Por Esmael Morais

Ex-secretário Stephanes sugere “demissão” do governo Richa por “incompetência”

Publicado em 09/04/2014

"Tem que demitir quem pediu isso", reagiu o deputado Reinold Stephanes (PSD), ex-secretário-chefe da Casa Civil até a semana passada, sobre o pedido de aval do governo estadual que travou a operação de crédito ao Paraná; parlamentar participou de reunião nesta quarta (9) com o secretário Nacional do Tesouro (STN), Arno Augustin, para discutir a liberação de empréstimo de R$ 817 milhões do Proinveste; "Uma secretaria do governo Richa não conversou com outra secretaria do governo Richa, ou seja, o dinheiro do Proinveste não sai por pura incompetência do governo do PSDB", disse Verri.

“Tem que demitir quem pediu isso”, reagiu o deputado Reinold Stephanes (PSD), ex-secretário-chefe da Casa Civil até a semana passada, sobre o pedido de aval do governo estadual que travou a operação de crédito ao Paraná; parlamentar participou de reunião nesta quarta (9) com o secretário Nacional do Tesouro (STN), Arno Augustin, para discutir a liberação de empréstimo de R$ 817 milhões do Proinveste; “Uma secretaria do governo Richa não conversou com outra secretaria do governo Richa, ou seja, o dinheiro do Proinveste não sai por pura incompetência do governo do PSDB”, disse Verri.

Uma comitiva de deputados estaduais e federais paranaenses terminou há pouco, em Brasília, uma reunião com o secretário Nacional do Tesouro (STN), Arno Augustin, para discutir a liberação de empréstimo de R$ 817 milhões do Proinveste.

O secretário explicou aos parlamentares que o governo federal havia liberado a operação de crédito em dezembro passado depois de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, o governo do Paraná pediu aval da União visando reduzir os juros. Diante do novo pedido do governo Beto Richa (PSDB), o processo voltou à  estaca zero.

“Tem que demitir quem pediu isso”, reagiu o deputado Reinold Stephanes (PSD), ex-secretário-chefe da Casa Civil até a semana passada. Ele defendia na reunião a posição do governo Richa, mas, logo em seguida, foi informado por procuradores do Estado do Paraná, presentes no encontro, que o próprio governo Richa havia pedido o aval do governo federal.

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB), ex-secretário da Fazenda, no exato momento em que chegaram equipes de televisão no local da reunião, subitamente, foi acometido por um ‘piti”. Ele abandonou o encontro questionando aos berros: “vai sair ou não vai sair? [o empréstimo]”.

Ademar Traiano, líder do governo Richa na Assembleia Legislativa, reclamou muito ao secretário. Ele queria uma solução “política” para um problema “técnico” na operação de crédito milionária.

O Arno deu uma aula sobre a situação, mostrou uma disposição incrível em ajudar o Paraná, respondeu todos os questionamentos de forma muito esclarecedora e elegante. Mostrou que o problema esteve no governo Richa, que não conseguiu lidar da maneira mais apropriada com a situação!, explicou o deputado Enio Verri, presidente estadual do PT.

O parlamentar petista observou que se o governo Richa não tivesse pedido a garantia na operação o dinheiro já estaria na conta do tesouro estadual.

“Uma secretaria do governo Richa não conversou com outra secretaria do governo Richa, ou seja, o dinheiro do Proinveste não sai por pura incompetência do governo do PSDB”, disse Verri.

A reunião na STN também repercutiu na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Péricles Mello (PT) foi à  forra: “Hoje novamente se confirmou a incompetência administrativa da equipe do governo do Paraná. Se tivessem procedido medidas simples, o Estado já teria conseguido os empréstimos”.

Também estiveram na reunião os deputados João Arruda (PMDB), Rubens Bueno (PPS), Dilceu Sperafico (PP), Edmar Arruda (PSC), Alfredo Kaefer (PSDB), Tadeu Veneri (PT) e Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). O secretário de Representação Política do Paraná em Brasília, Amauri Escudeiro, testemunhou o entreveiro.