Por Esmael Morais

Disputa pelo governo do Paraná com “jeitão” de Curitiba em 2012

Publicado em 21/07/2014

PT e PMDB vão jogar em linha, como se diz no futebol. Farão jogadas ensaiadas em nome do palanque suprapartidário para a presidenta Dilma Rousseff no Paraná. Os dois partidos vislumbram levar Gleisi e Requião para o segundo turno, sem Richa.

PT e PMDB vão jogar em linha, como se diz no futebol. Farão jogadas ensaiadas em nome do palanque suprapartidário para a presidenta Dilma Rousseff no Paraná. Os dois partidos vislumbram levar Gleisi e Requião para o segundo turno, sem Richa.

A sucessão de erros estratégicos na campanha reeleitoral do governador Beto Richa (PSDB) pode deixá-lo pela estrada da vida, sem condições de avançar para o segundo turno. O tucano segue as mesmas pegadas de seu pupilo, o ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), que em 2012 não logrou êxito no projeto continuísta dele.

Tal qual Ducci, Richa meteu-se no imbróglio do PMDB e se deu mal. Chamou para si a condição de alvo peemedebista. Tende a apanhar pela manhã, tarde e à  noite do candidato Roberto Requião durante o programa eleitoral. A senadora Gleisi Hoffmann (PT) também não deverá dar refresco ao adversário tucano.

Foi mais ou menos isso que discuti ontem à  noite, junto com o jornalista Edson Fonseca, do Jornale, em entrevista no programa Jogo do Poder PR, comandado pelo advogado Luiz Carlos da Rocha, na Rede CNT.

Lembrei aos telespectadores que os personagens da lambança na campanha de Ducci são praticamente os mesmos que agora operam para o governador do PSDB, com a repetição dos mesmos erros estratégicos. O roteiro também é o mesmo.

PT e PMDB vão jogar em linha, como se diz no futebol. Farão jogadas ensaiadas em nome do palanque suprapartidário para a presidenta Dilma Rousseff no Paraná. Os dois partidos vislumbram levar Gleisi e Requião para o segundo turno, sem Richa.

O Palácio Iguaçu aposta em uma carnificina pelo segundo lugar entre a petista e o peemedebista. Além disso, orienta para “segurar” pesquisas de intenção de votos em momento que ainda a fotografia lhe favorece — ou não, como diria Caetano Veloso.

Se me pedisse uma dica eu recomendaria ao governador: troque sua coordenação inteira, pois é muito incompetente. Lembra muito a fragilizada seleção brasileira que não teve forças psicológicas para impor-se diante da arrasadora Alemanha. No campo, o esquete canarinho foi goleado em 7 x 1. E nas urnas, o tucano vai repetir o fiasco do time de Felipão, levando goleada?