recorda a história do falecido Sale Wolokita!, de Curitiba, que era vice de José Antônio Cardoso, pelo antigo PL, que em 1994 só apareceu uma vez na TV para dizer: Eu sou José Antônio Cardoso e esse é meu vice!; nos últimos três programas, Sale Wolokita! renunciou à  candidatura e pediu votos para aquele que era seu verdadeiro candidato; Para a turma desse terceiro time, sugiro cautela. A Justiça e as assessorias jurídicas estão muito mais vigilantes!, alerta Mac Donald; leia o texto e compartilhe.

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta, observa que nas eleições paranaense sempre se se repete um fenômeno: tem um pelotão de frente! que dispara na frente; outro que entra para marcar uma posição ideológica, e um terceiro, usando siglas que ninguém conhece, apresenta uma pseudocandidatura e transforma seu tempo de TV e rádio em eco de forças ocultas! !“ o popular candidato laranja; colunista recorda a história do falecido Sale Wolokita!, de Curitiba, que era vice de José Antônio Cardoso, pelo antigo PL, que em 1994 só apareceu uma vez na TV para dizer: Eu sou José Antônio Cardoso e esse é meu vice!; nos últimos três programas, Sale Wolokita! renunciou à  candidatura e pediu votos para aquele que era seu verdadeiro candidato; Para a turma desse terceiro time, sugiro cautela. A Justiça e as assessorias jurídicas estão muito mais vigilantes!, alerta Mac Donald; leia o texto e compartilhe.

Ricardo Mac Donald*

Acompanho as eleições no Brasil desde 1970, quando se votava apenas para deputados federal e estadual. Senadores eram biônicos, governadores nomeados e a presidência da República ocupada pelo general da vez.

Aprendi que cada eleição é diferente, e muitos analistas que examinam o pleito olhando pelo retrovisor costumam ver a árvore, mas não a floresta.

Neste ano, teremos a campanha mais curta da história no Brasil. No início da próxima semana estaremos a 60 dias das eleições, e o que se constata até agora é um terreno árido, com o pleito sendo visto pelo eleitor como uma obrigação aborrecida a cumprir. A tendência é postergar a decisão do voto para a última hora, como fazemos com a Declaração de Imposto de Renda.

Em cidades do interior, os candidatos à s proporcionais fazem acordos tácitos para a campanha começar mais tarde, pois está cada vez mais difícil a obtenção de recursos. O excesso de regulamentação da Justiça Eleitoral ajuda a limitar as ações. Teremos uma campanha indoor!, palanque só o eletrônico e todas as fichas na TV.

No Paraná, existem três candidatos a governador com reais possibilidades de chegar ao segundo turno; e terá mais chances aquele que errar menos e souber vocalizar o forte sentimento oposicionista da população, manifestado desde as marchas de julho de 2013.

Mas há um fenômeno que sempre se repete nas eleições paranaenses: tem um pelotão de frente! que dispara as eleições; outro que entra para marcar uma posição ideológica, e um terceiro, usando siglas que ninguém conhece, apresenta uma pseudo candidatura e transforma seu tempo de TV e rádio em eco de forças ocultas!.

Uma história interessante aconteceu no Paraná: o falecido e boa praça Sale Wolokita! (ator, diretor artístico e apresentador de TV) foi enjambrado como vice de um candidato que era péssimo de comunicação, ruim de figura e voz e com forte acento interiorano. Então, o Sale, como vice, foi para a campanha de televisão (na época longos 60 dias). Nas primeiras semanas já começa a gozação na Boca Maldita: Cadê o candidato? Ele existe?

Diante disso, o vice criou um bordão para terminar o programa:

Vocês estão preocupados com o candidato? Não se preocupem. Ele virá.! Acontece que o candidato não veio e o Sale, nos últimos três programas, renunciou à  candidatura e pediu votos para aquele que era seu verdadeiro candidato.

Para a turma desse terceiro time, sugiro cautela. A Justiça e as assessorias jurídicas estão muito mais vigilantes.

*Ricardo Mac Donald Ghisi é advogado, secretário Municipal de Governo de Curitiba. Escreve à s sextas no Blog do Esmael.

2 Comentários

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  1. Sim, idealistas até o fim… se for para morrer, morreremos com dignidade.

  2. O nome do candidadto era “Cardoso” do antigo PL atual PR.
    A chapa era ADC (aliança democrata cristã), que tinha três candidatos a governador (ainda pode isso?)que apoiavam o Tony Garcia para senador em 1994.