Por Esmael Morais

Dilma é afetada por desempenho pífio do PT em São Paulo, Rio, Bahia e Paraná. Que fazer?

Publicado em 18/07/2014

A julgar pelo Datafolha divulgado ontem, a presidente está sendo afetada pelo desempenho dos petistas. Além de não conseguir escalar novos patamares no índice do instituto !“ oscilando negativamente para 36% de intenções de votos, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais -, Dilma perdeu força nas grandes cidades e não tem, no momento, palanques fortes o suficiente para reverter a situação de imediato.

A exceção entre a fragilidade que a cerca é o candidato Fernando Pimentel, em Minas Gerais. Sem bater de frente na administração do governador tucano Antônio Anastasia, Pimentel vai conseguindo manter a liderança nas principais pesquisas, mesmo sem avistar, ainda, uma vitória em primeiro turno.

Em São Paulo, ao contrário, quem já vislumbra uma eleição tranquila é o governador tucano Geraldo Alckmin. Trata-se, ali, da situação que vai se mostrando, dentro de um quadro ruim, a mais negativa para a candidatura da presidente. Já se detecta que Alckmin começa a transferir votos para o presidenciável tucano Aécio Neves.

No Rio de Janeiro, Aécio se beneficia do racha do PMDB em relação a Dilma. O governador Luiz Fernando Pezão está crescendo nas pesquisas, e já deixa para trás o senador petista Lindberg Farias. A chamada chapa Aezão está funcionando, e Dilma não se beneficia em nada dela.

Na Bahia, a frente de centro-direita montada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, em benefício de seu correligionário Paulo Souto, do DEM, está empurrando o deputado petista Rui Costa para o córner. No interior e na capital, a presença maior da coligação adversária já leva o candidato a senador Geddel Vieira Lima, do PMDB, a afirmar ao 247 que a eleição será resolvida em primeiro turno !“ contra o governador Jacques Wagner e a presidente.

Enquanto os candidatos do PT não melhorarem suas performances, não há palanques fortes o suficiente, nos maiores Estados, em apoio à  Dilma. A exceção é Minas Gerais, onde a realidade, para os petistas, está se mostrando melhor do que as projeções. Aproveitando-se dos erros do PSDB local, mas sem atacar diretamente o governador Antonio Anastasia, o ex-ministro Fernando Pimentel vai liderando a corrida sem sofrer grande ameça, ainda que não vislumbre um vitória em primeiro turno.

Diante dessa situação de problemas generalizados !“ e de difícil solução !“ nos principais terrenos eleitorais do País, Dilma vai contando cada vez mais com seus próprio esforços para manter suas chances, ainda vivas, de resolver a disputa em primeiro turno. Quem vai pode ajudá-la?