Richa rebate Gleisi: ‘governo federal é que vai definir reajuste da Copel’

Publicado em 11 junho, 2014
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Governador Beto Richa, por meio de nota distribuída pela Copel, nesta noite, garante que tarifaço de 32% foi definido pelo governo federal; senadora Gleisi Hoffmann, no fim da tarde de hoje, também em nota, se disse "inconformada" com o reajuste de 32,4% na tarifa de energia da Copel; afinal, se a petista condena e o tucano diz que não é com ele, por que reajustar o preço da energia aos paranaenses? Por quê?
Governador Beto Richa, por meio de nota distribuída pela Copel, nesta noite, garante que tarifaço de 32% foi definido pelo governo federal; senadora Gleisi Hoffmann, no fim da tarde de hoje, também em nota, se disse “inconformada” com o reajuste de 32,4% na tarifa de energia da Copel; afinal, se a petista condena e o tucano diz que não é com ele, por que reajustar o preço da energia aos paranaenses? Por quê?
O governo Beto Richa (PSDB) adotou o estilo “bateu-levou” em relação à s acusações da ex-ministra e senadora Gleisi Hoffmann (PT) acerca do tarifaço de 32,4% na energia.

Em nota oficial, assinada pela Copel, o tucano devolveu a bola para a petista dizendo que caberá à  Aneel, do governo federal, definir o índice de 32% na conta de luz dos paranaenses.

A estatal de energia informa também que, em um ano, teve perda de receita de R$ 178 milhões por causa da participação no plano de redução da tarifa do governo federal.

No fim da tarde de hoje, em nota, Gleisi se disse “inconformada” com o reajuste de 32,4% na tarifa de energia da Copel (clique aqui).

Leia a íntegra da nota oficial da Copel:

Sobre as informações a respeito do possível aumento da energia elétrica, a Copel esclarece:

– A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão do governo federal, é que vai definir qual o índice de reajuste da conta da luz no Paraná. Segundo já divulgado pelo órgão federal, a tarifa pode subir 32%.

– O custo da Copel neste reajuste é de apenas 1,5%. O restante é custo do sistema nacional, de compra de energia. A energia está muito cara porque o sistema nacional tem acionado muito as usinas térmicas, que têm um custo mais elevado.

– A Copel Geração, apesar de ter 25 usinas, não pode gerar energia diretamente para os paranaenses, ou diretamente para a Copel Distribuição, que é a empresa que fornece aos consumidores.

– Como o sistema elétrico é interligado nacionalmente, a energia gerada vai para o sistema nacional. A Copel Distribuição tem que comprar a energia nos leilões feitos pelos órgãos do governo federal.

– A falta de chuvas deixou os reservatórios das usinas hidrelétricas com nível baixo. Então o operador nacional tem acionado as térmicas, que são a gás ou óleo diesel, por isso é uma energia muito mais cara.

– A Copel participou do plano de redução da tarifa. Renovou seu contrato de transmissão, com uma perda de receita de R$ 178 milhões ao ano. Por isso os paranaenses tiveram uma redução média de 20% na tarifa em janeiro de 2013.

– A distribuição de energia elétrica no Brasil é um monopólio natural, justamente por isso as tarifas são definidas pela agência reguladora do governo federal e não pelas próprias distribuidoras.

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