Quatro chapas expõem divergências com a política do cafezinho! da diretoria da APP-Sindicato

Publicado em 18 março, 2014
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Pré-candidatura de Marlei Fernandes, presidente da APP-Sindicato, à  Câmara Federal, expõe racha no maior sindicato do Paraná; segundo professores e militantes do PT, até agora, quatro chapas se organizam para disputar a direção da entidade em setembro; Luizão Goulart, do PT, prefeito de Pinhais, também de olho no Congresso Nacional, acusa a dirigente sindical de utilizar a APP como "trampolim político"; nesta quarta, dia 19, professores prometem greve pela implantação de 33% da hora-atividade; este blogueiro renova o apoio incondicional à  luta dos educadores paranaenses amanhã e noutras jornadas futuras.
Pré-candidatura de Marlei Fernandes, presidente da APP-Sindicato, à  Câmara Federal, expõe racha no maior sindicato do Paraná; segundo professores e militantes do PT, até agora, quatro chapas se organizam para disputar a direção da entidade em setembro; Luizão Goulart, do PT, prefeito de Pinhais, também de olho no Congresso Nacional, acusa a dirigente sindical de utilizar a APP como “trampolim político”; nesta quarta, dia 19, professores prometem greve pela implantação de 33% da hora-atividade; este blogueiro renova o apoio incondicional à  luta dos educadores paranaenses amanhã e noutras jornadas futuras.
“à‰ mais fácil Saci-Pererê cruzar as pernas do que essa diretoria da APP-Sindicato convocar uma greve contra Beto Richa”. Esse desabafo é de um professor da região Sudoeste que pediu para não ser identificado, cujo relato abaixo também é dele.

Amanhã, quarta-feira 19 haverá “Greve dos Professores” conforme convocação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Dentre as bandeiras principais da entidade máxima dos educadores está o cumprimento da Lei Nacional do Piso, que prevê os 33% da hora-atividade.

Embora a pauta de reivindicações dos professores do Paraná seja mais ampla que a nacional, pois contém itens como melhoria na qualidade do atendimento da saúde e cobra R$ 100 milhões devidos pelo governo aos educadores, a APP-Sindicato dá contornos de paralisação à  “Greve” [o blog tem informativos convocando à  greve].

Novamente, a APP se conforma com promessas do governo Beto Richa. A mais recente é sobre a ampliação no porte das escolas que consiste na ampliação do número de funcionários. Diante de protestos e pressão nos municípios, a Secretaria da Educação (SEED) diz que redefinirá os cálculos em abril.

Professores e funcionários de escolas, ainda de acordo com o relato do mestre, veem a atuação da diretoria da APP-Sindicato voltada para a eleição da presidenta Marlei Fernandes à  Câmara Federal. Teme-se que a estrutura da entidade, algo em torno de R$ 60 milhões/ano, seja utilizada para esse fim eleitoral.

A suspeita de aparelhamento da APP-Sindicato também vem do insuspeito prefeito de Pinhais, Luizão Goulart, do PT, que lamenta: a APP deixou de ser só um instrumento de luta por melhorias para a educação do Paraná para ser um instrumento de luta político em favor de algumas pessoas, virou um trampolim político para eleger pessoas!.

A “Greve” ou “Paralisação” de amanhã apenas é o pano de fundo de uma disputa cruenta pelo poder na APP-Sindicato, que representa cerca de 100 mil trabalhadores da educação no Paraná.

Além de Marlei, que faz parte da tendência DS (Democracia Socialista), Professor Paixão disputa a cabeça da entidade. Ele é integrante da MS (Movimento Socialista). Ambas são correntes do PT e ambos os grupos devem obediência à  Central Única dos Trabalhadores (CUT), que monitora de perto esse racha interno. A ordem cutista é para que esses dois grupos petistas se juntem em uma só chapa.

Outras duas chapas também se preparam para o confronto de setembro na APP-Sindicato.

A terceira chapa é formada por educadores de “massa”, isto é, que não têm vínculo ou hegemonia a um único partido. “Tem gente de todas as cores, mas não somos de direita”, explica a fonte, que aponta o Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do estado, como núcleo duro dessa movimentação oposicionista.

A quarta chapa é formada pela Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) — militantes do PSol e PSTU — que rejeita a “política do cafezinho” que predominou na APP-Sindicato nos últimos 3 anos.

Independente de “racha” e de “quatro chapas” em formação na APP-Sindicato, este blogueiro renova o apoio incondicional à  luta — greve ou paralisação — dos educadores paranaenses nesta quarta e noutras jornadas futuras.

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