Coluna do Ricardo Mac Donald: à‰ preciso formar gestores públicos

 Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta, encerra a saga "A difícil arte de governar"; considerado capitão do time do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), o colunista aborda a importância da formação técnica dos servidores públicos através de escolas de administração; ele cita bons exemplos da França e China, que adota ensinamentos da Harvard Kennedy School e da ENA Francesa; "Não adianta colocar um médico na gestão de um hospital se ele não souber gerenciá-lo, pois poderemos ter ótimo cirurgião transformado num péssimo administrador", observa; No Brasil, deveríamos pensar em algo semelhante!, sugere; Mac Donald ainda lança um olhar para o futuro: Mostrar que não existem soluções fáceis e que tudo tem um custo. A cidade de Lyon, que tem o melhor sistema de transporte público da França, conseguiu convencer empresas a pagar diretamente aos operadores do sistema parte do seu custo. Toda a cidade ganhou!; leia o texto.


Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta, encerra a saga “A difícil arte de governar”; considerado capitão do time do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), o colunista aborda a importância da formação técnica dos servidores públicos através de escolas de administração; ele cita bons exemplos da França e China, que adota ensinamentos da Harvard Kennedy School e da ENA Francesa; “Não adianta colocar um médico na gestão de um hospital se ele não souber gerenciá-lo, pois poderemos ter ótimo cirurgião transformado num péssimo administrador”, observa; No Brasil, deveríamos pensar em algo semelhante!, sugere; Mac Donald ainda lança um olhar para o futuro: Mostrar que não existem soluções fáceis e que tudo tem um custo. A cidade de Lyon, que tem o melhor sistema de transporte público da França, conseguiu convencer empresas a pagar diretamente aos operadores do sistema parte do seu custo. Toda a cidade ganhou!; leia o texto.

Ricardo Mac Donald*

As eleições atuais, em que vários partidos políticos não têm mais ideologia e se assemelham a cartórios de registro de candidatura e partilha de tempo de televisão, com candidatos que disputam o poder entre si, como se fossem agrupamento de interesses, onde pesa mais a empatia e a fidelidade na disputa do poder do que planos concretos para a administração da coisa pública, resulta em grandes dificuldades de gestão.

Outros países se debruçaram sobre o problema e entendem que é preciso formar um corpo funcional forte, com grande conhecimento de gestão pública e estabilidade para que a memória da administração não se perca a cada mudança de governo.

Como já se viu, não adianta colocar um médico na gestão de um hospital se ele não souber gerenciá-lo, pois poderemos ter ótimo cirurgião transformado num péssimo administrador.

A França, muito tempo atrás, partiu para a formação de uma classe dirigente, com a ENA !“ Escola Nacional de Administração. A moderna China vai pelo mesmo caminho, com a Academia de Liderança Executiva da China, onde lições de administração moderna são incorporadas ao desenvolvimento do país, adotando ensinamentos da Harvard Kennedy School e da ENA Francesa.

No Brasil, deveríamos pensar em algo semelhante. As pessoas com vocação para a gestão pública poderiam aprender a simplificar o andamento das coisas, a mirar os objetivos concretos dos cidadãos, a fazer render ao máximo o dinheiro público, a gastar o menos possível com a máquina pública, para as ações chegarem otimizadas nas pontas.

Aproveitar as experiências exitosas dos bons gestores. Não só aprender a teoria, mas ter no currículo grande espaço para aulas práticas. Ter noção exata de quanto custam os serviços e obras públicas para fazer os orçamentos gerais.

De outro lado, aprofundar a participação do cidadão, aproveitando os meios digitais, as audiências públicas, as eleições. Fazer com que as pessoas entendam como funcionam os poderes públicos, que não existem pais/mães provedores, que o populismo assim como o clientelismo são péssimos caminhos. à‰ só ver o que ocorre na Argentina, na Venezuela e na Bolívia.

Mostrar que não existem soluções fáceis e que tudo tem um custo. A cidade de Lyon, que tem o melhor sistema de transporte público da França, conseguiu convencer empresas a pagar diretamente aos operadores do sistema parte do seu custo. Toda a cidade ganhou.

No Brasil, se a população passasse a cuidar das cidades com atenção centrada no custo das coisas, estaríamos dando passos de gigante.

Próxima sexta, novo tema.

*Ricardo Mac Donald Ghisi é advogado, secretário Municipal de Governo de Curitiba. Escreve à s sextas no Blog do Esmael.

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