Por Esmael Morais

Alckmin não vai negociar; PSDB aposta no caos para derrotar Dilma

Publicado em 11/06/2014

Portanto, não é mera coincidência a postura intransigente e agressiva de Alckmin com relação a greve. Quanto mais o “circo pegar fogo”, melhor para os cálculos políticos tucanos.! 

“Será muito importante que a classe trabalhadora até o dia da eleição sinta toda a pressão da manifestações [sic]. Sempre vamos poder usar isso a nosso favor. Não podemos deixar que o cidadão de bem que trabalhou a vida toda para construir um patrimônio, pense que seremos omissos e medrosos.”

Os protestos e movimentos grevistas legítimos, serem utilizados em uma perspectiva eleitoral pela oposição ao governo Dilma, não é algo que não se imaginava e debatia, o que é importante e relevante da revelação material trazida pelo Partido Pirata,!  é a forma deliberada como o PSDB pretende criar o “caos” para desgastar o governo e crescer eleitoralmente.

Seguramente outros agentes e setores estão envolvidos nesta estratégia. Não tivemos acesso a íntegra do documento, mas é de se supor que neste planejamento, para a tática ter sucesso, é previsto um papel central para a mídia. A cobertura midiática, neste sentido, tem sido peça fundamental para levar a cabo este plano. Um exemplo? Notem a forma como os problemas da gestão Alckmin, como o desabastecimento de água, são escamoteados e colocados como problemas da “natureza”, jamais como falta de planejamento e resultado de um modelo de gestão falido.

Assim como a cobertura da greve dos metroviários, não raro, observamos uma clara “criminalização” dos movimentos pela grande mídia e uma ausência de críticas a intransigência de Alckmin com os grevistas.

O documento é mais uma prova de que não se trata de uma “teoria da conspiração”, mas sim de uma estratégia política deliberada de semear o caos para colher os frutos de uma eventual vitória eleitoral tucana em outubro. O aspecto golpista desta política é evidente. Denunciar esta tentativa de manipulação tucana é urgente, um dever histórico que não podemos nos eximir.