Richa “enrola” para fugir de compromisso com plano de cargos, dizem servidores das universidades

Quando um governante não quer cumprir um compromisso, ele cria uma comissão para estudar o assunto e deixa o tempo passar. Foi exatamente o que fez Beto Richa (PSDB), govenador do Paraná e candidato à  reeleição. Mediante a mobilização dos agentes universitários do Paraná, o governo criou um grupo de trabalho para analisar as reivindicações, mas jogou com o tempo e não apresentou contraproposta em tempo hábil, antes do início do processo eleitoral.

Quando um governante não quer cumprir um compromisso, ele cria uma comissão para estudar o assunto e deixa o tempo passar. Foi exatamente o que fez Beto Richa (PSDB), govenador do Paraná e candidato à  reeleição. Mediante a mobilização dos agentes universitários do Paraná, o governo criou um grupo de trabalho para analisar as reivindicações, mas jogou com o tempo e não apresentou contraproposta em tempo hábil, antes do início do processo eleitoral.

O Governo do Estado usou o tempo e a legislação eleitoral para não apresentar uma contraproposta de PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) dos agentes universitários do Paraná. A opinião é de dirigentes sindicais das IEES (Instituições Estaduais de Ensino Superior), após várias reuniões entre sindicatos e representantes do Governo, com estudo minucioso da proposta de alteração da carreira da categoria, sem que tenha sido apresentada nenhuma contraproposta para a carreira dos servidores.

A SETI (Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) chegou a instituir um GT (Grupo de Trabalho) em março para fazer os ajustes necessários à  proposta original dos sindicatos. O grupo foi composto por técnicos da SETI, representantes dos Recursos Humanos e sindicatos. No dia 13 de maio, o secretário da SETI, João Carlos Gomes, reuniu-se com os sindicatos e comprometeu-se em negociar a proposta com as demais secretarias do Estado. Já a secretária da SEAP, Dinorah Nogara, comprometeu-se em analisar a proposta e dar uma resposta à  categoria.

Diante desta situação, o Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná) solicitou que as Secretarias analisassem a proposta e apresentassem uma contraproposta que atendesse os itens possíveis e estabelecessem, na própria minuta de Lei, um cronograma de implantação das demais reivindicações.

Os sindicatos das IEES tentaram, durante todo o mês de junho, obter uma resposta do Governo. O secretário João Carlos Gomes reuniu-se com os sindicatos somente no dia 02 de julho. Nesse dia, a SETI nos informou que havia uma minuta de Lei proposta pela SETI e SEAP, mas o conteúdo desta minuta não foi apresentado. “O Governo poderia ter apresentado uma contraproposta de alteração do PCCS dos Agentes Universitários até o dia 05 de julho, mas, para nosso descontentamento, a contraproposta não ocorreu”, comenta Gracy Kelly Bourscheid, presidente do Sinteoeste.

Legislação eleitoral

Devido à s eleições deste ano e, segundo a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), os governantes estão proibidos de atos que provoquem novos gastos com despesas de pessoal nos 180 dias que antecedem o término da legislatura. “Diante disso somos obrigados a acreditar que o Governo usou o tempo e a legislação eleitoral para escusar-se ao compromisso de apresentar-nos a contraproposta”, conclui Gracy, afirmando que os sindicatos continuam aguardando a apresentação da contraproposta do Governo. “Sabemos que neste momento, qualquer proposta apresentada se configurará em conteúdo de campanha eleitoral, ou seja, teremos apenas expectativas de negociações futuras”.

Fonte:! Sinteoeste! 

5 Comentários

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  1. Seria insano e absurda, se não houvesse termos legais para avaliação.

  2. moro em maringa, faço parte dos funcionarios da uem, mas nao vejo o que o sr .julio neto disse em seu comentario. existe sim alguns problemas mas nada que nao seja resolvido.

  3. Dinheiro pra contratar ASPONE do PSDB de Ponta Grossa o Sr. Secretário tem…

  4. Situação complicada esta na UEM, (Universidade Estadual de Maringá), mais de 10 Blocos contendo estes, centenas de Salas de aulas, com as obras abandonadas à 3 anos , Restaurante Universitário Fechado à 2 anos, concurso de professores foram realizados, mas os professores não foram contratados, a universidade tem muitas dívidas mas o Estado não paga.

  5. PLANO COPA
    Estes servidores das IES querem um Plano de Cargos e Salários igual copa do mundo, de 4 em 4 anos. E chantageiam o governador em periodo eleitoral pra arrancar sempre um novo Plano. Tá na hora de acabr com esta balburdia. Será que eles pensam que os recursos do Estado são privados, deles, iguais as estatais fazem com o governo federal?