Terceirização no Hospital das Clínicas vira quebra de braço entre Reitoria da UFPR e servidores

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares foi criada pelo governo federal como uma alternativa mais barata de financiamento e gestão dos Hospitais Federais, como o Hospital de Clinicas da UFPR. O problema é que os servidores e a comunidade universitária encaram a adesão à  EBSERH como agressão à  autonomia universitária, desmonte da estrutura de hospital-escola e, por fim, a privatização de uma estrutura fundamental de pesquisa e extensão na saúde. No meio do impasse, os pacientes são os que mais sofrem.

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares foi criada pelo governo federal como uma alternativa mais barata de financiamento e gestão dos Hospitais Federais, como o Hospital de Clinicas da UFPR. O problema é que os servidores e a comunidade universitária encaram a adesão à  EBSERH como agressão à  autonomia universitária, desmonte da estrutura de hospital-escola e, por fim, a privatização de uma estrutura fundamental de pesquisa e extensão na saúde. No meio do impasse, os pacientes são os que mais sofrem.

O reitor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Zaki Akel Sobrinho, suspendeu ontem (04) uma reunião do Conselho Universitário que apreciaria a proposta de gestão compartilhada do Hospital de Clínicas do Paraná e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral pela Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). A decisão foi tomada porque um grupo de manifestantes liderados pelo Sinditest (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba), DCE (Diretório Central dos Estudantes) e APUFPR (Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná) impediu a entrada de integrantes do Conselho Universitário para a realização da reunião.

Segundo o reitor da UFPR, o que seria decidido não era o contrato com a Ebserh, mas se a UFPR aceitaria a gestão compartilhada do HC com a organização. O contrato será apreciado tão logo seja concluído pelo Coplad (Conselho de Planejamento e Administração da UFPR) e só a partir de então passará a ter efeitos reais a gestão compartilhada!, afirmou Zaki Akel Sobrinho. Para o reitor, a não aprovação da gestão compartilhada irá piorar a situação do hospital, que perderá funcionários e terá o número de leitos reduzido.

Desde ontem também, os funcionários do HC contratados pela FUNPAR estão em GREVE por tempo indeterminado. Os trabalhadores lutam pela manutenção dos postos de trabalho e por isso são contra a adesão à  EBSERH, por entenderem que a empresa é prejudicial tanto para a categoria, quanto para a população usuária. Eles alegam que se a adesão à  EBSERH for aprovada, a empresa fará as demissões de todos os trabalhadores fundacionais de maneira escalonada.

O Hospital de Clínicas possui servidores públicos concursados pela universidade, com estabilidade e carreira federal, mas também conta com servidores contratados pela FUNPAR, via CLT. Isso causa muita confusão e insegurança jurídica no funcionamento do hospital. O governo federal não abre mais vagas para concurso pois está tentando transferir a administração dos hospitais para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. A adesão à  EBERSH traria um novo tipo de contratação feita através dessa empresa, que não estaria subordinada à  administração da UFPR. Seria uma nova forma de terceirização, só que por dentro do governo. Resumindo, um abacaxi, cada vez mais difícil de descascar.

A maior parte das correntes políticas presentes nas universidades federais é absolutamente contra a EBSERH e qualquer outra forma de contratação de mão de obra que não seja por concurso público pelo regime jurídico único federal. O governo alega que a contratação de toda a mão de obra por esse regime é muito dispendiosa e pouco eficiente. A contratação de trabalhadores pela FUNPAR foi feita de maneira irregular e a justiça vem determinando sua demissão há mais de dez anos. Segundo o Reitor, a aprovação da gestão compartilhada garantiria mais cinco anos de contratação aos servidores Funpar-HC.

O impasse está instalado. Quem vence essa quebra de braço?

Além de condições de trabalho justas e dignas para os servidores, independente da forma de contratação, a população quer e precisa do Hospital de Clínicas funcionando em plena capacidade, nas melhores condições possíveis. Além de ser o maior hospital do estado, é um importante centro de referência e pesquisa em média e alta complexidade.!  No HC são realizados pesquisas e procedimentos que salvam vidas e produzem avanços únicos na medicina. A saúde da população não merece sofrer no meio! dessas divergências.

Com informações do HC da UFPR e do Sinditest.

9 Comentários

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  1. Obrigado Esmael pela noticia! Demorou, mas apareceu hehe! Li a noticia e de forma clara mostrou os dois lados da questão!

    A questão é que não precisa privatizar, se isso acontecer é somente por interesses financeiros!
    Basta chamar os concursados aprovados nos editais de 2013 que ainda estão válidos, e nos editais abertos em 2014! São médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, assistente social e nutricionistas! Todos aprovados em concurso público!
    Na UFRJ estão chamando os aprovados em concurso público !!!

    Sem privatizar garantiremos de forma justa melhores condições de atendimento para a população com qualidade!!!

  2. boa tarde esmael.
    sou contra a privatização, mas a quantidade de leitos vazios no hc, e sacanagem. a maioria dos funcionarios se encosta no cargo. sabemos quem faz a parte “suja” e aguenta as “broncas” sao atendentes e enfermeiros, os “doutores” so atendem, muitas vezes de longe, para nao se “infectar”.
    dinheiro, sabemos que rola no hc, quem dizer o contrario, mente.
    tbem acho sacanagem, este hospital ter que atender, pr,sc, e rs. as pessoas (pode verificar) preferem aqui , ao inves do hc de floripa,e nno hc de porto alegre. esta na hora da ufpr se posicionar.

    • Floripa não tem HC, o que e um absurdo. Tem muita gente no HC que trabalha e muito e ganha muito pouco. Se for comparar com o judiciário e sacanagem e se for comparar com o poder legislativo então e um abuso total. Não a EBER$H e sim a concursos de pelo menos 1500 pessoas no regime estatutário. Ai sim os leitos serão reabertos em numero para atender a população do Paraná.

  3. O governinho do PT está sucateado o HC já faz 12 anos, e durante o governinho estrela fez somente um concurso com poucas vagas. E agora vem com essa EBER$H que vai privatizar o maior hospital publico abrindo possibilidades de atender convênios. Isso e um absurdo pela quantidade de impostos que pagamos e ver um HC sucateado. Mais absurdo e ver um gasto de 2 bilhões para fazer um estádio em Brasília. Esse e o PT NO GOVERNO.

  4. Ué ……

    Cade a PTZADA demagoga para falar mau da saúde pública federal no Paraná?

    Enio Verri, cade vc?

    VAMOS ACORDAR BRASIL!

  5. TERCEIRIZAÇÃO / PRIVATIZAÇÃO
    Quando o governo estadual propos uma Fundação para gerir parte das atividades da Saúde Estadual, a CUT fez um chororo acusando o governo de PRIVATIZAR a saúde. Mas no caso do HC, que é praticamente gerido pela FUMPAR (uma fundação que serve viabilizar pagamento de 14º salários a provfessores e alguns técnicos), aí é apenas TERCEIRIZAÇÃO
    Uma conveniente “semântica” para dizer que o governo federal é diferente do estadual.
    Cada vez fica mais claro que o PT e seus representantes não tem moral para falar e criticar privitização ou terceirização seja onde for.
    Bando de hipócritas

  6. Terceirização é assim: Paga-se metade pra uma pessoa fazer o que antes fazia e a outra metade vai pra algum apadrinhado político.