Por Esmael Morais

Com desistência de Osmar, PDT patina para fechar chapa proporcional

Publicado em 21/05/2014

PDT paranaense corre risco de continuar sem representante no Congresso Nacional; desistência de Osmar Dias das eleições de 2014 desarranjou partido, que ainda luta para driblar empecilhos contra candidaturas de ex-prefeitos à  Câmara; outras lideranças do partido, como o empresário Márcio Pauliki, de Ponta Grossa, declinou do projeto nacional por uma das 54 vagas de estadual; vice-prefeito de Apucarana, Júnior da Femac, está apto à  disputa, mas não sabe se corre a deputado estadual ou federal; três deputados estaduais vão à  reeleição e três reivindicam única vaga ao Senado na chapa de Gleisi, que ensaia lançar o petista Dr. Rosinha.

PDT paranaense corre risco de continuar sem representante no Congresso Nacional; desistência de Osmar Dias das eleições de 2014 desarranjou partido, que ainda luta para driblar empecilhos contra candidaturas de ex-prefeitos à  Câmara; outras lideranças do partido, como o empresário Márcio Pauliki, de Ponta Grossa, declinou do projeto nacional por uma das 54 vagas de estadual; vice-prefeito de Apucarana, Júnior da Femac, está apto à  disputa, mas não sabe se corre a deputado estadual ou federal; três deputados estaduais vão à  reeleição e três reivindicam única vaga ao Senado na chapa de Gleisi, que ensaia lançar o petista Dr. Rosinha.

A ausência de protagonismo de sua principal liderança, Osmar Dias, deixa o PDT tateando no escuro para as eleições deste ano no Paraná. Inicialmente cogitado para o Senado, Câmara e depois para a vice da senadora Gleisi Hoffmann (PT), a desistência do vice-presidente do Banco do Brasil desajustou a formação da chapa proporcional pedetista.

Novamente, o PDT luta para formar uma chapa competitiva para a Câmara Federal. A agremiação tem três ex-prefeitos — José Baka Filho (Paranaguá), Paulo Mac Donald (Foz do Iguaçu) e Barbosa Neto (Londrina) — e um atual vice-prefeito (Júnior da Femac, de Apucarana), todos de cidades grandes que podem chegar lá. O diabo é que justamente os três primeiros podem ter as candidaturas barradas pela Justiça.

“Eu ainda não decidi se saio a deputado estadual ou federal”, disse ao Blog do Esmael Sebastão Ferreira Martins Júnior, o Júnior da Femac, vice-prefeito de Apucarana, Norte do estado, que tem 95 mil eleitores e 130 mil habitantes. Ele conta que se desincompatibilizou da Secretaria Municipal de Obras e Planejamento no início de abril e tomou cuidado de não assumir nenhum dia a cadeira de prefeito para ficar apto à  disputa, como pede a lei eleitoral.

Se Júnior da Femac definir candidatura pela Assembleia Legislativa, o PDT paranaense correrá sério risco de permanecer sem representante no Congresso Nacional. Esse cenário é bom para o PT, que terá os votos de legenda do partido aliado na cesta da coligação.

Sem um Osmar Dias como puxador de votos, as lideranças pedetistas estão optando por concorrer à  Assembleia. à‰ o caso do empresário Márcio Pauliki, de Ponta Grossa, e da atual bancada da legenda formada pelos deputados Nelson Luersen, André Bueno e Fernando Scanavaca.

Na aliança com o PT, o PDT abriu mão da vice de Gleisi para pedir a única vaga do Senado em contrapartida. Três pedetistas querem derrotar o tucano àlvaro Dias, a saber: vereador curitibano Jorge Bernardi, deputado André Bueno e o ex-deputado Léo de Almeida Neves.

Para o PDT arrancar a vaga do Senado junto a PT vai ter luta, pois o deputado petista Dr. Rosinha oficializou esta semana sua pré-candidatura à  Câmara Alta.