Eleição tem cerca de 30 “herdeiros políticos” no Paraná

via Folha de Londrina

A tradição familiar fala alto nas eleições aqui no Paraná. Basta pensar que o atual governador e o prefeito da capital são

A tradição familiar fala alto nas eleições aqui no Paraná. Basta pensar que o atual governador e o prefeito da capital são “herdeiros políticos” de seus respectivos pais. No pleito de outubro não será diferente. A reportagem da Folha de Londrina identificou cerca de 30 candidatos que tem no DNA seu principal trunfo para angariar votos.

Richa, Requião, Barros, Borghetti, Belinati, Curi, Lupion… Como já se tornou “tradição”, o eleitor paranaense irá mais uma vez se deparar com sobrenomes conhecidos nas urnas. De acordo com o DivulgaCand2014, sistema fornecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo menos 27 “herdeiros políticos”, isto é, integrantes de “clãs” com história no Estado, devem disputar as eleições proporcionais em outubro. Apesar de homologadas, as 309 candidaturas a deputado federal e 757 a deputado estadual ainda precisam da validação do órgão.

Dois dos concorrentes ao governo do Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB) e o atual governador, Beto Richa (PSDB), que é filho do ex-governador José Richa, fazem parte do grupo que apoiará parentes na corrida à  Assembleia Legislativa (AL). O peemedebista é pai do advogado Maurício Requião Filho (PDMB), enquanto o tucano é primo do vereador de Londrina Gustavo Richa (PHS). Requião, aliás, também deve reforçar a campanha pelo sobrinho, João Arruda (PMDB), que tenta se manter na Câmara dos Deputados.

Os casos de “dobradinha” baseada em DNA extrapolam os muros do Palácio Iguaçu. O empresário Walter Parcianello (PMDB), irmão do deputado federal Hermes “Frangão” Parcianello (PMDB), o vereador de Maringá Mário Verri (PT), irmão do presidente estadual do PT e deputado estadual, Enio Verri, e o ex-deputado estadual Alisson Wandscheer (PT), filho do deputado estadual Toninho Wandscheer (PT), buscarão vagas na AL, enquanto Walter, Enio e Toninho miram cadeiras em Brasília.

Apesar de seus partidos integrarem coligações diferentes, Reinhold Stephanes (PSD) e o filho, Stephanes Junior (PMDB), conseguiram autorização da executiva do PMDB para dividir palanque nas corridas aos Legislativos federal e estadual, respectivamente. Felipe (SD) e Fernando Francischini (SD), assim como Luiz Renato (PSDB) e seu pai, o ex-secretário de Estado da Fazenda Luiz Carlos Hauly (PSDB), também vão se desdobrar em campanhas para as duas Casas.

Além de Felipe e Luiz Renato, integram a lista de novos “herdeiros” postulantes à  AL Tiago Amaral, filho do conselheiro do Tribunal de Contas (TC) e ex-deputado estadual Durval Amaral; Paulo Litro (PSDB), filho da deputada estadual Rose Litro (PSDB) e do ex-deputado estadual Luiz Fernandes Litro (PSDB); e Maria Victoria (PP), filha da deputada federal Cida Borghetti (Pros), vice na chapa de Beto, e do ex-secretário de Estado da Indústria e Comércio Ricardo Barros (PP). Cotado para também se lançar na disputa, na esteira do “puxador de votos” Ratinho Junior (PSC), o vereador de Curitiba Bruno Pessuti (PSC), filho do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), acabou desistindo. Já Cristina Silvestri (PPS), mulher do secretário de Estado da Casa Civil Cézar Silvestri e mãe do prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho (PPS), fez seu registro no TSE.

15 Comentários

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  1. O Bernardo Carli, além de filho do ex-prefeito/deputado federal/secretário de estado, é sobrinho do deputado estadual Plauto Miró Guimarães.

  2. Não se esqueça do Bernanrdo Carli (filho do Fernando Carli) e do Artagão Júnior (filho do Artagão de Mattos Leão).

  3. kkkkk Mauríco Requião Filho não existe! mudou no nome de requião thadeu mello e silva kkkkkk comédia mesmo! quero tetaaaaaa

  4. Esqueceu do Bernardo Carli, filho do Fernando Carli e o Artagão de Matos Leão, filho do conselheiro de mesmo nome.

  5. Nestes assuntos político faz vista grossa. Aí a solução é votar para o menos pior.

  6. Indico dois ótimos livros do professor Ricardo Costa de Oliveira: “o silêncio do vencidos” e “Na teia do nepotismo”. O Paraná é a terra dos “netos”, “júniores”, “sobrinhos”…E depois falam em combater corrupção.

  7. Não é só o Paraná, é no Pais todo.
    No nordeste é pior ainda.

  8. pobre de nós paranaenses, os reizinhos vem aí de novo.

  9. E ainda prometem mudanças… Está claro que isso não é democracia. A política está igual a seleção brasileira, tá faltando craque!!

  10. O artigo, do Prof. Ricardo Costa Oliveira, é de 2007, mas na sua essência permanece atual:
    Famílias, poder e riqueza: redes políticas no Paraná em 2007
    Disponível em:
    http://www.scielo.br/pdf/soc/n18/n18a08.pdf

  11. Só sangue azul…. e a representatividade?

    Quem trabalha 44 horas por semana, também, nem tem tempo pra participar ativamente da política. Sem falar dos recursos….

  12. Faltou o Anibelli Neto na lista.

  13. paraná é a terra dos coronéis .