Diretor da Abril vê o mais “incompetente” governo em Dilma

do Brasil 247

Posição de José Roberto Guzzo, que já dirigiu Veja e Exame e é um dos poucos integrantes do conselho editoral da Abril de fora da família Civita, se espraia pelas revistas da casa; em artigo publicado neste fim de semana, ele, com seu mau humor, aparenta viver em outro planeta; "Todo brasileiro de olhos abertos para o que está acontecendo no país em geral, e na sua própria vida em particular, sabe muito bem que a coisa está preta", diz ele, sem levar em conta o pleno emprego e a expansão da renda; diz que ele que o Brasil, com US$ 375 bilhões em reservas, está "em petição de miséria" e "é um caso perdido"; o governo Dilma, na sua visão, é o "mais incompetente" de todos; quem vai mal na verdade é a Abril.

Posição de José Roberto Guzzo, que já dirigiu Veja e Exame e é um dos poucos integrantes do conselho editoral da Abril de fora da família Civita, se espraia pelas revistas da casa; em artigo publicado neste fim de semana, ele, com seu mau humor, aparenta viver em outro planeta; “Todo brasileiro de olhos abertos para o que está acontecendo no país em geral, e na sua própria vida em particular, sabe muito bem que a coisa está preta”, diz ele, sem levar em conta o pleno emprego e a expansão da renda; diz que ele que o Brasil, com US$ 375 bilhões em reservas, está “em petição de miséria” e “é um caso perdido”; o governo Dilma, na sua visão, é o “mais incompetente” de todos; quem vai mal na verdade é a Abril.

O Brasil acabou. Está em petição de miséria, é um caso perdido e não terá solução, caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita. Esta é a visão do jornalista José Roberto Guzzo, que já dirigiu Veja e Exame, integra o conselho editorial da Abril sem ser da família Civita e cujas opiniões amargas se espraiam pelas revistas da casa editorial hoje comandada por Fábio Barbosa.

O governo Dilma, diz Guzzo, é o pior de todos da história do País. Pior do que o dos militares, que mataram e torturam, pior do que o de Fernando Collor, que terminou em impeachment, pior do que o de José Sarney, que teve hiperinflação, ou do que o de FHC, que levou o Brasil três vezes ao FMI. Muito pior também do que o de Campos Salles, que levou o Brasil à  crise do encilhamento.

Se não é esse o país ou o planeta em que você vive, tudo bem. Você está certo e Guzzo parece desesperado. O Brasil é hoje um país com pleno emprego, mais de US$ 375 bilhões em reservas internacionais, expansão da renda e com boa capacidade de atração de investimentos internos e internacionais.

A Abril, que contratou o consultor Vicente Falconi para cortar custos e já demite profissionais, inclusive em Veja, é que parece estar em petição de miséria (leia mais aqui).

Leia, abaixo, o artigo de Guzzo:

“A casa não pode cair”, por J.R. Guzzo

Todo brasileiro de olhos abertos para o que está acontecendo no país em geral, e na sua própria vida em particular, sabe muito bem que a coisa está preta.

Há mil e uma razões para isso, como se pode verificar todos os dias pelo noticiário; seria pretencioso, além de inútil, tentar fazer uma lista de todas.

Basta dizer, para encurtar o assunto, que, segundo as últimas pesquisas de opinião, mais de 70% da população acha que assim não vai, e quer mudanças na ação do governo como um todo.

Será que os brasileiros, finalmente, se convenceram de que estão sendo dirigidos por um dos governos mais incompetentes que já tiveram de aguentar !“ ou, possivelmente, o mais incompetente de todos?

Mais interessante ainda: a propaganda descomunal que o poder público soca todos os dias em cima da população e o uso sistemático da mentira talvez já não estejam dando os resultados que costumam dar.

A presidente Dilma Rousseff, por exemplo, ameaça combater a corrupção na Petrobras, mas diz que os `inimigos da empresa` são os que sugeriram mudar seu nome para !´Petrobrax`, cerca de quinze anos atrás, com a intenção secreta de liquidá-la !“ e, ao mesmo tempo, faz tudo para impedir que se investigue a roubalheira pública de hoje.

Quanta gente acredita num desvario desses? Tudo bem. O Brasil está em petição de miséria, e o presente já é um caso perdido. A pergunta, agora, é a seguinte:

As coisas vão mudar para melhor depois da eleição presidencial de outubro ou vão ficar piores ainda?

Vão ficar piores com certeza, se o Brasil não sair da armadilha que o governo, o PT, e o ex-presidente Lula montaram: eles têm de ganhar todas, pois não podem mais admitir a alternância de poder.

Se admitirem, a casa cai, e a casa não pode cair !“ pois os que mandam no país não consegue mais viver fora do governo. Manter-se no poder todo mundo quer, nas melhores democracias do mundo.

O problema atual do Brasil é que o PT não apenas quer continuar: precisa continuar, pois, se sair, o mundo de privilégios que construiu para si próprio nos últimos onze anos vai direto para o espaço.

à‰ essa ansiedade, e nada mais, que acaba de trazer Lula para dentro da campanha eleitoral !“ se Dilma continuar caindo nas pesquisas, é pouco provável que ele próprio e seu partido digam !´que pena`, e fiquem só olhando o desastre acontecer na sua frente.

Aí, para não perderem a situação de proprietários privados do Brasil que conseguiram obter de 2003 para cá, tudo passa a valer:

A presidente pode ser desembarcada sem maior cerimônia de seu posto de candidata à  reeleição, e Lula entraria na disputa para salvar a pele de todos.

Como explicar essa deposição de Dilma para o público?

Inventa-se uma história qualquer !“ esse tipo de coisa jamais foi problema para Lula, um artista em escapar das situações mais sinistras sem explicar nada.

A companheirada, por sua vez, dirá que lamenta !“ mas que a volta de Lula é essencial para salvar o !´projeto do PT`, caso ele esteja ameaçado de !´destruição` pela !´direita`, pela !´grande mídia`, pelos que !´não se conformam` com a vitória da classe operária etc.

Se a oposição ganhar, dizem, será !´volta da ditadura` – e não é possível permitir tal crime.

!´Projeto do PT`? Que diabo seria isso? Nada mais simples: O projeto do PT é não ter projeto nenhum.

Em vez de trabalhar para construir um Brasil mais justo, confortável e promissor para os brasileiros, todo o esforço do partido se concentra em não largar o osso do governo.

Não se trata de desejo: é necessidade.

O que muda, se saírem, não é nada que tenha a ver com ideias, princípios ou valores; o que muda, no duro, é a sua vida material.

Vão embora os 20 mil altos empregos que têm no governo federal. Vão embora as oportunidade ilimitadas de negócios com o poder público. Vão-se embora as Pasadenas, os mensalões, a compra de certas empresas de videogames por empreiteiras de obras, na base dos 10 milhões de reais.

Ficam as fortunas criadas nos porões da Petrobras. Ficam as rosemarys, os youssefs e milhares de outros como eles.

Ficam o caviar de Roseana Sarney, os jatinhos, os planos médicos milionários. Ficam as diárias de hotel a 8 000 euros. Fica um STF obediente.

Mais do que tudo, fica garantida a impunidade.

O PT, como observou há pouco o ex-deputado Fernando Gabeira, é um partido que se baseia totalmente na obediência; não valem nada, ali, mérito, talento ou competição sadia.

A única maneira de subir na vida é obedecendo a Lula !“ e, para isso, é indispensável que Lula, ou algum dos seus postes esteja no governo.

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