Coluna do Marcelo Araújo: “Secretaria de Negócios” na Prefeitura de Curitiba?

Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda, sugere a existência de uma oculta "Secretaria de Negócios" na Prefeitura de Curitiba; colunista afirma que município "bate cabeça" ao propor nova lei regulamentando o controle eletrônico do EstaR; "...pois em 1975 a Lei 5233/75, sancionada por Saul Raiz e que aparentemente está em vigor, já estabelecia o controle de tempo de estacionamento por meio de parquímetros, em substituição aos saudosos discos giratórios que eu tive a oportunidade de ver funcionar na minha infância", diz o especialista em multa e trânsito; Araújo promete ainda, para a próxima coluna, revelação bombástica acerca dos pontos na carteira que o tiraram há dois anos da Secretaria de Trânsito; leia o texto e compartilhe.

Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda, sugere a existência de uma oculta “Secretaria de Negócios” na Prefeitura de Curitiba; colunista afirma que município “bate cabeça” ao propor nova lei regulamentando o controle eletrônico do EstaR; “…pois em 1975 a Lei 5233/75, sancionada por Saul Raiz e que aparentemente está em vigor, já estabelecia o controle de tempo de estacionamento por meio de parquímetros, em substituição aos saudosos discos giratórios que eu tive a oportunidade de ver funcionar na minha infância”, diz o especialista em multa e trânsito; Araújo promete ainda, para a próxima coluna, revelação bombástica acerca dos pontos na carteira que o tiraram há dois anos da Secretaria de Trânsito; leia o texto e compartilhe.

Marcelo Araújo*

Começará a ser testado um sistema inovador de controle eletrônico do EstaR por meio de telefones celulares e smartphones, o que faz com que Curitiba se mantenha sempre na vanguarda, e a atual gestão emociona e orgulha os curitibanos pela criatividade e inovação.

O jornalista Gladimir Nascimento entrevistou a empresa CellPark responsável pelos testes que buscarão demonstrar a eficiência do novo sistema.

Já está em tramitação na Câmara Municipal um projeto de lei justamente para autorizar o executivo a implantar essa inovação. Tal projeto tornou-se a Lei 13321/2008 e a entrevista que me referi foi feita em 2008.

Parquímetros também podem ser testados em Curitiba, aliás poderiam ter sido testados pelo pai do atual prefeito, Maurício Fruet, pois em 1975 a Lei 5233/75, sancionada por Saul Raiz e que aparentemente está em vigor, já estabelecia o controle de tempo de estacionamento por meio de parquímetros, em substituição aos saudosos discos giratórios que eu tive a oportunidade de ver funcionar na minha infância.

As reportagens recentes (as de 2014) sobre o tema repetidamente inovador sempre inclinam para a expressão negócio!, o que me faz pensar e até sugerir que haja uma Secretaria de Negócios!, até com atribuições de avaliar as maiores vantagens sob os vários aspectos para a cidade. Tornar o que é de fato, de direito…

Começa também a fiscalização do uso indevido da faixa exclusiva da XV nesta segunda-feira (é faixa exclusiva, e não exclusiva faixa exclusiva, pois já existem outras na cidade como já abordamos).

A pergunta a ser feita, antes que haja problemas e eu tenha que levantar o tema: um automóvel utilizando a faixa exclusiva indevidamente, de forma contínua, flagrado por três agentes em três pontos diferentes, levará apenas uma autuação ou três autuações? Com a palavra a Secretaria de Trânsito.

Muitos leitores têm cobrado minha posição sobre o pedágio e também ainda! cobram esclarecimentos sobre os tais pontos na carteira. Vou falar sobre isso sim, e a melhor data será 14/07 já que 15/07 fará dois anos que o jornalista Celso Nascimento publicou seu famoso artigo, e muita verdade será dita.

Deixo uma reflexão sobre tema correlato: se o PT não corrobora com situações semelhantes, e acusa o gestor público de omisso ao tolerar situações assim, o que dizer da Diretora Geral da PRF, antiga Superintendente no PR, que controla a maior malha viária do país, ter passado pela mesma situação? Coerência? Falou pra Dilma que ela é omissa, prefeito Gustavo Fruet?

De multa eu entendo!

*Marcelo Araújo é advogado, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR. Escreve nas segundas-feiras para o Blog do Esmael.

11 Comentários

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  1. ….o que me faz pensar e até sugerir que haja uma “Secretaria de Negócios”, até com atribuições de avaliar as maiores vantagens sob os vários aspectos para a cidade. Tornar o que é de fato, de direito”¦ Como diria nosso Compadre Washinton, ‘SABE DE NADA, INOCENTE”…..

  2. Sou a favor de que Curitiba seja a pioneira no uso de smartfones, temos que evoluir tudo deve ser mais pratico e o curitibano merece conforto. Lamento que um advogado do gabarito de Marcelo Araujo não concorde com isto

  3. Pare de recalque e toca a vida enfrente!!!! Ferino e vingativo

  4. Marcelo Araujo, confesso que vc não esta sabendo lidar muito bem com o recalque que ficou por ter perdido seu cargo como secretario…..entendo vc!!! Mas pense não justifica vc ficar tentando bombardear a Secretaria que vc mesmo ajudou a estruturar!!!! as pessoas vão os cargos vão e a vida continua!!! cade vez que vc resolve bombardear algo que vc mesmo ajudou a construir esta desqualificando vc mesmo…. pense nisso!!!

  5. Fernando, não posso tirar tua razão, pois devo ter a humildade de reconhecer minhas fraquezas e fragilidades pois ninguém passa pelo que eu passei e sai sem arranhões. Curar traumas não é coisa nova na minha vida: num vôo de Foz para Curitiba em 1999 houve despressurização e quase queda, o que me deixou traumatizado por muito tempo, enfrentei pegando avião até o dia que tive uma queda feia de bicicleta e descobri que era mais perigoso que avião, com a vantagem que avião não machuca… Numa travessia em Florianópolis eu tive problema de câibra e fui engolido pelos outros nadadores, fiquei muito tempo traumatizado com o mar e venci o trauma nadando no fundo e pedindo que alguém me acompanhasse de longe. Tive hipertermia em Manaus numa corrida que desencadeou um processo de falência múltipla de órgãos, quase tive que fazer transplante de fígado e meus rins pararam quase tendo que fazer diálise, tive que curar o trauma do calor e o pânico. O primeiro passo para curar um trauma é encarando de frente. Fernando, obrigado pela preocupação.

    Frue Governador, conheço uma pessoa que tem essa fixação em mim e no Marcelo Almeida, e tua insistência em tentar desqualificá-lo acabou evidenciando quem você é. Fica tranquila…

  6. o melhor secretario de governo deste lado do Atlântico, o Mac Donald, fez bem em vetar este assessor de candidato ao senado.

    Com seus esforços, venceu a guerra contra os postes clandestinos, realizando a retirada de 17 postes de Curitiba.

    O que você fez Sr. Marcelo?

    O melhor prefeito do mundo comprou uma frota elétrica, e hoje mesmo vi, dois carros “abastecendo” na Rui Barbosa.

    O Gustavo fez as faixas exclusivas para ônibus e acabou com os congestionamentos… Começa a preparar o caminho para voos mais altos…

    Enquanto isto, assessores de candidatos torcem para os patrões serem eleitos…

    O Gustavo fez a via calma… pega a sua bicicleta e vai dar uma volta lá para se acalmar um pouco “seu” Marcelo…

  7. O colunista Marcelo dá visíveis demonstrações de que precisa de terapia. Dois anos depois de perder o cargo de secretário municipal de Trânsito, por já ter acumulado 180 pontos na carteira, ele ainda se sente tão traumatizado. Tadinho!!!

  8. A secretaria de “negócios”parece que já existe só extra oficialmente…….

  9. Eu continuo achando que o problema é que tem lugar para advogado no transito e lugar para cientista. Mas vamos lá, tudo se pode aprender. Veja só, ir em direção a ter um sistema por smartphones é muito diferente de um parquimetro!!!! O Parquimetro não indica as vagas que estão livres. E um problema nas cidades é que até 30% do trânsito pode ser ocasionado por gente rodando procurando vaga!

    Para não dizeres que o assunto é antigo e também para ter a desculpa de não ter feito você:

    http://kar.kent.ac.uk/35494/1/mobicom2013.pdf

  10. Na fotografia eu ao fundo da mesa ao lado do meu pai e do Sr. Darci Piana quando a Lei dos Parquímetros foi sancionada, e o Nash 1951 que era do meu pai na época.