Setores do PT, PDT e PCdoB organizam comitê suprapartidário Dilma-Requião

Militantes e dirigentes do PT, PDT e PCdoB planejam lançar comitê suprapartidário Dilma-Requião no mês de agosto; senador peemedebista disse que não tem como proibir o recebimento de apoios, bem como Dilma não tem como recusá-los em um estado tradicionalmente hostil ao PT; candidatura da senadora Gleisi Hoffmann patina porque apostou equivocadamente que a coalização com partidos do espectro governista se daria naturalmente "por cima"; coligação liderada pela petista pode estar repetindo erro ocorrido nas eleições de 2012 em Curitiba, cujas feridas da batalha interna no partido ainda continuam abertas.

Militantes e dirigentes do PT, PDT e PCdoB planejam lançar comitê suprapartidário Dilma-Requião no mês de agosto; senador peemedebista disse que não tem como proibir o recebimento de apoios, bem como Dilma não tem como recusá-los em um estado tradicionalmente hostil ao PT; candidatura da senadora Gleisi Hoffmann patina porque apostou equivocadamente que a coalização com partidos do espectro governista se daria naturalmente “por cima”; coligação liderada pela petista pode estar repetindo erro ocorrido nas eleições de 2012 em Curitiba, cujas feridas da batalha interna no partido ainda continuam abertas.

O senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo do Paraná, e a presidenta Dilma Rousseff (PT), que concorre à  reeleição, deverão ganhar no início de agosto um comitê suprapartidário organizado por militantes e dirigentes do PT, PDT e PCdoB.

Embora os três partidos façam parte da base governista no Congresso Nacional, no Paraná estão extraoficialmente divididos entre as candidaturas de Requião, da senadora Gleisi Hoffmann (PT) e do governador Beto Richa (PSDB).

Os prefeitos das maiores cidades administradas pelo PDT estão na torcida pela reeleição de Richa e eleição de Requião, que terá Celso Silva, de Bandeirantes, como seu coordenador na região Norte Pioneiro (clique aqui).

O comitê Dilma-Requião foi um subterfúgio encontrado por militantes petistas, comunistas e pedetistas para apoiarem a volta do senador peemedebista ao Palácio Iguaçu, pela quarta vez, sem que haja retaliação por parte das respectivas direções partidárias.

A coligação “Paraná com Governo”, liderada por Requião, é formada pelo PMDB, PV e PPL.

Ouvido pelo Blog do Esmael, Requião disse que não tem como proibir o recebimento de apoios suprapartidários, mas declara-se como eleitor crítico de Dilma.

O meu voto é da Dilma porque as opções são as piores possíveis, é o neoliberalismo puro e simples sem mesmo as estratégias de manutenção do poder do PT!, afirma o candidato do PMDB. Para ele, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) são neoliberais sem preocupação com o mundo do trabalho.

Se Requião diz que não pode recusar votos e apoios, por que Dilma teria de recusá-los em um colégio eleitoral tradicionalmente hostil ao PT?

A candidatura de Gleisi patina porque se achou equivocadamente que a coalização com partidos do espectro governista se daria naturalmente “por cima”, sem necessidade de fazer política “na base”, com lideranças do estado. Até se enquadrou PCdoB e PDT pela cúpula, mas os corações das militâncias e dirigentes de ambos os partidos batem por Requião e Richa.

O erro de Gleisi na eleição de 2014 é uma repetição do que foi a escolha da vice na chapa do prefeito Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba. A senadora queria “por cima” a então presidente do PT Roseli Isidoro, mas o partido na base escolheu Mirian Gonçalves. São feridas de um passado recente na história petista que ainda não cicatrizaram (clique aqui).

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