Culpa pela falta de água não é de S. Pedro, mas da privatização da Sanepar

Começa faltar água nas torneiras das famílias paranaenses; Paraná, estado abençoado por Deus, tem a maior reserva de água doce do mundo composta pelo Aquífero Guarani e inúmeras bacias hidrográficas; causa de racionamento e rodízio tem a ver com falta de investimentos em infraestrutura, na produção do preciso líquido potável, portanto, nenhuma culpa tem São Pedro como fazem crer a direção da privatizada Sanepar e o governo Beto Richa; jornalões da velha mídia tem limitações ideológicas e econômicas para fazer o verdadeiro debate.

Começa faltar água nas torneiras das famílias paranaenses; Paraná, estado abençoado por Deus, tem a maior reserva de água doce do mundo composta pelo Aquífero Guarani e inúmeras bacias hidrográficas; causa de racionamento e rodízio tem a ver com falta de investimentos em infraestrutura, na produção do preciso líquido potável, portanto, nenhuma culpa tem São Pedro como fazem crer a direção da privatizada Sanepar e o governo Beto Richa; jornalões da velha mídia tem limitações ideológicas e econômicas para fazer o verdadeiro debate.

Confesso que me divirto bastante lendo, ouvido ou assistindo reportagens sobre o racionamento de água nas cidades paranaenses. Em primeiro momento a impressão que dá, aos mais desavisados, que a culpa pela falta do precioso líquido nas torneiras é de São Pedro. Esse maldoso santo que não mandou chuva como de costume.

Há também reportagens bastante interessantes porque, factualmente, mostram o calvário diário de mães, crianças e donas de casa que não conseguem banho, limpeza das residências e preparar seus alimentos com tranquilidade e segurança.

O jornal Gazeta do Povo, por exemplo, na edição desta terça (11), contou sete municípios que tem problemas com a falta ou rodízio d”água: Santa Tereza do Oeste, Francisco Beltrão, Assis Chateaubriand, Toledo, Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba. Serão oito porque Arapongas, segundo a mesma matéria, também vai restringir o consumo do líquido. Eu sei de pelo menos mais um: Cornélio Procópio.

O que os jornalões da velha mídia não conseguem debater, por questões ideológicas até, é que o racionamento da água no Paraná nada tem a ver com São Pedro. O santo precisa ser absolvido sob pela de castigo Divino. Falta investimento em infraestrutura, pois, pasme o leitor, em Curitiba sempre faltou água inclusive em dias de intensas chuvas!

O problema é mais embaixo, terreno, tem relação com a privatização da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). A empresa desvalorizou seus técnicos, arrochou salários e otimizou ganhos e mordomais de ocupantes de cargos comissionados !“ inclusive da diretoria !“ precarizando o trabalho e, consequentemente, limitando a produção de água aos consumidores.

Em nome dos dividendos (lucros) para os acionistas privados, cujo sócio principal é o grupo francês Dominó, deixou-se para lá a captação e a produção de água potável aos paranaenses. Esse drástico quadro já foi alertado aqui várias vezes. O senador Roberto Requião (PMDB), inclusive, chamou de moleques irresponsáveis! os deputados estaduais pela aprovação da mensagem do governador Beto Richa (PSDB), em setembro de 2013, transferindo parte das ações da Sanepar o sócio estrangeiro que apensa visa o lucro.

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