Candidato do PSTU defende estatização geral em sabatina

O candidato a governador pelo PSTU, Rodrigo Tomazini, defendeu em sabatina a estatização de vários setores: da educação à  saúde, do transporte coletivo à  agricultura e pecuária. As propostas e opiniões de Tomazini foram apresentadas no ciclo de sabatinas da Rede Mercosul/Record News Paraná, na noite de terça-feira (26). A emissora entrevistou todos os candidatos ao governo e a última sabatina será apresentada hoje com Gleisi Hoffmann (PT). As entrevistas podem ser revistas pela internet.

O candidato a governador pelo PSTU, Rodrigo Tomazini, defendeu em sabatina a estatização de vários setores: da educação à  saúde, do transporte coletivo à  agricultura e pecuária. As propostas e opiniões de Tomazini foram apresentadas no ciclo de sabatinas da Rede Mercosul/Record News Paraná, na noite de terça-feira (26). A emissora entrevistou todos os candidatos ao governo e a última sabatina será apresentada hoje com Gleisi Hoffmann (PT). As entrevistas podem ser revistas pela internet.

Defendendo a estatização das empresas, a participação dos trabalhadores no Executivo e as manifestações de rua, Rodrigo Tomazini, o candidato do PSTU ao governo do Estado, foi o penúltimo entrevistado do ciclo de sabatinas da Rede Mercosul/Record News Paraná, na noite da última terça-feira, 26.

O PSTU apoia as manifestações do último ano, tanto que fomos nós que começamos com o movimento Passe Livre, em São Paulo. Só não achávamos que iam tomar as proporções que tiveram!, disse o candidato que foi entrevistado por uma hora pela diretora de Jornalismo da emissora, Ligia Gabrielli, o colunista da Rede, Eduardo Simões, e os jornalistas de política Roger Pereira e Elizabete Castro, do portal Vanguarda Política. A sabatina foi assistida por alunos da PUCPR e da Uninter.

O candidato explicou que o PSTU fazia parte do PT, mas que foi expulso! do partido, tornando-se independente em 1993.

Temos muito orgulho em dizer que o homem que assinou a expulsão do PSTU pelo PT está atrás das grades. Obrigado, José Dirceu!, ironizou e afirmou que os pensamentos dos partidos já estavam divergentes.

Nós saímos à s ruas para pedir o impeachment do Collor, em 1992. Nós sempre prezamos pela população e uma melhor condição para o governo.! Para Tomazini, o PT é controverso.

O presidente Lula entrou antes das privatizações e afirmou que reverteria a situação. A Dilma falou que não privatizaria e o que ela fez com os portos e aeroportos?!, questionou.

Tomazini defende a estatização de vários setores: da educação à  saúde, do transporte coletivo à  agricultura e pecuária.

Vamos confiscar as empresas de agronegócios. O Estado é quem deve ter controle dos produtos que chegam à  mesa do consumidor!, comenta e acredita que o MST está muito soft!.

O governo da Dilma fez menos reforma agrária que os outros governos!, atacou. A educação foi deixada de lado pelo Estado e é por isso que os pais procuram as escolas particulares para seus filhos. Queremos mudar esse quadro.!

O candidato é favorável ao transporte gratuito para o estudante.

Todos chamam de transporte público, mas de público não tem nada. Para que subsidiar se quem vai lucrar são as empresas?!, questionou e complementou: Hoje, sabemos que as empresas ganham rios de dinheiro e é por isso que defendemos a estatização. Os contratos possuem muitas falhas, não só do transporte, como do pedágio também.!

Outra bandeira de Tomazini é recuperar o Banco do Estado do Paraná, que foi vendido ao grupo Itaú no governo Lerner e quer fiscalização e participação da população.

Precisamos romper a dívida do Banestado que foi feita na gestão do Jaime Lerner. Ninguém pega um empréstimo de R$ 10 mil para reformar uma casa e a vende por R$ 2 mil. O Estado já pagou três vezes a dívida e ainda faltam R$ 14 bilhões. Queremos mostrar na justiça que isso já está quitado e o Itaú terá que devolver o banco!, acredita.

Queremos que os trabalhadores sejam os conselheiros da Copel.!

O candidato também quer unificar a polícia e é favorável à  descriminalização das drogas.

Nós defendemos a legalização da maconha e o Estado passaria a ter controle da produção e venda, pois o maior número de traficantes não está na periferia. O dinheiro da compra de armas iria para o tratamento do viciado, pois não é só o rico que merece ir para uma clínica de reabilitação!, enfatiza.

As entrevistas com todos os candidatos ao governo poder ser vistas no site da Rede Mercosul.

Comentários encerrados.