Por Esmael Morais

Coluna do Ricardo Gomyde: PSDB X Lula/Dilma: O que é melhor para o Brasil?

Publicado em 02/08/2014

"No governo FHC (PSDB) o país ia mal", recorda Ricardo Gomyde em sua coluna deste sábado, que compara em 13 pontos as realizações da era tucana com o legado de Lula e Dilma nos últimos 12 anos; colunista lembra ainda que no início dos anos 90, na época de UNE, lutava-se contra as privatizações e pagamento do FMI, pelo salário mínimo de 100 dólares; "Parece incrível que em tão pouco tempo (governos Lula/Dilma) esta agenda tenha sido invertida de forma tão radical", observa Gomyde; coincidentemente à  crítica do especialista em políticas de inclusão social, hoje desembarca em Curitiba, via aeroporto Afonso Pena, o senador mineiro Aécio Neves, candidato tucano à  Presidência da República, que tem como proposta resgatar o modelo neoliberal do passado; O que é melhor para o Brasil?!, pergunta Gomyde; leia o texto e compartilhe.

“No governo FHC (PSDB) o país ia mal”, recorda Ricardo Gomyde em sua coluna deste sábado, que compara em 13 pontos as realizações da era tucana com o legado de Lula e Dilma nos últimos 12 anos; colunista lembra ainda que no início dos anos 90, na época de UNE, lutava-se contra as privatizações e pagamento do FMI, pelo salário mínimo de 100 dólares; “Parece incrível que em tão pouco tempo (governos Lula/Dilma) esta agenda tenha sido invertida de forma tão radical”, observa Gomyde; coincidentemente à  crítica do especialista em políticas de inclusão social, hoje desembarca em Curitiba, via aeroporto Afonso Pena, o senador mineiro Aécio Neves, candidato tucano à  Presidência da República, que tem como proposta resgatar o modelo neoliberal do passado; O que é melhor para o Brasil?!, pergunta Gomyde; leia o texto e compartilhe.

Ricardo Gomyde*

Quando diretor da UNE, no inicio da década de 90, íamos as ruas para protestar contra o pagamento dos serviços da dívida que o Brasil tinha com o FMI. Era comum a vinda de dirigentes deste organismo ao Brasil para ditar regras sobre a condução de nossa economia. Os sindicatos tinham como palavra de ordem o salário mínimo de U$ 100,00.

No governo FHC (PSDB) o país ia mal. Lutávamos contra as privatizações, o discurso oficial era de diminuição da máquina estatal, corte de direito de trabalhadores, diminuição de benefícios da previdência. Alto índice de desemprego e nenhum protagonizamos nas relações exteriores.

Parece incrível que em tão pouco tempo (governos Lula/Dilma) esta agenda tenha sido invertida de forma tão radical. Claro que ainda levaremos um bom tempo para reverter este atraso histórico. Mas, nos últimos 12 anos, avançou-se bastante na construção do fortalecimento do Brasil e na qualidade de vida de nosso povo.

Hoje, somos credores do FMI e organizamos um banco com os BRICS. O salário mínimo ultrapassou de muito o que se pleiteava, e precisa avançar mais. Os investimentos na modernização da infraestrutura chamam a atenção e o Brasil financia uma série de importantes investimentos sociais. Temos protagonizamos nas relações internacionais. Fizemos uma excelente Copa fora do campo. Em 2016 seremos sede dos Jogos Olímpicos.

Na área da educação estamos em condições de dar importante salto qualitativo com a aprovação do Plano Nacional da Educação e a entrada dos recursos do pré-sal e a garantia de, no mínimo, 10% do PIB para esta área.

Abaixo, alguns dados publicados no jornal O GLOBO que corroboram este avanço:

1) o salário mínimo teve aumento real de 72% nesse período;

2) o investimento público em educação passou de 4,8% para 6,4% do PIB;

3) o Prouni levou mais de 1,5 milhão de jovens à  universidade;

4) a quantidade de brasileiros viajando de avião passou de 37 milhões por ano, para 113 milhões por ano;

5) a produção de automóveis no país dobrou para 3,7 milhões/ano;

6) o fluxo de comércio externo passou de US$ 107 bilhões para US$ 482 bilhões por ano;

7) o PIB per capita saltou de US$ 2,8 mil para US$ 11,7 mil;

8) a população com conta bancária passou de 70 milhões para 125 milhões;

9) as reservas internacionais do país, de US$ 380 bilhões, correspondem a 18 meses de importações, o que fortalece o Brasil num mundo em crise;

10) ao longo da crise mundial o Brasil fez superávit fiscal de 2,58% ao ano, média que nenhum país do G-20 alcançou;

11) os financiamentos do BNDES para a empresas têm inadimplência zero;

12) a dívida pública bruta do país, ao longo da crise, está estabilizada em torno de 57% (embora o jornal discorde desse fato); e

13) há 10 anos consecutivos a inflação está dentro das metas estabelecidas pelo governo.

*Ricardo Gomyde, especialista em políticas de inclusão social, foi membro da Comissão Organizadora da Copa do Mundo no Brasil em 2014. Escreve nos sábados no Blog do Esmael.