Richa jura que “tempo da truculência” acabou no Paraná, mas educadores em greve dizem outra coisa

Governador Beto Richa, em discurso a supermercadistas, ontem em Pinhais, afirmou que as épocas de truculência acabaram" no Paraná; tucano se referia ao antecessor e senador Roberto Requião, sem citá-lo nominalmente; entretanto, o discurso do tucano estava descolado da realidade, pois, a 7 km do local que ele estava, a SEED disparava e-mails ameaçando de demissão professores PSS que entraram em greve; "As ameaças deram mais combustível para a greve", disse Luiz Paixão, o Professor Paixão, diretor de Comunicação da APP-Sindicato.

Governador Beto Richa, em discurso a supermercadistas, ontem em Pinhais, afirmou que as épocas de truculência acabaram” no Paraná; tucano se referia ao antecessor e senador Roberto Requião, sem citá-lo nominalmente; entretanto, o discurso do tucano estava descolado da realidade, pois, a 7 km do local que ele estava, a SEED disparava e-mails ameaçando de demissão professores PSS que entraram em greve; “As ameaças deram mais combustível para a greve”, disse Luiz Paixão, o Professor Paixão, diretor de Comunicação da APP-Sindicato.

O governador Beto Richa (PSDB) participou ontem à  tarde, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, da abertura da 33!ª Mercosuper (Feira e Convenção Paranaense de Supermercados). No evento, o tucano esqueceu as contumazes críticas ao governo federal para atacar o senador Roberto Requião (PMDB) — a bola da vez da artilharia tucana — seu virtual adversário na disputa pelo Palácio Iguaçu.

Segundo um orelha seca do Blog do Esmael, presente na reunião dos supermercadistas paranaenses, Richa disse que “seu governo resgatou a credibilidade com o setor privado”.

Sem citar diretamente o antecessor Requião, o governador do PSDB afirmou que “as épocas de truculência acabaram”.

Entretanto, o discurso de Richa parece estar divorciado da realidade. Enquanto ele fazia o papel de “bom moço” na Mercosuper, a 7 km de distância da Expotrade, na Secretaria de Estado da Educação (SEED), sua equipe disparava e-mail ameaçando professores contratados em regime PSS e profissionais em estágio probatório caso haja falta por mais de sete dias consecutivos!.

O esforço do governo Richa era para desmobilizar a greve dos educadores que começou hoje nas 2,1 mil escolas da rede pública do estado.

“As ameaças deram mais combustível para a greve”, disse Luiz Paixão, o Professor Paixão, diretor de Comunicação da APP-Sindicato.

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