Por Esmael Morais

Prato forte de Dilma na reeleição, emprego formal cresce no Brasil

Publicado em 03/06/2014

Apesar da oscilação negativa de agora, a comparação histórica ainda é muito favorável para a presidente Dilma. A série histórica de medição das carteiras assinadas começou em março de 2003. Desde então, o índice subiu impressionantes 56,3%, ou cerca de 40 milhões de vagas formais, contra um aumento de 26,2% na população ocupada.

Como antídoto para as projeções de diminuição na criação de vagas de trabalho para os próximos meses, contra as quais o governo vai emitindo medidas de incentivo a diferentes setores da economia, o cotejamento histórico continua nos planos dos marqueteiros da presidente.

Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito dos últimos dados do emprego no Brasil:

Número de trabalhadores com carteira assinada cresce 1,6 ponto percentual

Nielmar de Oliveira – No primeiro trimestre deste ano, 77,7% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, o que representa avanço de 1,6 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2013. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 31,4% tinham carteira de trabalho assinada, um quadro que não se alterou no ano.

Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números indicam que, enquanto o Sul e o Sudeste têm os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada, as regiões Norte e Nordeste detêm os maiores percentuais de trabalhadores autônomos. O Nordeste continua na liderança como o estado com maior percentual de pessoas fora do mercado de trabalho: 43,1%.

O percentual de pessoas com carteira assinada na região Sudeste passou de 81,2% para 83,1% da população economicamente ativa (PEA), entre 2013 e 2014; enquanto no Sul variou de 83,4% para 85% – o maior percentual do país. No Norte, este percentual passou de 63,7% para 64,6%; no Nordeste de 61,1% para 62,8%; e na Região Centro-Oeste de 76,4% para 76,9%.

Os dados da pesquisa indicam que o país contava, no encerramento do 1!º trimestre do ano, com 91,2 milhões de pessoas ocupadas – cerca de 600 mil a menos do que o total de pessoas ocupadas no encerramento do 4!º trimestre do ano passado (9,1 milhões); mas 1,8 milhão de trabalhadores a mais do que no 1!º trimestre de 2013.

Indicam ainda que no 1!º trimestre deste ano o número de desocupados era 7,8 milhões de pessoas, o equivalente a 7,1% da PEA. O número é superior à s 6,1 milhões de pessoas desocupadas no encerramento do 4!º trimestre do ano passado (6,2% da PEA); mas superior a taxa de desocupação do 1!º trimestre de 2013, de 7,8 milhões de trabalhadores (8% da PEA).

A pesquisa constatou que no 1!º trimestre de 2014, a população ocupada era composta por 70,1% de empregados, 4,1% de empregadores, 23% de trabalhadores por conta própria e 2,9% de trabalhadores familiares auxiliares. “Ao longo da série histórica, essa composição não se alterou significativamente”, informa o IBGE.

Segundo o órgão, todas as regiões mostram diferenças entre os níveis de ocupação para homens e mulheres. No 1!º trimestre de 2014, o nível da ocupação foi estimado em 68,3% para os homens e 46,2% para as mulheres.