1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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CPI da Petrobras opõe Gleisi a Requião

Os senadores Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, ambos do Paraná, se estranham quando o assunto é instalação da CPI da Petrobras; o peemedebista assinou hoje pela investigação e a petista tenta barrar a comissão; embora concorde com a CPI, Requião não enxerga na atitude do Senado vontade verdadeira! dos colegas em proteger a empresa porque poderiam fazê-lo no processo de leilão do Campo de Libra um esbulho de um trilhão e 500 bilhões de dólares, quase um PIB brasileiro!; a petista apontou ilegalidade que afronta o texto constitucional.

Os senadores Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, ambos do Paraná, se estranham quando o assunto é instalação da CPI da Petrobras; o peemedebista assinou hoje pela investigação e a petista tenta barrar a comissão; embora concorde com a CPI, Requião não enxerga na atitude do Senado vontade verdadeira! dos colegas em proteger a empresa porque poderiam fazê-lo no processo de leilão do Campo de Libra um esbulho de um trilhão e 500 bilhões de dólares, quase um PIB brasileiro!; a petista apontou ilegalidade que afronta o texto constitucional.

Dois paranaenses sintetizam nesta noite a luta travada no Senado a favor e contra a instalação da CPI do Petrobras. Enquanto Roberto Requião (PMDB) assina pela comissão argumentando que “venda de Libra deu prejuízo muito maior para o Brasil”, Gleisi Hoffmann (PT), numa questão de ordem, diz que não há “fato determinado” para investigação. ... 

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1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Zeca Dirceu: “Da ditadura militar à  ditadura da mídia e do judiciário”

Zeca Dirceu*

Os 50 anos do Golpe de 64 potencializaram nas últimas semanas as discussões sobre a ditadura militar. Toco nesse assunto com a certeza de que esse período de mais de duas décadas, manchado por torturas e mortes, marca a história de guerreiros que lutaram pela liberdade social do nosso país.

Confesso que a nossa recente democracia, que já alcançou grandes vitórias, ainda precisa evoluir muito. Não sofremos mais das ordens militares armadas, com perseguição e exílio, mas ainda convivemos com os abusos de uma mídia preconceituosa de direita, que manobra a opinião pública e, surpreendentemente, nos deparamos com a força autoritária de uma justiça que age com dois pesos e duas medidas, culminando em prisões injustas.

Digo isto de coração aberto, como filho de José Dirceu, um líder da resistência, que em 1968 foi preso e deportado do país por sonhar com um Brasil onde os cidadãos pudessem ser atores políticos e donos de sua própria forma de expressão, numa época em que se falar em pobreza, igualdade social e acesso à  saúde significava ser taxado de comunista.

Fico emocionado ao lembrar do sofrimento da minha avó que ficou 10 anos sem notícias do seu filho e da preocupação da minha mãe que a todo momento temia que eu fosse sequestrado como forma de retaliação dos militares. Quando os resultados desse sacrifício começaram a acontecer, o pesadelo voltou.

Meu pai vive hoje mais uma vez a prisão, depois de um julgamento sem provas, injusto e pautado pela grande imprensa. Ele paga o preço caro por ter lutado contra a ditadura e participado a partir da década de 80 do processo de redemocratização do país, quando ajudou na fundação e teve papel decisivo na construção do maior partido político do Brasil, o PT. Assume com coragem o fato de ser um homem que não nega a superação de grandes desafios, como no caso em que, junto com outros companheiros, atuou na instauração da CPI que teve como consequência o impeachment do Collor.

Aos 68 anos de idade, O Zé guerreiro do povo brasileiro! carrega nos ombros o peso por ter contribuído na construção de um projeto político que levou o primeiro siderúrgico a ocupar o cargo de presidente do Brasil e a tirar mais de 36 milhões de brasileiros da miséria.

Hoje, condenado ao regime semiaberto, meu pai está mantido há mais de 130 dias em regime fechado, sem autorização para trabalhar. Um absurdo incabível! Uma prova de que ainda estamos submetidos a padrões ditadores e autoritários que não respeitam o ser humano e seus direitos constitucionais.

Para provar a parcialidade no tratamento do caso, na semana passada o STF- Supremo Tribunal Federal concedeu corretamente a Eduardo Azevedo !“ do PSDB, o direito de ser julgado no mínimo em duas instâncias judiciárias, o que foi negado a meu pai. O STF provou ser justo com o PSDB e injusto com o PT, isto é inaceitável!

Como se tudo ainda fosse pouco, meu pai ainda é acusado de se favorecer de privilégios na cadeia. Uma piada de mau gosto se o observador fizer uma reflexão mais profunda e observar a verdade, longe da superficialidade enganadora da comunicação de massa. Qual é o privilégio? Ser julgado sem direito a recurso? Qual é o privilégio? Ser condenado sem provas? Qual o privilégio? Ser condenado a semiaberto e cumprir em regime fechado?

à‰ assim que a oposição, que não consegue nos vencer nas urnas, tenta nos destruir com o seu poder típico rasteiro. Não irá funcionar, porque continuamos com punhos cerrados e não fugimos da luta. Não teremos medo de enfrentar novamente a repressão da grande mídia maquiada com o rótulo mentiroso da transparência e venceremos mais uma vez a noite escura, desta vez assombrada pelo autoritarismo judiciário.

A prisão, por um determinado tempo, poderá continuar a conter a ação física dos revolucionários dos anos 60 e 70, mas nunca conseguirá aprisionar os seus ideais e sonhos. O trabalho continua forte porque a nossa disposição em executar este grande projeto político pelo povo brasileiro é gigante.

*Zeca Dirceu é deputado federal pelo PT do Paraná.

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1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Folha: doleiro preso também já emprestou jato para àlvaro Dias

do Brasil 247
O doleiro Alberto Youssef, que foi acionado pelo deputado André Vargas (PT-PR), para que conseguisse um jatinho emprestado (leia mais aqui), tem feito favores desse tipo a políticos há bastante tempo. Em 1998, uma investigação na prefeitura de Maringá descobriu que recursos do município foram usados para pagar jatos usados pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) em sua campanha. O responsável pelo fretamento era justamente Youssef.

Leia, abaixo, reportagem da Folha de 4 de março de 2001, sobre o caso:

Desvio de verba envolve mais de 130 pessoas

RONALDO SOARES
DA AGàŠNCIA FOLHA, EM MARINGà

Os desvios de verbas na Prefeitura de Maringá (norte do PR) revelam um esquema de corrupção cujo alcance se estende por pelo menos 11 Estados e envolvem mais de 130 pessoas, segundo as investigações preliminares da Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público do município.

De acordo com a Procuradoria, cheques emitidos pela prefeitura foram parar em contas de políticos, empresários, doleiros, laranjas e até religiosos. O esquema se estende até o Amazonas.

Os nomes, que não foram revelados para não prejudicar as investigações, surgiram a partir da quebra do sigilo dos dados -referentes a Leia mais

1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Dilma manda beijinho no ombro “pro recalque passar longe”; assista

A presidenta Dilma Rousseff, pelo perfil oficial do Facebook, mandou “um beijinho no ombro para o recalque passar longe!. A petista comemora 350 mil curtidas em sua Fanpage.

A expressão “beijinho no ombro” foi extraída do funk de Valesca Popozuda, que deseja vida longa a todas inimigas. Assista abaixo o vídeo e leia a letra da música: Leia mais

1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Anos Rebeldes: estudantes vão arrastar busto de reitor que idealizou ensino pago na UFPR

Grupo ligado ao movimento estudantil chamado "Levante Popular da Juventude", nesta terça-feira, 1!º de abril, à s 18 horas, vai arrastar novamente o busto do ex-reitor da UFPR, Suplicy de Lacerda, em protesto pelos 50 anos de golpe militar no Brasil; ex-ministro da Educação no governo ditatorial de Castelo Branco queria implantar o acordo MEC-USAID na escola técnica; gesto que será repetido hoje foi realizado pela primeira vez em maio de 1968, estopim para perseguições, prisões, torturas e desaparecimentos promovidos pelos golpistas na capital paranaense.

Grupo ligado ao movimento estudantil chamado “Levante Popular da Juventude”, nesta terça-feira, 1!º de abril, à s 18 horas, vai arrastar novamente o busto do ex-reitor da UFPR, Suplicy de Lacerda, em protesto pelos 50 anos de golpe militar no Brasil; ex-ministro da Educação no governo ditatorial de Castelo Branco queria implantar o acordo MEC-USAID na escola técnica; gesto que será repetido hoje foi realizado pela primeira vez em maio de 1968, estopim para perseguições, prisões, torturas e desaparecimentos promovidos pelos golpistas na capital paranaense.

Membros do Levante Popular da Juventude prometem repetir gesto de 46 anos atrás: arrastar novamente o busto do ex-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Flávio Suplicy de Lacerda, pelo centro da capital paranaense. ... 

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1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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André Vargas jura que relação com Yousseff está “dentro da legalidade”

da Agência Brasil

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), disse hoje (1!°), em nota, que conhece há 20 anos o empresário Alberto Youssef, investigado pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, que apura esquema de lavagem de dinheiro.

Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada hoje, diz que Vargas usou um avião do empresário para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagem de texto no início de janeiro.

Em nota, o parlamentar explicou que é amigo de Youssef. Conhecer alguém há 20 anos não é crime. Alberto Youssef é empresário de minha cidade. Dono do maior hotel da cidade. E os encontros, contatos e a relação se deram dentro da legalidade. Qualquer homem público poderia passar por isso!, diz a nota.

Assessores de Vargas informaram que o deputado está reunido desde o final da manhã com a equipe para definir se fará uma declaração sobre o caso.

A Operação Lava Jato foi deflagrada no último dia 17, em seis estados e no Distrito Federal. Mais de 20 pessoas foram presas suspeitas de participar do esquema de lavagem de dinheiro que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou mais de R$ 10 bilhões. Um dos presos foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

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1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do André Vargas: “Richa faz mal à  saúde ao deixar de aplicar R$ 400 milhões”

Deputado André Vargas, em sua coluna desta terça, acusa o governador Beto Richa de violentar a Constituição brasileira ao deixar de aplicar 12% na saúde; "o que é uma vergonha, para não dizer incompetência", cravou o colunista, ao garantir que "o principal entrave para a Secretaria Nacional do Tesouro (SNT) liberar os empréstimos solicitados"; o petista também sentencia que "Richa faz muito mal à  saúde do Paraná"; leia o texto.

Deputado André Vargas, em sua coluna desta terça, acusa o governador Beto Richa de violentar a Constituição brasileira ao deixar de aplicar 12% na saúde; “o que é uma vergonha, para não dizer incompetência”, cravou o colunista, ao garantir que “o principal entrave para a Secretaria Nacional do Tesouro (SNT) liberar os empréstimos solicitados”; o petista também sentencia que “Richa faz muito mal à  saúde do Paraná”; leia o texto.

André Vargas* ... 

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1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Protesto em Maringá: “Um professor vale mais que o Neymar”

Estudantes protestaram na manhã desta terça (1) em Maringá por melhoria na qualidade da educação e em apoio à  greve de educadores no dia 23 de abril; passeata percorreu da Prefeitura até o núcleo da Secretaria de Estado da Educação (SEED); "Vamos acordar. Um professor vale mais que o Neymar", dizia um dos cartazes portado pelos manifestantes que tomaram as ruas centrais maringaenses.

Estudantes protestaram na manhã desta terça (1) em Maringá por melhoria na qualidade da educação e em apoio à  greve de educadores no dia 23 de abril; passeata percorreu da Prefeitura até o núcleo da Secretaria de Estado da Educação (SEED); “Vamos acordar. Um professor vale mais que o Neymar”, dizia um dos cartazes portado pelos manifestantes que tomaram as ruas centrais maringaenses.

O futebol e a Copa do Mundo inspiraram um protesto nesta terça (1), em Maringá, Noroeste do Paraná, em defesa da escola pública e a favor da greve dos professores e funcionários da rede estadual prevista para o dia 23 de abril. ... 

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1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Requião e Pessuti podem fazer as pazes em nome da candidatura própria do PMDB ao governo do Paraná

Pessutistas e requianistas trabalham nos bastidores para pacificar o PMDB; bancada estadual do partido na Assembleia, preocupada com sua reeleição, desenha acordo de paz entre senador Requião e ex-governador Pessuti, até a convenção de junho, "em nome da candidatura própria" e para salvar o Paraná da quebradeira!; fórmula permitiria ao perdedor na convenção  indicar candidatos a vice-governador e senador da chapa peemedebista; parlamentares sugerem dois "fiadores comuns" em caso de acordo, a saber: o ex-secretário da Educação, Maurício Requião, e o suplente do senador Requião, Chico Simeão, o Chico Rico, que está na expectativa de assumir a vaga.

Pessutistas e requianistas trabalham nos bastidores para pacificar o PMDB; bancada estadual do partido na Assembleia, preocupada com sua reeleição, desenha acordo de paz entre senador Requião e ex-governador Pessuti, até a convenção de junho, “em nome da candidatura própria” e para salvar o Paraná da quebradeira!; fórmula permitiria ao perdedor na convenção indicar candidatos a vice-governador e senador da chapa peemedebista; parlamentares sugerem dois “fiadores comuns” em caso de acordo, a saber: o ex-secretário da Educação, Maurício Requião, e o suplente do senador Requião, Chico Simeão, o Chico Rico, que está na expectativa de assumir a vaga.

O senador Roberto Requião e o ex-governador Orlando Pessuti podem dividir a mesma mesa em nome da candidatura própria do PMDB ao governo do Paraná. Isto não é novidade para o leitor deste blog (clique aqui), mas há novas movimentações e fatos novos que relatarei a seguir. ... 

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1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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CPI da Petrobras mira só a superfície. Disputa real é pelo pré-sal

do Brasil 247 Numa palestra em que a declaração que mais repercutiu foi política (“tanto faz enfrentar Dilma ou Lula”), o presidenciável tucano Aécio Neves (PSDB-MG) antecipou também um ponto importante de sua plataforma econômica. No encontro promovido pelo Lide, ele afirmou que pretende rever o modelo de partilha no setor de petróleo e retomar o projeto de concessões. “Acredito que as concessões são a melhor forma de atrair investimentos”, disse ele. “O problema é que o Brasil não está mais sozinho. Nos últimos anos, dos US$ 300 bilhões que foram investidos, nada veio para cá, até porque houve novas descobertas no Golfo do México e na costa africana”.

O modelo de partilha, implantado depois da descoberta do pré-sal, é um tema caro à  presidente Dilma Rousseff. O ápice desse modelo ocorreu na venda de Libra, campo que foi arrematado pela Petrobras, em parceria com a Shell e com duas empresas chinesas. Na ocasião, Dilma convocou cadeia nacional de rádio e televisão para enaltecer o resultado do leilão. Os defensores da partilha argumentam que não faz sentido apenas leiloar essas bacias, uma vez que já existe a comprovação da existência do petróleo.

Os críticos desse modelo alegam, no entanto, que o modelo gera ônus excessivos para a Petrobras e que seria necessário abrir o setor a outros investidores para que o Brasil amplie mais rapidamente sua produção de petróleo, reduzindo importações.

Essa disputa entre partilha versus concessões foi também abordada pelo site Tijolaço no post abaixo:

Aécio diz em público o que Serra cochichava: quer o fim do modelo Lula no petróleo

Uma pessoa presente à  palestra de Aécio Neves hoje, numa associação de empresários, relata que, ao prometer reestatizar! a Petrobras, Aécio Neves admitiu rever o modelo de partilha do petróleo da camada pré-sal, instituído por Lula e que garante não apenas que o Estado brasileiro fica com parte da produção como assegura que a Petrobras seja a operadora única, com pelo menos 30% de qualquer consórcio privado que receba o direito de explorar o óleo.

Não é, a rigor, novidade.

O tucano já havia defendido a volta ao modelo de concessão de Fernando Henrique Cardoso em outubro do ano passado.

à‰ o mesmo que José Serra havia prometido a Patrícia Pradal, executiva da Chevron, numa reunião privada, que vazou com os telegramas do Wikileaks.

Não seria de esperar outra coisa de um candidato que, pela primeira v Leia mais