Coluna do Requião Filho: Abaixo a corrupção na convenção do PMDB

Requião Filho, em sua coluna desta quinta, condena utilização de cargos comissionados no Porto de Paranaguá, pelo PSDB, para interferir no resultado da convenção estadual do PMDB; partido vai definir no próximo dia 20 entre candidatura própria do senador Roberto Requião e coligação com o PSDB do governador Beto Richa; "Isto pode ser chamado de corrupção? Que moral tem quem promove a corrupção?", indaga o colunista, especialista em políticas públicas, que emenda: "daria roteiro de filme de máfia vagabundo"; leia o texto e compartilhe.

Requião Filho, em sua coluna desta quinta, condena utilização de cargos comissionados no Porto de Paranaguá, pelo PSDB, para interferir no resultado da convenção estadual do PMDB; partido vai definir no próximo dia 20 entre candidatura própria do senador Roberto Requião e coligação com o PSDB do governador Beto Richa; “Isto pode ser chamado de corrupção? Que moral tem quem promove a corrupção?”, indaga o colunista, especialista em políticas públicas, que emenda: “daria roteiro de filme de máfia vagabundo”; leia o texto e compartilhe.

Requião Filho*

Que tal a compra de votos dentro da Convenção do PMDB? O que você, leitor, me diz da oferta de cargos em uma autarquia administrada pelo PSDB, tal qual o Porto de Paranaguá, a delegados do PMDB para, em véspera da convenção estadual que decidirá os rumos deste partido nas eleições que se aproximam? Isto pode ser chamado de corrupção?

Com uma pesquisa rápida no Google pela palavra corrupção! os resultados das buscas são infindáveis. Tomo de empréstimo a definição da famosa Wikipédia sobre corrupção: é o ato ou efeito de se corromper, oferecer algo para obter vantagem em negociata onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra. à‰ tirar vantagem do poder atribuído. “Corrupção” vem do latim corruptus, que significa “quebrado em pedaços”. O verbo “corromper” significa “tornar-se podre”.!

Torna-se podre o processo político. Torna-se vil uma eleição interna na qual um governo usa, ou melhor, abusa do poder que tem em mãos para corromper, para quebrar em pedaços o maior partido do Brasil.

Que moral tem quem promove a corrupção?

Pergunto: você vai depositar seu voto, sua confiança, os próximos quatro anos de sua vida, em um grupo que utiliza cargos no governo para corromper uma convenção partidária?

Você acha certa a utilização da estrutura estatal para comprar um partido só porque está com medo de uma disputa eleitoral?

Será que é este tipo de gente, que usa e abusa do bem público, que queremos governando nosso Estado?

Se para ganhar uma convenção da qual sequer participa, esta corja não mede esforços e demonstra não ter escrúpulos, imagina como são as decisões que dizem respeito ao povo do Paraná?

Coisa que pode gerar em um futuro próximo uma minissérie na TV Rede Globo.

Corrupção! Este é de longe o mal que assola o Brasil. O ódio à  corrupção é um sentimento unânime, tenho percebido isto nas conversas que tenho com os amigos, convencionais do PMDB, vereadores, repórteres, radialista e todos que tenham uma vaga idéia da política e de seu mundo.

O país enfrenta uma fadiga coletiva no que tange à  corrupção. Escrevo matérias sobre o tema há meses aqui neste blog, os telejornais divulgam incessantemente notícias a respeito, da mesma forma que as revistas, semanários e em tudo que pode ser considerado um tipo de mídia.

Ora bolas, até o Fausto Silva no seu Domingão!, programa alienado à  política, faz breves monólogos sobre como temos que lutar contra a corrupção. Todos nós possuímos razão!

De fato, a corrupção é uma mácula em nossa história. O famoso jeitinho brasileiro, motivo de piadas e reprimendas internacionais, nada mais é do que um reflexo da corrupção enraizada dentro de cada indivíduo.

Pensem nisso: é necessário expurgá-la em todas as formas pelas quais ela se revela. à‰ raciocínio lógico que aquele que corrompe um convencional comprando seu voto é praticante assíduo de corrupção, é dado ao malfeito e a tudo que há de errado em nosso país.

Compra e venda de votos, defesa de interesses escusos, ameaças a delegados de um partido e perseguições não é coisa de gente séria, mas sim poderia ser utilizado como um vergonhoso roteiro de filme de máfia vagabundo.

Assim, a única constatação viável é a de que a corrupção nos envergonha, como povo, como país e como cidadão. Lutemos para conseguir tirar esta mancha da história de nosso Brasil e do Paraná!

*Requião Filho é advogado, especialista em políticas públicas, escreve à s quintas no Blog do Esmael.

Comentários encerrados.