Por Esmael Morais

The Economist: brasileiro é improdutivo!, ataca revista estrangeira preferida dos tucanos

Publicado em 17/04/2014

O texto avalia que, após um breve período de aumento da produtividade entre 1960 e 1970, a produção não avançou mais no País. O fato estaria acontecendo, de acordo com a Economist, em contraste com o cenário internacional, onde países emergentes como Coreia do Sul, Chile e China registram tendência de melhora nesse quesito. A reportagem ouviu o empresário norte-americano Blake Watkings, dono do restaurante BOS BBQ em São Paulo. “No momento em que você aterrissa no Brasil você começa a perder tempo”, declarou Watkings.

“A produtividade do trabalho foi responsável por 40% do crescimento do PIB do Brasil entre 1990 e 2012 em comparação com 91% na China e 67% na àndia, de acordo com pesquisa da consultoria McKinsey. O restante veio da expansão da força de trabalho, como resultado da demografia favorável, formalização e baixo desemprego”, diz trecho da matéria, que traz uma série de fatores, na visão de economistas, para explicar o cenário.

O primeiro citado é o baixo investimento em infraestrutura. Outro problema são os indicadores de qualidade dos alunos brasileiros, que não crescem, apesar dos investimentos públicos em educação. A Economist cita ainda a legislação trabalhista !“ alguma empresas, segundo a revista, preferem contratar amigos e familiares menos capazes para evitar processos ou diminuir o risco de fraudes. Outro fator ainda, segundo o texto, “menos óbvio”, é a má gestão de parte das companhias brasileiras.

A conclusão da revista britânica é de que se o Brasil continuará crescendo até depois de 2020, quando a população economicamente ativa (em idade de trabalhar) vai começar a cair em relação ao total, o País terá de enfrentar seu problema de produtividade. “Até que ele faça isso, corre o risco de cair em um sono cada vez mais profundo”, finaliza o texto.