Campos pode sair menor do que entrou na eleição; ele continua?

do Brasil 247

Números do Datafolha são muito ruins para o ex-governador pernambucano; com 7%, ele aparece empatado com o Pastor Everaldo; se não decolar, corre o risco de ser o presidenciável do PSB menos votado, uma vez que Ciro Gomes tinha 17,5% em 2010, antes de ter a candidatura retirada pela direção nacional, e Anthony Garotinho registrou 17,86% em 2002; além disso, governos estaduais estão ameaçados: PSB já perdeu o Ceará, com Cid Gomes, que migrou para o Pros, e pode ficar sem Pernambuco, onde seu candidato Paulo Câmara ainda não decolou; há saída?; permanece na disputa?

Números do Datafolha são muito ruins para o ex-governador pernambucano; com 7%, ele aparece empatado com o Pastor Everaldo; se não decolar, corre o risco de ser o presidenciável do PSB menos votado, uma vez que Ciro Gomes tinha 17,5% em 2010, antes de ter a candidatura retirada pela direção nacional, e Anthony Garotinho registrou 17,86% em 2002; além disso, governos estaduais estão ameaçados: PSB já perdeu o Ceará, com Cid Gomes, que migrou para o Pros, e pode ficar sem Pernambuco, onde seu candidato Paulo Câmara ainda não decolou; há saída?; permanece na disputa?

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (6) coloca o presidenciável Eduardo Campos (PSB) em uma posição, no mínimo, delicada. Campos, que na pesquisa anterior tinha 11% das intenções de voto, despencou para 7% e, agora, aparece tecnicamente empatado com o Pastor Everaldo Pereira (PSC), que registra 4% do eleitorado. A presidente Dilma Rousseff (PT) continua liderando as pesquisas, embora tenha caído de 37% para 34%. Já o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) passou de 20% para 19%. A tendência atual para Campos não é boa nem mesmo em Pernambuco. Ali, embora tenha deixado o Governo do Estado como o mais bem avaliado governador do país, seu indicado para disputar o Palácio do Campo das Princesas, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara, está bem atrás do senador Armando Monteiro Neto (PTB). Dilma também aparece tecnicamente empatada com Campos em sua terra natal, o que tem elevado ainda mais a temperatura interna no PSB.

As pesquisas refletem um determinado momento e uma tendência que podem ou não ser revertidas. Neste momento existe um arrefecimento da campanha de Eduardo, tanto em nível nacional como em Pernambuco. O Eduardo superdimensionou a aliança com a Marina [ex-senadora Marina Silva pré-candidata a vice na chapa do PSB]. Este erro de superdimensionar o potencial foi cometido por nós mesmos do PT, em 2012, quando cometemos este erro com Humberto Costa e João Paulo!, analisa um integrante da cúpula petista.

A referência diz respeito a eleição municipal de 2012, quando o senador Humberto Costa e o deputado federal !“ hoje pré-candidato ao Senado na chapa do PTB !“ João Paulo foram colocados para disputar uma chapa puro sangue do PT e acabaram derrotados pelo então desconhecido Geraldo Julio (PSB), indicado pelo então governador Eduardo Campos, impondo o fim de um ciclo de 12 anos do PT à  frente da Prefeitura do Recife.

Quando anunciada a aliança entre a Rede Sustentabilidade da ex-senadora Marina Silva e o PSB, a união foi vista como um fenômeno surpreendente na política nacional. Marina chegava com o saldo de 20 milhões de votos da última disputa presidencial e uma rusga profunda com o PT, partido que ajudou a fundar. Já Campos vinha de um governo considerado como um dos mais bem avaliados do país, além de se apresentar como um fato novo no cenário político. A expectativa era de com a aliança, parte do capital político de Marina fosse transferido quase que automaticamente para o socialista, algo que ainda não aconteceu.

Neste momento, Campos tem menos chances que o ex-correligionário Ciro Gomes, que tinha 17,5% das intenções de voto em 2010, conforme pesquisa CNT/Sensus, e que foi obrigado a desistir em prol da aliança do PSB com o PT em torno do palanque que levou Dilma à  Presidência. Ele também fica atrás de Anthony Garotinho, que hoje está filiado ao PR, mas foi pré-candidato à  Presidência pelo PSB em 2002. Na época, Garotinho registrou 17,86% das intenções do eleitorado.

Divergências de posicionamento entre Campos e Marina, especialmente nos pontos relativos ao agronegócio e quanto a formação de alianças, acabaram por minar ainda mais o potencial de crescimento da chapa encabeçada pelo PSB. Enquanto Campos trabalhava para firmar alianças com o PSDB em estados como São Paulo, o maior colégio eleitoral do País, e buscava firmar um pacto de não agressão com Aécio em suas principais bases eleitorais [Minas Gerais e Pernambuco], Marina e os membros da Rede se mostraram radicalmente contrários a qualquer tipo de aproximação com os tucanos.

Esse foi um outro erro. Nem o PSB e nem os membros da Rede, que hoje estão abrigados no PSB, possuem uma representatividade alta em estados importantes ou nos maiores colégios eleitorais do país. Pernambuco é importante? Claro que é. Mas em nível nacional, Pernambuco é relativamente pequeno. A Rede padece deste mesmo erro. O erro, neste caso foi de análise. Lula [ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT)] estava certo quando disse que Eduardo esperasse um pouco mais, até 2018, para sair como candidato à  Presidência!, diz um analista da cena política nacional. Um outro fator é que as alianças também não decolaram. A pré-candidatura do PSB é apoiada atualmente por partidos pequenos: PPS, PPL, PRP e PHS. Para tentar ampliar o seu leque, Campos tem buscado atrair para si não o partido, mas os descontentes em alguma medida. A chamada ala dissidente do PMDB é o melhor exemplo desta busca, intermediada em grande parte pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), um dos maiores críticos ao governo do PT.

Diante deste quadro, campos tem buscado redefinir a sua estratégia. Ao mesmo tempo em que ataca o governo da presidente Dilma Rousseff !“ do qual o PSB integrava a base até meados do ano passado !“ passou a atacar o tucano Aécio Neves, como uma tentativa de mostrar para o eleitor as diferenças entre eles, em praticamente uma cessão à s pressões exercidas por Marina e seus seguidores.

A estratégia, pelo visto, teve o efeito bumerangue: bateu e voltou. Este reflexo tem aparecido nas pesquisas e acendido a luz de alerta na campanha socialista. De olho neste cenário, o PT avalia que o melhor a fazer é não trombar de frente com Campos, visando o apoio do PSB em um eventual segundo turno. Neste ponto, Lula e Campos mantém conversas frequentes e um tem procurado poupar o outro de ataques diretos. Nesta semana, o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB), cujo partido apoia a reeleição e Dilma em nível nacional, disse em alto e bom som que espera o que PSB suba no palanque de Dilma caso haja um segundo turno. Vale ressaltar que Siqueira é membro da Executiva Nacional do PcdoB e uma declaração desta natureza não seria feita a troco de nada. Apesar de querer contar com o pSB em seu palanque em uma segunda fase da campanha, o PT acredita que Dilma será reeleita ainda no primeiro turno, o que coloca Campos em uma situação ainda mais delicada em relação ao cenário que tem pela frente.

Nesta linha, Campos tem enfrentado dificuldades em casa. De acordo com pesquisa realizada pelo Ibope, encomendada pelo PTB e divulgada esta semana pelo jornal Folha de Pernambuco, o senador Armando Monteiro possui 43% das intenções de votos. Já o ex-secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB), figura com 8%, enquanto Jair Pedro (PSTU) e José Gomes Neto (PSOL) somam 2%. Já na disputa presidencial, Eduardo Campos (PSB) possui 40% das intenções de voto, contra 39% da presidente Dilma Rousseff (PT), caracterizando um empate técnico. O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) registra apenas 3% da preferência do eleitorado pernambucano. Eduardo vai perder em casa!, diz um petebista de alto coturno.

OS próximos passos, pelo visto, serão decisivos para Campos e o PSB. Sem uma base de apoio sólida o bastante para impulsionar a sua candidatura, campos corre o risco de ver minguar até mesmo o projeto de ampliar a bancada do PSB na Câmara, cuja meta estabelecida no início da pré-campanha era passar de 35 para 50 deputados, o que colocaria e legenda como detentora de uma das maiores bancadas da Casa, elevando o potencial de Campos para firmar-se como uma das vozes principais vozes da oposição em caso de derrota no pleito de outubro. Vale ressaltar que o partido já teve pelo menos seis baixas desde então.

Em nível estadual a situação também preocupa. Com a saída do governador do Ceará, Cid Gomes, para o PROS, o PSB perdeu não apenas um palanque estratégico, mas também um governo relativamente bem avaliado e com grande potencial eleitoral. No Espírito Santo, o candidato socialista também enfrenta dificuldades.

Com poucas opções à  mesa !“ comprar a briga e ver minguar ainda mais as suas chances, se aliar ao PT em um segundo turno e ter que esperar uma oportunidade que pode demorar a reaparecer ou se unir a Aécio, algo que no momento parece impensável !“ Campos terá dias difíceis pela frente.

10 Comentários

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  1. Campos você precisa se enxergar, você não é melhor que a Marina, aliás ele pode muito mais do que você nas eleições….

  2. Deixa o Ca…os sonhar, enquanto a vice Ma…na critica o modelo do Brasil gerir suas matas, reservas, meio ambiente, a Ministra Izabela Teixeira recebe premio da ONU/PNUMA por melhorar o desempenho do Brasil nessa área anos após ano. deixa ele vai pegar 5% dos votos e daqui 4 anos se candidata a senador, esse é o golpe. já vi esse filme.

  3. Esse Campos é o unico que a Dilma deixou com 7% das obras sem conclusão,depois das eleições ele vai ser demolido por erro de engenharia da contrutora Marina que fez o Progeto ambiental.

  4. O campos nao e aquilo tudo e se junta com esse bucho q nunca devia ter saido da selva, achando q vao se eleger é muita pretensao

  5. o jeito vai ser votar no PSDB mesmo, pq a Dilma ja era!

    • O BRASIL NÃO ESQUECERÁ
      45 escândalos que marcaram o governo FHC com apoio do PSDB
      ITINERÁRIO DE UM DESASTRE
      Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixaou uma pesada herança para seu sucessor.
      1994 e 1998. O dinheiro secreto das campanhas: Denúncias que não puderam ser apuradas graças à providenciais operações abafa apontaram que tanto em 1994 como em 1998 as campanhas de Fernando Henrique Cardoso foram abastecidas por um caudaloso esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
      A taxa
      média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.
      Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo FHC premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.
      O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.
      Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
      1995. Extinção da Comissão Especial de Investigação. Assim que assumiu a presidência da república, em 1995, Fernando Henrique Cardoso baixou um decreto extinguindo a chamada Comissão Especial de Investigação, instituída pelo antecessor, presidente Itamar Franco, que, composta por representantes da sociedade civil, tinha o objetivo combater a corrupção. Seis anos mais tarde, em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, o presidente Cardoso conseguiu desviar a atenção da sociedade criando uma tal Controladoria-Geral da União, que se notabilizou por abafar as denúncias que motivaram sua criação.

    • o jeito vai ser votar no PT mesmo, pq PSDB já era!

    • Nunca!!!! P$DB, meu voto não recebe. Podes crer amizade!

  6. Chega de oligarquia: Campos e Aécio, netos de políticos. Outra questão, por que Rubens Bueno é contra a consulta popular na tomada de decisão do governo e quer derrubar o decreto presidencial que criou a Política Nacional de Participação Social? O parágrafo único do artigo 1º da Constituição de 1988 diz, sem ambiguidade: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

  7. o dudu coroné não vai aguentar o tranco e vai passar o bastão pra marina e depois segundo turno da luluzinha marina e dilma.