Por Esmael Morais

Massacre do Mineirão não apaga sucesso da Copa das Copas

Publicado em 09/07/2014

No Brasil real, o povo recebeu a competição de braços abertos, encantando os turistas estrangeiros e fazendo seguidas festas em homenagem à  Seleção. Por mais que a mídia tradicional tentasse fazer da Copa uma prévia das eleições presidenciais de outubro, na qual o governo seria sacrificado em praça pública, o que aconteceu foi o apoio maciço do público à  competição, à  Seleção e ao próprio País. O vandalismo projetado não aconteceu, e todas as aglomerações de milhares de pessoas foram pacíficas e alegres. Esta característica já está marcada na história da Copa no Brasil: a alegria popular.

COMPETIà‡àƒO ELETRIZOU O PÚBLICO – Mesmo sem a Seleção Brasileira na partida final, no Maracanã, é certo que o Brasil venceu o desafio de sediar o Mundial. A competição eletrizou o público e atraiu cerca de 700 mil visitantes estrangeiros à s 12 cidades-sedes. Os gargalos que se anunciavam como intransponíveis, especialmente nos aeroportos, não ocorreram. Os jogos se deram de maneira pacífica, sem terem sido motivo para protestos e manifestações, muito menos para atitudes violentas debaixo de bandeiras sociais ou políticas. A Copa, por mais que quem torceu contra não tenha ficado feliz, transcorreu de maneira redonda.

A repercussão na mídia internacional à  receptividade oferecida pelos brasileiros aos visitantes foi em tudo positiva para o Brasil. Mais de 3 bilhões de pessoas ao redor do mundo assistiram à s partidas. Numa enquete com mais de mil jornalistas estrangeiros, a Copa foi considerada a melhor de todas as já realizadas em termos de organização, empolgação e resultados esportivos.

Em termos de segurança, correu praticamente à  perfeição. Torcedores violentos ou foram impedidos de entrar no País já em seus países de origem ou foram presos aqui. Numa operação elogiada pela famosa polícia inglesa Scotland Yard, a polícia civil do Rio de Janeiro prendeu uma quadrilha internacional de vendas de ingressos VIP que abalou a estrutura da Fifa. Os jogos, sem exceção, não registraram incidentes.

Dentro do campo, o técnico Luiz Felipe Scolari tinha, basicamente, duas opções para escalar o time do Brasil. Para suavizar a ausência de Neymar, ele poderia reforçar o meio-de-campo ou entrar com um atacante. A segunda opção, com Bernard no lugar de Paulinho, foi a escolhida. Na virada para o segundo tempo, depois de 5 a 0 contra e tudo praticamente perdido, Felipão botou, enfim, Paulinho para jogar, e também Ramirez. Em seguida, quando acabara de sofrer o sexto gol, tirou o criticado Fred e colocou mais um meio-campista, William. Todos sabiam que já era tarde demais. A Seleção Brasileira, agora, terá de se contentar em disputar o terceiro lugar, no sábado 12. Não estava escrito que a Copa só seria um sucesso se o Brasil viesse a ser o campeão. à‰ o que prevalece.