Por Esmael Morais

Campos rejeita debater caso do aeroporto de Aécio; estratégia ou acordo branco entre ambos?

Publicado em 29/07/2014

Em seguida, ele afirmou que vem sendo pressionado por amigos que tem no PT e no PSDB a adotar um discurso mais duro contra os adversários. “Os tucanos querem que eu ataque a Dilma e os petistas esperam que eu ataque o Aécio, mas não vou fazer isso”, afirma. “Eles que se peguem entre eles”.

Campos afirma que dispõe de pouco tempo para se tornar mais conhecido e diz que o que importa é mostrar ao eleitor quais são suas propostas. “Vamos discutir apenas os problemas do País. Se alguém fez coisa errada, que seja punido pelos órgãos competentes”.

Ontem, a disputa entre petistas e tucanos, adversários mais prováveis num eventual segundo turno, pegou fogo, depois que o ministro Gilberto Carvalho disse que o aeroporto de Cláudio (MG) seria “apenas a ponta do iceberg de Aécio”. Logo depois, o coordenador jurídico do PSDB, Carlos Sampaio, disse que Carvalho tem um “iceberg inteiro chamado Celso Daniel” (leia mais aqui).

Campos parece disposto a vestir o figurino “paz e amor”, seguindo a lógica do marqueteiro Duda Mendonça, que sempre disse que “quem bate, perde”. No entanto, embora não esteja disposto a atacar ninguém, ele espera que a guerra entre PT e PSDB abra espaço para a sua terceira via.