Por Esmael Morais

Senadores pedem a Janot investigação contra Dilma

Publicado em 25/03/2014

Esta terça-feira 25 será decisiva para a criação de uma CPI da Petrobras no Congresso. Liderada pelo senador e pré-candidato a presidente Aécio Neves (PSDB-MG), a oposição tem defendido com unhas e dentes uma maior investigação sobre a compra, pela estatal, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A reunião será realizada a partir das 15 horas, na liderança do PSDB no Senado.

Líderes de partidos da oposição na Câmara e no Senado se reúnem nesta tarde para articular a estratégia de criação de uma comissão sobre o caso. Para Aécio, a resposta divulgada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada explicando as circunstâncias da aquisição é “insuficiente”, por isso ressalta a necessidade de uma CPI a fim de “dar respostas à  sociedade”.

O líder da Minoria na Câmara, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), pretende apresentar um projeto de resolução para a criação da CPI na Casa. Segundo ele, os partidos de oposição se organizam para conseguir o apoio de parlamentares da base governista.

“Queremos que não seja uma CPI política ou da oposição, mas, sim, uma CPI de interesse do povo para esclarecer um assunto que envolve a maior empresa pública brasileira”, disse. “Nossa proposta, embora apresentada pela oposição, é para ser abraçada por todos”, completou.

Líder do PPS na Câmara, o deputado Rubens Bueno (PR) defende a criação de uma CPI Mista. “Precisamos investigar esse negócio pra lá de suspeito na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que tem instrumentos para isso”, afirmou. Segundo ele, a criação de uma CPI é “para o bem da estatal, do Brasil e da transparência no trato com os bens públicos”.

A oposição também tentará convidar o ex-diretor da Petrobras e responsável pela elaboração de um laudo “falho”, segundo a presidente Dilma, que baseou a decisão da compra de Pasadena, Nestor Cerveró, a prestar esclarecimentos na Câmara. A ofensiva envolve nove requerimentos, que serão apresentados por DEM e PSDB em comissões diferentes nesta terça-feira.

São necessárias 171 assinaturas de deputados para o projeto de resolução que cria a CPI. Depois disso, a proposta deve ser votada pelo Plenário da Câmara. Outra iniciativa também em andamento é a de criação de uma CPI mista, de deputados e senadores, para investigar o mesmo assunto. Nesse caso, além dos 171 deputados, 27 senadores devem assinar o requerimento, que não precisa ser votado pelo Plenário do Congresso.

Opinião do governo

O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou as iniciativas da oposição. Ele afirmou que as acusações têm endereço certo, em ano eleitoral.

“Falaram que a presidência da República é a ‘principal autoridade nessa negociata’; ninguém pode se dirigir nesses termos à  nação brasileira, colocando a Presidência da República ou tentando colocá-la sob suspeição”, declarou. “Até porque Dilma foi de uma honestidade intelectual que muitos não tiveram no cargo que ela ocupa hoje”, concluiu Chinaglia.

Com informações da Agência Câmara