18 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Resistência de Dilma, Lula e governo intriga oposição

do Brasil 247
Os números das pesquisas eleitorais não estão especialmente bons para nenhum dos presidenciáveis e não presidenciáveis estampados no noticiário político. Mas entre os pré-candidatos Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos, e o “me sinto realizado” ex-presidente Lula, alguém vai ter de ganhar as eleições de outubro. Por mais ou menos que se torça para uma ou outro, é forçoso revelar o que não transparece em análises à  disposição na mídia tradicional: a resistência do governo e de sua política econômica ao cerco de números e críticas é maior do que se pensava.

No resumo de resultados das últimas pesquisas Ibope e Vox Populi, o que se tem, ainda e mais uma vez, é a vitória em primeiro turno da presidente Dilma Rousseff. Ela alcança um índice próximo aos 60 por cento das intenções de votos válidos. A parte essa fotografia, vê-se mais detidamente a elevação das declarações de votos brancos e nulos, que já seriam a segunda força da eleição. Também se observou uma diminuição das intenções de voto a Lula, que estaria somente quatro pontos acima de Dilma no Ibope. Houve seguidos destaques sobre a queda da avaliação do governo federal, que chegaria agora ao menor nível, com 36% de ótimo e bom na pesquisa CNI – contra 43% no levantamento anterior !“ e um recorde de 27% de avaliações ruim e péssimo. Está posto, então, que o governo se desgastou.

Mesmo com todos esses ingredientes a favor, porém, por que raios a oposição a Dilma não cresce. No Ibope, o presidenciável tucano Aécio Neves conseguiu, com 14% de intenções, um ponto a mais do que na pesquisa anterior, e Eduardo Campos manteve 8%. O fato político maior, neste momento, está aqui. Não falta exposição para Aécio e Campos. Ambos são políticos de longa cepa, conhecidos de longa data do público. Será que a questão deles com o que as pesquisas mostram nesse momento é exatamente essa?

Lançado por FHC, Aécio faz questão de relembrar e defender o governo do ex-presidente, prestigiar alianças as mais variadas entre as oposições e empreender uma dura luta parlamentar contra o governo Dilma. O presidente do PSDB, em franca atividade, vai mostrando o melhor de si mesmo, mas igualmente sofre c Leia mais

18 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Requião avisa ao Palácio Iguaçu: “Podem atacar à  vontade, aqui tem café no bule”

Senador Roberto Requião (PMDB-PR), ao saber de ataques de cibertucanos teleguiados pelo Palácio Iguaçu, avisou pelo Twitter: "Podem atacar à  vontade, aqui tem café no bule".

Senador Roberto Requião (PMDB-PR), ao saber de ataques de cibertucanos teleguiados pelo Palácio Iguaçu, avisou pelo Twitter: “Podem atacar à  vontade, aqui tem café no bule”.

@esmaelmorais Podem atacar à  vontade, aqui tem café no bule. ... 

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18 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Morre Gabriel Garcia Márquez, o Gabo, gênio da literatura mundial

247, com Reuters
O escritor colombiano Gabriel García Márquez, criador do realismo mágico latino-americano com seu emblemático livro “Cem Anos de Solidão”, com 30 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, morreu nesta quinta-feira na Cidade do México aos 87 anos. A informação foi prestada por uma jornalista mexicana próxima da família. Prêmio Nobel de Literatura em 1982, Gabo, seu apelido universal, havia recebido alta recentemente de um hospital na Cidade do México, no qual permaneceu internado por uma semana devido a uma infecção pulmonar.

“Morre Gabriel García Márquez. Mercedes (sua mulher) e seus filhos, Rodrigo e Gonzalo, me autorizam a dar a informação”, disse em sua conta no Twitter Fernanda Familiar, jornalista próxima à  família que ajudava o escritor na sua relação com a imprensa.

No dia de seu aniversário, em 6 de março, o autor de “Amor nos Tempos do Cólera” e “Crônica de uma Morte Anunciada” saiu à  porta de sua residência, em um luxuoso bairro ao sul da capital mexicana, para agradecer à s pessoas que foram cumprimentá-lo. Essa foi a última vez que apareceu em público.

Nos últimos anos, Gárcia Márquez isolou-se da vida pública. Jornalista, ele era o maior expoente da literatura latino-americana dos últimos 50 anos. Engajado politicamente, foi amigo de Fidel Castro e se considerava um militante de esquerda.

Em entrevista à  Globo News, o escritor Luís Fernando Veríssimo exaltou as qualidades de Gabo e lembrou que o gênio colombiano se confessara influenciado por seu pai, à‰rico Veríssimo. “Ele era um escritor latino-americano, desse realismo mágico que existe mesmo por aqui, mas era universal, porque pode ser entendido em qualquer lugar”, disse o colega brasileiro. “Ele disse que foi influenciado pelo meu pai, depois de ler O Tempo e o Vento”.

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18 de abril de 2014
por Esmael Morais
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90% dos professores do Paraná já decidiram aderir à  greve no dia 23

Na próxima quarta-feira, dia 23 de abril, os educadores entrarão em greve por tempo indeterminado no Paraná. Cerca de 100 mil profissionais da educação — professores e funcionários — de 2,1 mil escolas da rede pública estadual vão paralisar as aulas de 2,3 milhões de alunos para reivindicar 13 itens de uma pauta descumprida pelo governador Beto Richa (PSDB).

Segundo informações obtidas pelo Blog do Esmael, cerca de 90% da categoria já decidiu cruzar os braços semana que vem no estado. A última greve ocorrida na educação paranaense foi em 2000, ainda na gestão do então governador Jaime Lerner.

Os educadores exigem que o governo Richa cumpra a Lei Nacional do Piso que, além de reajuste de 10,6% neste ano, prevê 33% de hora-atividade para que os professores possam preparar suas aulas e se dedicar à s demais atividades fora da sala. O magistério também cobra R$ 100 milhões relativos a avanços e progressões não pagos.

A seguir leia, os 13 pontos de pauta reivindicados pela APP-Sindicato:

1. 33% de hora-atividade – Nossa reivindicação histórica para a hora-atividade é de 50%. Queremos sua ampliação imediata para 33% e assim progressivamente. A hora-atividade tem que ser aplicada conforme a Lei 11.738/2008 (PSPN) a todos(as) os(as) professores(as) da rede, obedecendo a regulamentação da carreira de hora-aula de 50 minutos.

2. Piso Nacional – Este ano, foi anunciado, pelo Ministério da Educação (MEC), o índice de 8,32% de reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A APP defende, porém, que o índice a ser aplicado seja o de 10,6%, defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

3. Reajuste dos(as) funcionários(as) – Queremos que o reajuste nos salários dos funcionários(as) de escola este ano seja conforme o índice do Piso Regional de 7,34%.

4. Pagamento de avanços em atraso – O governo deve mais de R$ 100 milhões aos(à s) professores(as) e funcionários(as) em promoções e progressões, em atraso há um ano e meio. Neste valor estão incluídos os atrasados do PDE.

5. Concurso público – A APP reivindica a realização de novos concursos públicos para professores(as) e funcionários(as). O objetivo é que seja suprida a necessidade real da rede e que sejam realizados por universidades públicas.

6. Novo modelo de atendimento à  saúde – O atual Serviço de Atendimento à  Saúde (SAS) não atende à s necessidades dos(as) servidores(as) públicos. à‰ necessário avançar nas propostas construídas no debate entre o Fórum dos Servidores e o Departamento de Assistência Leia mais

18 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Ricardo Mac Donald: Faltam quadros, sobram sanguessugas na máquina pública!

Ricardo Mac Donald*

Temos sofrido com a demora, a duplicação de custos, a perda de oportunidades de inovação, o desvio de finalidade e, por fim, o receio de funcionários públicos em decidir e agir, não por culpa sua, mas porque uma superestrutura de observantes! retarda o processo e causa insegurança jurídica por múltiplas orientações divergentes.

Soma-se a isso o fato, nem sempre lembrado, de que o golpe de 1964 ceifou toda uma geração de líderes, administradores e gente que pensava o Brasil.

Com a redemocratização, muitos tiveram a oportunidade de ainda atuar: Mário Covas, Franco Montoro, Ulisses, Miguel Arraes, Brizola, Trancredo Neves, Lula e vários outros representaram os conhecimentos de uma geração disposta a trabalhar, cada qual a seu modo, pelo bem do País.

Mas, depois deles, quem? Forma-se um doloroso hiato, aliás, antevisto por Ulisses Guimarães quando dizia: se vocês acham este Congresso ruim, esperem para ver o próximo!. O Lula, no auge da sua forma, falava dos trezentos picaretas da Câmara Federal!. Menos mal que sobravam 213 bons deputados.

Quem lucra e convive bem com este estado de coisas? Ele, o nosso paradigma nas casas legislativas, caminhando para o 7!º mandato, pouco tempo alisando os bancos escolares, mas ágil na troca de favores, nomeação de amigos e parentes, especialista em títulos de utilidade pública e em prestar homenagens, conferindo nome de pessoas a estradas e obras públicas.

Cioso do seu mando político!, da sua cota! nos governos, funciona como intermediário entre os Poderes Públicos e os cidadãos. Verdadeiro despachante de luxo!, não desgosta da burocracia exacerbada, antes vive dela.

Assim, não é à  toa que a família Sarney manda há 50 anos no Maranhão, ACM disse e desdisse na Bahia enquanto viveu, Jader Barbalho é irremovível no Pará, Fernando Collor nas Alagoas.

Celso Furtado, Ministro do Planejamento de Jango Goulart, matou a charada quando disse: o subdesenvolvimento se autoalimenta!.

Obs.: Prometi aos meus poucos leitores que acabaria hoje a série, mas não sobrou espaço para debater algumas soluções. Nos vemos na próxima.

*Ricardo Mac Donald Ghisi é advogado, secretário Municipal de Governo de Curitiba. Escreve à s sextas no Blog do Esmael.

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