23 de março de 2014
por Esmael Morais
30 Comentários

Globo “puxa saco” de Barbosa na primeira entrevista de Roberto D”àvila; assista ao vídeo

Do início da entrevista até o final, em quase uma hora, o veterano jornalista Roberto D

Do início da entrevista até o final, em quase uma hora, o veterano jornalista Roberto D”àvlia dedicou-se a “puxar o saco” de Joaquim Barbosa em nome da nova casa; começou o “pingue-pongue” com a entrega de um presente ao entrevistado, o livro “O ócio criativo” do italiano Domenico de Mais; o egresso da TV Brasil nada perguntou que pudesse embaraçar o ministro diante das câmeras da Globo; nenhum questionamento sobre o apartamento em Miami ou sobre a palestra secreta em setembro de 2013 em Yale, nos Estados Unidos, como observou Stanley Burburinho; assista a íntegra da entrevista.

O repórter Roberto D’àvila estreou programa de entrevista ontem à  noite na GloboNews, canal fechado de notícias da Globo. O primeiro entrevistado anunciado com pompa e circunstância foi o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). ... 

Leia mais

23 de março de 2014
por Esmael Morais
44 Comentários

Com 85% dos votos, Fruet esmaga oposição no PDT de Curitiba

O prefeito Gustavo Fruet esmagou ontem pela manhã o movimento oposicionista no PDT ao vencer a disputa pelo diretório municipal com 85% dos votos válidos. A Chapa liderada por ele, Unidade Pedetista, obteve 508 votos.

A Chapa “Brizola, Sempre”, de oposição, liderada pelo empresário Raul Alcântara, levou uma “surra” ao amealhar apenas 95 “brizolistas”, ou 15% dos votos válidos.

Uma rápida olhadela na lista dos membros do diretório municipal eleito dá-nos o exato tamanho da interferência da máquina pública municipal na eleição pedetista de ontem. A maioria dos novos dirigentes do PDT curitibano têm cargos comissionados na Prefeitura de Curitiba.

Outra informação importante: o vereador Jorge Bernardi, líder do PDT na Câmara, também foi eleito para o diretório municipal. Ele fora acusado de fazer “jogo duplo” na guerra interna do partido.

A seguir, leia a íntegra dos nomes que compõem o diretório municipal do PDT de Curitiba:

COMPOSIà‡àƒO DO NOVO DIRETà“RIO MUNICIPAL do PDT de CURITIBA

1) Gustavo Bonato Fruet
2) Antonio Rudolfo Hanauer
3) Eli Ghellere
4) Neivo Antonio Beraldin
5) Tito Zeglin
6) Valmor Stédile
7) Aldo Fernando Klein Nunes
8) Jorge Luiz Bernardi
9) Maicon Guedes
10) Antonio Bras Da Silva
11) Victor Meireles S. Araujo
12) Leônidas Nery Dias
13) Luiza Marilda Pacheco Castagno Simonelli
14) Julio Cezar Haus
15) Osiris Pontoni Klamas
16) Marco Antonio Maraucci
17) Edgar Otto Hauber Jr
18) Newton Zanon
19) Dario Tamagni Castagno Simonelli Filho
20) Marco Aurélio Lima de Mello
21) Terezinha Antunes Futsuki
22) Indalécio Vinha Martins
23) João Aparecido dos Reis
24) Alceu Vilmar Deki
25) Adalberto Luiz de Oliveira
26) Jorge Rangel Filho
27) Roberto Gregório da Silva J Leia mais

23 de março de 2014
por Esmael Morais
22 Comentários

Artigo de Breno Altman: Abominável silêncio sobre o caso José Dirceu

Breno Altman*, via Brasil 247

Um espectro ronda a vida institucional e jurídica do país, movimentando-se na calada da sociedade e do Estado. Seus contornos podem ser definidos por uma pergunta: a democracia comporta o linchamento midiático e processual como ferramenta para eliminar inimigos políticos?

A questão leva nome e sobrenome. Há mais de quatro meses o ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva cumpre pena em regime fechado, mesmo tendo sido condenado ao cumprimento inicial em sistema semiaberto. O presidente do STF, com a cumplicidade do juiz encarregado da execução penal, pisoteia ou posterga decisões da própria corte.

Não importa, a esses senhores e seus aliados, que a essência da acusação contra o líder petista tenha sido esvaziada pela absolvição acerca da formação de quadrilha. Afinal, sentenciado sem provas materiais ou testemunhais, Dirceu teve sua culpa determinada por uma teoria que considerava suficiente a função que eventualmente exercera no comando de suposto bando criminoso, cuja existência não é mais reconhecida.

O grupo chefiado pelo ministro Joaquim Barbosa, no entanto, resolveu virar as costas para a soberania da instituição que preside. Sob pretexto de regalias e privilégios que jamais se comprovam, mas emergem como verdadeiros nas páginas de jornais e revistas, a José Dirceu se nega o mais comezinho dos direitos. Permanece preso de forma ilegal, dia após dia, em processo no qual a justiça se vê substituída pela vingança.

Há poucos paralelos na história posterior à  redemocratização, revelando o poderio dos setores mais conservadores e autoritários quase três décadas depois de findada a ditadura dos generais. As irregularidades contra Dirceu, acima de problema humanitário, afetam pilares fundamentais do regime democrático e civilizado.

O mais triste e preocupante, porém, é a omissão do mundo político diante da barbaridade. Vozes representativas do Estado e da sociedade fazem opção pela abulia e a passividade, possivelmente, e de antemão, atemorizadas pela reação de alguns veículos de comunicação e o dano de imagem que poderiam provocar contra quem ousasse dissentir.

O protesto cresce entre cidadãos e ativistas, alcança o universo jurídico, recebe acolhida de alguns articulistas e chega a provocar certo nível de resposta nos partidos e organizações progressistas. Mas a ilegalidade, respaldada por boa parte da mídia tradicional, não é enfrentada à  altura por autoridades governamentais e entidades cujo papel obrigatório na defesa dos direitos democráticos deveria impor outro comportamento.

O mutismo refugia-se em álibis como a independência entre poderes e o caráter terminal da sentença promulgada pelo STF. Como se o bem supremo a ser defendido não fosse a Constituição, mas o respeito ritualístico a uma instância na qual se formou maioria transitória a favor do arbítrio.

Outra camuflagem aparece sob a forma de abordagem unilateral ao que vem a ser liberdade de imprensa. Como se empresas jornalísticas estivessem acima das normas e do escrutínio da cidadania. Ou é aceitável que responsáveis pela coisa pública abdiquem da crítica frontal quando meios de comunicação violam conduta para destruir reputações e prerrogativas inscritas em lei?

Estes são, enfim, temas da Leia mais