Governo Richa deixa alunos passando fome nas escolas do Paraná

Professores e pais de alunos relatam ao blog a tristeza causada pela falta de merenda nas escolas; em Pato Branco, por exemplo, alimentos vencidos são preparados para as crianças que correm risco de intoxicação; nos colégios agrícolas os mantimentos sumiram das prateleiras em fevereiro, no início das aulas, e não foram mais repostos; crise financeira e de gestão também levou o governo Richa a suspender obras nos municípios; nesta sexta, 11, Gleisi anunciou liberação de R$ 817 milhões de empréstimo ao Paraná por meio do Proinveste do governo federal; há um problema sério de gestão que bagunça de forma insolúvel as finanças do estado, ou seja, o caixa estadual se transformou em um verdadeiro saco sem fundo!, portanto, a operação de crédito autorizada hoje pode não ser a panaceia.

Professores e pais de alunos relatam ao blog a tristeza causada pela falta de merenda nas escolas; em Pato Branco, por exemplo, alimentos vencidos são preparados para as crianças que correm risco de intoxicação; nos colégios agrícolas os mantimentos sumiram das prateleiras em fevereiro, no início das aulas, e não foram mais repostos; crise financeira e de gestão também levou o governo Richa a suspender obras nos municípios; nesta sexta, 11, Gleisi anunciou liberação de R$ 817 milhões de empréstimo ao Paraná por meio do Proinveste do governo federal; há um problema sério de gestão que bagunça de forma insolúvel as finanças do estado, ou seja, o caixa estadual se transformou em um verdadeiro saco sem fundo!, portanto, a operação de crédito autorizada hoje pode não ser a panaceia.

O Colégio Estadual Pato Branco, que leva o nome do município localizado no Sudoeste, a 437 km de Curitiba, o antigo PREMEN, não tem merenda para os 1,3 mil alunos desde o início do ano letivo em 10 de fevereiro. As cozinheiras do estabelecimento de ensino fazem merenda dia sim dia não com os alimentos vencidos em janeiro, que sobraram do ano passado.

Os pais estão preocupados com a saúde de seus filhos, que podem se intoxicar com comida estragada. Eles foram reclamar à  direção da escola, que autorizou os alunos a levarem lanches de casa até a normalização da merenda.

O caso patobranquense não é isolado, infelizmente. A situação é mais periclitante na maioria dos 19 colégios agrícolas do estado (Apucarana, Arapoti, Cambará, Campo Mourão, Castro, Clevelândia, Diamante do Norte, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Lapa, Palmeira, Palotina, Pinhais, Rio Negro, Santa Mariana, Toledo e Umuarama).

“A merenda escolar só dá para essa semana. A última parcela do fundo rotativo do ano de 2013 ainda não foi repassada aos colégios. Estamos sem dinheiro para as safras de verão e de inverno”, denuncia um professor, que não quis se identificar com medo de retaliações.

As denúncias sobre a falta de merenda nas escolas não são recentes. Em 25 de fevereiro deste ano o blog já trazia essa informação aos leitores (clique aqui). O fato novo é que o governo Beto Richa (PSDB) continuou insensível à  barriga roncando da garotada com fome.

Em março passado este blog também registro que no site oficial da Prefeitura de Ibaiti, no Norte Pioneiro, o prefeito Roberto Regazzo, o Betão, do PSB, partido aliado do governador, disse que mandou dar merenda para os alunos que são de responsabilidade do governo estadual para que não ficassem “olhando” os que comiam na hora do recreio (clique aqui).

A crise de gestão e, por consequência financeira, assola não só a educação pública paranaense. Atinge a centenária Polícia Militar e a Polícia Civil, que têm dificuldades para abastecer suas viaturas. Até os cães em serviço na PM passam fome no governo Richa.

Para piorar esse estado de coisas, Richa mandou esta semana ofício a prefeitos do interior cancelando obras anunciadas anteriormente (clique aqui). Literalmente, o tucano deixou a “prefeitaiada” na mão, como relata na manchete de hoje o jornal Correio do Cidadão, do município de Campo Mourão.

O governador Beto Richa (PSDB) aposta todas as fichas para resolver a crise no empréstimo de R$ 817 milhões via Proinveste (clique aqui). Nesta sexta-feira (11), a senadora Gleisi Hoffmann (PT) informou, em primeira mão, que o dinheiro será liberado ainda hoje pelo secretário Nacional do Tesouro, Arno Augustin (clique aqui).

Talvez os empréstimos pleiteados pelo governo Richa não sejam suficientes para aplacar a fome nas escolas, pois, vai se cristalizando, há um problema sério de gestão que bagunça de forma insolúvel as finanças do Paraná. Ou seja, o caixa do governo estadual se transformou em um verdadeiro saco sem fundo!.

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