Eleitores “órfãos” de Vargas e Cheida estão na mira dos políticos

via Folha de Londrina

O deputado federal André Vargas (ex-PT) e o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), ambos de Londrina, não poderão disputar as eleições de outubro. São duas lideranças importantes na região norte do Paraná que deixam um grande espólio de votos em aberto, que estará em disputa no pleito que se aproxima.

O deputado federal André Vargas (ex-PT) e o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), ambos de Londrina, não poderão disputar as eleições de outubro. São duas lideranças importantes na região norte do Paraná que deixam um grande espólio de votos em aberto, que estará em disputa no pleito que se aproxima.

Contrariando as perspectivas iniciais do ano eleitoral, o deputado federal André Vargas (sem partido) e o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), ambos londrinenses e na lista dos principais nomes da política paranaense, podem ficar impedidos de disputar as urnas em outubro. Nesse cenário, o potencial de votos deles é cobiçado por políticos que pretendem ocupar esse espaço junto ao eleitorado “órfão”.

Pressionado por correligionários, Vargas saiu do PT após revelada sua ligação com o doleiro preso Alberto Youssef e não tem mais como participar das eleições. Pela legislação eleitoral, o candidato já deve ter, na data do pleito, pelo menos um ano de filiação a algum partido.

Já Cheida sofreu condenação no mês passado, já em segunda instância, por improbidade administrativa. Mas sua participação ou não na eleição ainda depende de desdobramentos. A condenação por colegiado pode o enquadrar na Lei da Ficha Limpa, mas o PMDB considera que a candidatura poderá ser efetivada, com o argumento de que não houve “dolo ou má fé”. Segundo o pré-candidato a deputado estadual Gilberto Martin (PMDB), “caso Cheida não consiga, será uma grande perda para a composição da legenda”. Peemedebistas calculam que o ex-prefeito de Londrina poderia alcançar 50 mil votos.

Martin, que a exemplo de Cheida também é médico, aposta na conquista de parte dos votos do correligionário, mas reconhece ser muito difícil manter todos esses votos no partido. “A região pode perder em representatividade.”

No PT, a avaliação é de que parte dos votos de Cheida pode migrar para a vereadora londrinense Lenir de Assis (PT), pré-candidata à  Assembleia Legislativa. O presidente estadual do PT, Enio Verri, acredita também em Tercílio Turini (PPS) e Martin. “Londrina tem uma classe média exigente, que vota no Cheida, e que pode sim votar na Lenir.” Para Verri, Cheida sempre teve uma postura mais à  esquerda.

Pré-candidato a deputado federal, Verri já começou a busca pelo capital eleitoral de Vargas, calculado em 200 mil votos, ao contratar parte da equipe do ex-petista. “Os votos do Vargas não devem ir para o Hauly (PSDB), nem para o Canziani (PTB), que têm o eleitorado definido. Acho que o Denilson Pestana (PT) poderá se apropriar de muitos destes votos. Eu também já recebi um certo apoio, mas não há como destinar para alguém a totalidade.”

O líder petista avalia que, mesmo sem os dois políticos já conhecidos das urnas, são poucas as chances de novos nomes surgirem. “Infelizmente as regras eleitorais são muito rígidas, não pode fazer comício, tem restrições para propaganda, quem não tem mandato não aparece. Apesar de toda essa busca por mudanças, a legislação não ajuda na renovação das lideranças. Isso não é positivo.”

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