Por Esmael Morais

Coluna do Ricardo Mac Donald: à‰ justo a sociedade pagar os melhores salários do mundo ao judiciário?

Publicado em 29/08/2014

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta-feira, escreve a terceira parte de "A Superestrutura do Estado", que analisa o custo dos poderes à  sociedade; "à‰ justo a sociedade brasileira pagar os melhores salários do mundo, garantindo inúmeras regalias, férias estendidas e auxílios diversos?", questiona o colunista, que ainda recorda que o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo, foi defenestrado pelo Conselho Nacional de Justiça; Mac Donald indaga: "O que recebemos em troca [da Justiça] satisfaz a sociedade paranaense e brasileira?"; leia o texto e compartilhe.

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta-feira, escreve a terceira parte de “A Superestrutura do Estado”, que analisa o custo dos poderes à  sociedade; “à‰ justo a sociedade brasileira pagar os melhores salários do mundo, garantindo inúmeras regalias, férias estendidas e auxílios diversos?”, questiona o colunista, que ainda recorda que o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo, foi defenestrado pelo Conselho Nacional de Justiça; Mac Donald indaga: “O que recebemos em troca [da Justiça] satisfaz a sociedade paranaense e brasileira?”; leia o texto e compartilhe.

Ricardo Mac Donald*

A Superestrutura do Estado – Parte III

Nos artigos anteriores vimos o custo e algumas das consequências da superestrutura do Estado que, pela ação excessivamente burocrática, entrava toda a máquina pública.

Efeito colateral se verifica quando temos gastos orçamentários de 17,5% !“ que continuam crescendo !“ contra apenas 4% de recursos para investimentos, limitando muito a capacidade de o governo atender as necessidades básicas da população.

Nas fímbrias da liturgia atribuída aos cargos, pela pouca fiscalização que sofrem, a grande autonomia e a ausência de hierarquia que possuem, fica praticamente na consciência de cada membro do Poder o exercício das funções e os resultados do trabalho.

à€ vista desses fatos, é comum esquecer que aqui se trata da prestação de um serviço público ao cidadão e, portanto, pode ser examinado quanto à  sua qualidade.

Novidade foi a criação do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, justamente para preencher uma lacuna de acompanhamento e fiscalização das funções; sem arranhar a independência funcional garantida pela Constituição.

E, desde o começo de suas atividades, surgiram severas críticas quanto à  produção e rapidez na prestação jurisdicional, além de inúmeros casos de desvio de conduta; inclusive no Paraná, com a exoneração de um Presidente do Tribunal de Justiça.

Isso nos leva a perguntar: devemos continuar aumentando os custos dessas estruturas, retirando o suado dinheiro que poderia ajudar na saúde, segurança, educação e mobilidade urbana?

à‰ justo a sociedade brasileira pagar os melhores salários do mundo, garantindo inúmeras regalias, férias estendidas e auxílios diversos? O que recebemos em troca satisfaz a sociedade paranaense e brasileira?

*Ricardo Mac Donald Ghisi é advogado, secretário Municipal de Governo de Curitiba. Escreve à s sextas no Blog do Esmael.