Aécio e àlvaro abrem mão de salários, mas mantêm estruturas de marajás no Senado

Publicado em 5 agosto, 2014
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Os senadores àlvaro Dias e Aécio Neves anunciam que abriram mão de salários em função da campanha, mas mantêm estrutura de marajás no Senado com até 105 funcionários em Brasília e nos estados; "E a presidente, também vai abrir?", provoca o presidenciável tucano; Blog do Esmael pergunta no plano local, no Paraná, e aí governador Beto Richa, não também vai abrir?; a demagogia visa engabelar os eleitores mais desavisados; ora, por que os parlamentares do PSDB não exoneram o exército de comissionados que têm nos gabinetes e renunciam a seus mandatos, não seria mais justo?
Os senadores àlvaro Dias e Aécio Neves anunciam que abriram mão de salários em função da campanha, mas mantêm estrutura de marajás no Senado com até 105 funcionários em Brasília e nos estados; “E a presidente, também vai abrir?”, provoca o presidenciável tucano; Blog do Esmael pergunta no plano local, no Paraná, e aí governador Beto Richa, não também vai abrir?; a demagogia visa engabelar os eleitores mais desavisados; ora, por que os parlamentares do PSDB não exoneram o exército de comissionados que têm nos gabinetes e renunciam a seus mandatos, não seria mais justo?
Há duas semanas o senador àlvaro Dias (PSDB-PR), que luta para manter-se no cargo, abusou [mais uma vez] da demagogia visando tocar o coração do eleitor mais desavisado: abriu mão do salário como parlamentar.

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB), nesta terça-feira (5), seguiu as mesmas pegadas do correligionário paranaense ao anunciar pelas redes sociais que abriu mão do salário em função da campanha. “E a presidente, também vai abrir?”, pergunta o presidenciável tucano.

O Blog do Esmael pergunta no plano local, no Paraná, e aí governador Beto Richa, não também vai abrir?

Parte-se do pressuposto de que quem não trabalha não precisa receber. Logo, se não exerce a função parlamentar precisa abrir mão da estrutura de gabinete em Brasília e nos estados. Certo?

Mais justo ainda seria se Aécio e àlvaro exonerassem todos os 105 funcionários que têm à  disposição e, por que não?, renunciassem a seus mandatos já que abrem mão de trabalhar e dos salários. A República não pode parar por conta das eleições!

Além de vida de marajás com centenas de serviçais bem pagos pelo erário, os senadores tucanos querem manter a mordomia de cotas disso e cotas daquilo, mais verbas de representação. Se renunciarem perdem essa bocada. Por isso eles só querem se “licenciar” do cargo para depois voltar.

Aécio não sabe se vai ou se fica, como expressa seu pensamento publicado em seu perfil no Facebook:

Defini que não receberei a remuneração do Senado Federal [durante a campanha]. Há uma discussão na Executiva do partido, porque alguns companheiros acham que ter a tribuna do Senado como espaço para determinados posicionamentos poderia ser positivo. Pessoalmente, caminho para me licenciar. Mas vou discutir isso até em respeito aos meus companheiros que tem essa posição, e definirei na quarta-feira. O fato concreto é que nesses meses não receberei pelo Senado Federal.!

àlvaro, por sua vez, já se licenciou por 120 dias. O tucano paranaense alegou que não quer ouvir que está recebendo sem trabalhar durante o período da campanha.

O problema do Congresso Nacional não é o salário alto, aliás, só é alto em comparação à s categorias que ganham pouco. O grande câncer nos parlamentos em geral se chama submissão ao executivo e desinteresse pelas causas de interesse coletivo. Tornou-se um espaço privilegiado para os lobbies e negócios que geralmente atentam contra o próprio interesse do Estado.

O que a “democracia” paga para o bom funcionamento do legislativo é troco perto do custa uma campanha eleitoral no país. Basta o curioso eleitor verificar no site do Tribunal Superior Eleitoral. Quem paga a conta, compra o mandato. Por isso é fundamental o financiamento público das campanhas.

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