Coluna do Ricardo Gomyde: Pedágio, um peso abusivo nas costas dos paranaenses; até quando?

Quem vai para Santa Catarina por uma rodovia federal, por exemplo, paga um preço justo; já quem vai à s praias paranaenses, ou ao Porto de Paranaguá, deixa no pedágio um valor exorbitante. Portanto, o problema não é o pedágio, mas o pedágio praticado no Paraná!. A afirmação é de Ricardo Gomyde em sua coluna deste sábado, que denuncia a tarifa de R$ 15,40 cobrada no trecho da BR 277, administrado pela Ecovia, por sagrar o bolso do paranaense e encarecendo o custo da produção. O Paraná não aguenta mais esse peso em suas costas. à‰ preciso agir!!, cobra o colunista. Leia o texto e compartilhe.

Quem vai para Santa Catarina por uma rodovia federal, por exemplo, paga um preço justo; já quem vai à s praias paranaenses, ou ao Porto de Paranaguá, deixa no pedágio um valor exorbitante. Portanto, o problema não é o pedágio, mas o pedágio praticado no Paraná!. A afirmação é de Ricardo Gomyde em sua coluna deste sábado, que denuncia a tarifa de R$ 15,40 cobrada no trecho da BR 277, administrado pela Ecovia, por sagrar o bolso do paranaense e encarecendo o custo da produção. O Paraná não aguenta mais esse peso em suas costas. à‰ preciso agir!!, cobra o colunista. Leia o texto e compartilhe.

Ricardo Gomyde*

Um sonoro não!. Essa foi a resposta da presidenta Dilma Rousseff ao pedido do governo do Paraná para que a União prorrogasse os contratos de pedágios rodoviários no Estado.

Essas transações, carregadas de denúncias de irregularidades, precisam de ações efetivas para desonerar a população e o setor produtivo do estado. Uma delas é aplicar a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o pedido da senadora Gleisi Hoffmann para que os contratos sejam revistos.

Não há justificativa para se continuar adiando essa medida saneadora. A tarifa exagerada e a protelação das obras necessárias para dotar o Paraná de rodovias condizentes com a necessidade do estado se arrastam desde a década de 1990, quando uma série de amarras jurídicas foram urdidas para penalizar os usuários.

Quem vai para Santa Catarina por uma rodovia federal, por exemplo, paga um preço justo; já quem vai à s praias paranaenses, ou ao Porto de Paranaguá, deixa no pedágio um valor exorbitante. Portanto, o problema não é o pedágio, mas o pedágio praticado no Paraná.

O alto valor cobrado na BR 277 (R$ 15,40) não tem razão de ser. Está sangrando o bolso do paranaense e encarecendo o custo da produção. A mesma situação está disseminada pelo estado. Segundo a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), o valor efetivo pago por um caminhão com cinco eixos para percorrer o trecho entre Maringá e Paranaguá, transportando 27 toneladas, deixa nas praças de pedágio o equivalente a quase uma tonelada de milho. Se a carga for de soja, o caminhão pagará o equivalente a quase meia tonelada do grão.

A Ocepar diz que os números são altos também para quem segue de Ponta Grossa a Paranaguá. Em apenas três praças de pedágio (Witmarsum, Balsa Nova/Purunã e São José dos Pinhais) são cobrados R$ 74 só na ida, o que equivale a 4,93 sacas de 60 kg de milho. Já para entregar a carga carregada em Foz do Iguaçu no Porto de Paranaguá, diz a entidade, é preciso passar por 10 praças de pedágio e pagar, apenas na ida, R$ 191,50. Se o caminhão voltar ao destino com frete de retorno, o custo da viagem sobe para R$ 306,40 apenas com as tarifas de pedágio.

O Ministério Público Federal (MPF) aponta que desde 1998 atos secretos têm alterado os contratos de pedágio no estado. Segundo o promotor da República Diogo Castor de Mattos, em declaração ao G1, as ilegalidades desses atos são evidentes. Toda modificação no cronograma de obras deveria ter sido submetida ao crivo da União. Nenhuma dessas alterações informais foi submetida!, afirma ele. Segundo o TCU, são fortes os indícios de que as diversas alterações promovidas nos contratos de concessão, algumas delas sem critérios técnicos, ocasionaram desequilíbrio econômico-financeiro em favor das concessionárias!.

Essas informações devem servir de base para uma ação de todos os que pagam as tarifas abusivas. Não podemos perder a oportunidade de corrigir uma grave distorção, que penaliza o povo para beneficiar os donos de pedágio. O estado tem sido vítima da inação dos que, de uma forma ou de outra, são coniventes com esta situação e tramam para que ela permaneça inalterada. O Paraná não aguenta mais esse peso em suas costas. à‰ preciso agir!

*Ricardo Gomyde, especialista em políticas de inclusão social, foi membro da Comissão Organizadora da Copa do Mundo no Brasil em 2014. Escreve nos sábados no Blog do Esmael.

18 Comentários

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  1. O candidato a senador do Requião é o dono do pedágio se ganharem até ciclista vai pagar, não votem nestas laias

  2. Gomyde quem vc “imagina que engana com esse discurso”??? Gleisi é senadora e foi chefe da casa civil e não resolveu isso e nem nada…Qual ação ela fez pelo paraná mostre uma???Agora vc vem dizer, que se ela ganhar a eleição vai resolver e se vc Gomyde for eleito ao senado ira por uma vez por todas resolver isso, candidato seja humano! como uma pessoa que nunca na vida trabalhou de carteira assinada sabe o valor de 1(um) real, isso é fraude Gomyde !!! Na minha avaliação o richa é mau assessorado e por isso vai perder para o Requião o alvaro dias, é senador do Brasil e não do Paraná, tem a imagem manchada neste dia 29 de agosto contra os professores aquela guerra da cavalaria, Marcelo almeida é gente boa, mas negocio é negocio e amizade a parte ele vive da renda do pedágio e de inúmeras obras do governo federal, Mauri Viana é o candidato que nunca mamou na teta do governo é um sindicalista serio, onde realiza todo ano congresso com mais de 10 mil trabalhadores todo ano e democraticamente representa inúmeras vidas dos Paranaense em cooperativa no Paraná. então penso que é o Viana.

  3. Tomara que os paranaenses não façam que nem os paulistas que adoram ser lesados pelo PSDB, enchem o estado de pedágios e são eleitos no 1 turno

  4. Chega a campanha e, faz quase 20 anos, esse lengalenga. Não tem governador que baixe. Os pedageiros bancam muitos políticos, tem bons advogados e os contratos foram feitos sob encomenda.

  5. Um dos donos do pedágio de é candidato ao Senado,
    meu voto nem a pau

  6. Requiao bravateiro. Se juntou com dono de pedagio. Perdeu meu voto.

  7. Pelo texto fica claro que há todas as condições de enfrentar esta máfia. Nem Requiao, nem Beto o fizeram. Nossa chance é Gleisi/Gomyde

  8. Como contadora de Alberto Youssef, Meire Bonfim Poza conheceu de perto as engrenagens da quadrilha que girava em torno do doleiro pego na Operação Lava Jato da Polícia Federal. E ela resolveu contar o que viu, ouviu e fez. ‘Beto lavava o dinheiro para as empreiteiras e repassava depois aos políticos e aos partidos’, afirma, em entrevista exclusiva à reportagem de VEJA, revelando os nomes de cinco parlamentares que encabeçavam a lista de ‘beneficiários’

  9. O discurso de Richa referente a pedágios: Vou chamar para conversar, interesse do povo, bla bla bla, tem a mesma conotação do discurso do Requião: Ou baixa ou acaba. Somente foram ditas de forma diferente e ambas não produziram efeito algum. Somente falaram o que o povo quer ouvir…

  10. Em época de campanha aparece político defendendo e falando o que o povo quer ouvir. Mas de concreto NADA. Os pedágios paranaenses, verdadeira afronta ao Paraná, tem com certeza um enraizamento profundo na politicagem do estado. Veja que 99% dos empresários e cidadãos paranaenses são prejudicados e 1% são os beneficiados. E estes 99% de empresários e cidadãos não conseguem fazer nada durante décadas. Imaginem o poder desta máfia.

  11. Os únicos que podem tratar deste tema tão caro aos paranaenses são Gleisi e Gomyde. Requeijão juntou-se a Marcelo Almeida, pedagio puro. Beto e Álvaro tem Joel Maluceli de primeiro suplente. Pedágio. Então, sou Gleisi e Gomyde.

  12. Caro Gomyde, reveja os seus dados dos preços do pedágio, pois o custo para um caminhão de cinco eixos tanto de Foz como de Ponta Grossa a Paranaguá é muuuitooo maior.

  13. Uma das principais bandeiras da campanha do candidato do PSDB ao governo do Estado, o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa, é a redução das tarifas do pedágio no Paraná. Mas em 1995, quando ainda era deputado da base do governo Jaime Lerner, Richa votou a favor do projeto que abriu as portas para a implantação da cobrança nas estradas paranaenses, dentro de um modelo de concessão que vigora até hoje, e é responsável pelas atuais tarifas.

    Richa foi um dos 46 deputados que votaram a favor do projeto que originou a Lei Complementar nº 76, de 21 de dezembro de 1995. A lei tratava das concessões e das permissões de serviços públicos no Paraná de maneira generalizada, mas foi ela quem deu condições para que o governo Lerner fizesse o estudo de modelagem e entregasse as rodovias para as concessionárias que atuam no chamado Anel de Integração.

    A partir da implantação da lei, o governo do Estado passou a poder conceder para a iniciativa privada a distribuição local de gás canalizado, as vias estaduais precedidas ou não da execução de obras públicas, o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, o transporte ferroviário intermunicipal ou que transponha as fronteiras do Estado, o transporte aquaviário intermunicipal de passageiros e o que procede a ligação de rodovia estadual e a exploração de obras ou serviços estaduais de barragens ou conteções precedidas ou não de execução de obras públicas.

    A mesma lei estabeleceu que a concessão de serviço público seria feita por meio de licitação, na modalidade concorrência e que venceria a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstrassem capacidade por sua conta e risco, por prazo determinado. Visando amarrar a cobrança de pedágio com obras que seriam executadas em um espaço de longo prazo, o projeto já previa que a concessão do serviço público seria precedida da execução de obras públicas de forma que o “investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado”.

    O próprio texto do projeto aprovado por Richa dizia que os “contratos poderão prever mecanismos de reajuste e revisão das tarifas, a fim de manter-se o equilíbrio econômico-financeiro”. Outro item era o de que o prazo do contrato de concessão não poderia ser superior a 25 anos, podendo ser prorrogado por igual período. No final da Lei Complementar, no artigo 41, diz que “fica o Estado autorizado a cobrar pedágio pela utilização de vias estaduais conservadas ou vias federais delegadas”. Após aprovada pela Assembléia com grande maioria de votos, a lei foi sancionada por Jaime Lerner.

    Discurso – Em campanha para o governo, parece que Richa esqueceu do texto que ajudou a aprova. Em recente entrevista, prometeu que irá despolitizar o assunto pedágio como governador. “O assunto pedágio foi objeto de demagogia em campanhas eleitorais anteriores. Vou chamar as concessionárias para o diálogo para chegar a um entendimento e vou fazer prevalecer o interesse público. Eu sei que é possível termos uma tarifa de pedágio justa e acessível e não uma tarifa incompatível com a realidade econômica do Paranᔝ, pontuou. Em outra entrevista, o tucano disse que tem disposição para conduzir um entendimento que compatibilize tarifas razoáveis com boas entradas. “Acredito que não seja do interesse das concessionárias comprometer a produtividade das empresas paranaenses, que tem sido onerada com as tarifas atuais.”

    Dos 54 deputados estaduais, apenas votaram contra o projeto Ângelo Vanhoni (PT), Emerson Nerone (PT), Irineu Colombo (PT), Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), Ricardo Chab (PMDB) e Péricles de Mello (PT). O deputado Florisvaldo Fier, conhecido como Dr. Rosinha (PT), estava em viagem autorizada para o Chile.

    Placar

    A votação da lei do Pedágio
    Favoráveis
    Ademar Traiano (PTB)
    Albanor Gomes (PTB)
    Antonio Anibelli (PMDB)
    Augustinho Zucchi (PPB)
    Basílio Zanusso (PFL)
    Beto Richa (PTB)
    Caíto Quintana (PMDB)
    Carlos Simões (PTB)
    César Seleme (PPB)
    César Silvestri (PTB)
    Cleiton Kiélsi (PFL)
    Duílio Genari (PPB)
    Durval Amaral (PFL)
    Edgar Bueno (PDT)
    Edno Guimarães (PFL)
    Edson Silva Lino (PPB)
    Eduardo Trevisan (PFL)
    Élio Rusch (PFL)
    Geraldo Cartário (PFL)
    Horácio Rodrigues (PL)
    Hidekazu Takayama (PFL)
    Irondi Pugliese (PPB)
    João Techy Filho (PPB)
    Joel Coimbra (PTB)
    José Maria Ferreira (PSDB)
    José Tavares (PTB)
    Julio Ando (PFL)
    Luiz Accorsi (PTB)
    Luiz Carlos Alborghetti (PFL)
    Luiz Carlos Martins (PFL)
    Luiz Carlos Zuk (PDT)
    Marquinhos Alves (PFL)
    Miltinho Alves (PFL)
    Neivo Beraldin (PPB)
    Nelson Garcia (PFL)
    Nelson Turek (PFL)
    Nereu Moura (PMDB)
    Orlando Pessuti (PMDB)
    Plauto Miro Guimarães (PFL)
    Renato Adur (PMDB)
    Reny Borsatto (PFL)
    Sâmis da Silva (PMDB)
    Sérgio Spada (PSDB)
    Toti Colaço (PMDB)
    Valdir Rossoni (PTB)
    Walmor Trentini (PFL)

    Contrários
    Ângelo Vanhoni (PT)
    Emerson Nerone (PT)
    Irineu Colombo (PT)
    Luiz C. Romanelli (PMDB)
    Ricardo Chab (PMDB)
    Péricles de Mello (PT)

    * Os deputados que não foram citados, não estavam presentes na votação
    * Os partidos acima correspondem às siglas em que os deputados estavam filiados no momento da votação
    http://www.bemparana.com.br/noticia/154545/beto-richa-votou-a-favor-da-criacao-do-pedagio-no-parana

  14. Mais um tentando dar cunho político ao pedágio…..sugiro que o candidato ande pela BR 163 pelo sudoeste do Paraná…dai venha falar sobre o pedágio…..solução pra estradas ruins não tem, mas discussão pro que tá bom é bem mais fácil, né…demagogo….

  15. ….OS MALÁCOS DOS “ROUBÁGIOS”,FAZEM TODA ESSA PUTARIA,POR QUE, O JUDICIÁRIO(?),…,É O QUE É…,ACORDA PARANÁ,ACORDA BRASIL…,REFORMA DO JUDICIÁRIO,JÁ!!!

  16. Alguém tem que enfrentar esta gente. Vai pra cima deles, Gomide

    • kkkkkkkkkk
      Gomida, o senador LACOSTE reclamando de preços é até engraçado…
      O pedágio é uma realidade, apenas aceitem que dói menos…
      O preço tambem nao vai mudar para baixo…
      Abaixa ou acaba só na cabeça do Maria Louca

    • Sujeito DEMAGOGO, fala do pedágio e pergunta até quando, como se ele (se eleito) fosse fazer algo ou conseguir algo contra pedágio. Só os Idiotas do PT acreditam neste sujeito, outro parasita, viveu se jogando de galho em galho, de cada governante do Estado, pra conseguir cargo e salario facil